<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205</id><updated>2012-02-16T07:07:58.927-08:00</updated><title type='text'>José Geraldo Leal - Literatura</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>88</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7139668930304780888</id><published>2011-07-26T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T09:50:31.802-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>MELHORES MOMENTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• As  areias  desta  rua  guardam  cantigas  do  sol  (Harpa Sem Cordas  -  Zebedeu)&lt;br /&gt;• A estrada  sob as amoras, um solo todo de  lã (Revisão)&lt;br /&gt;• Gotas de sangue vertido desabrocharão em músicas e chamas (Eles Estão no Futuro)&lt;br /&gt;• A hora convulsa que passa é uma insensata,  uma louca  .  .  .   (Fuga)&lt;br /&gt;• Os dias caminham lentos  / para  o ciclo das auroras (Cântico)&lt;br /&gt;• Cai, gota a gota, o leite confortante, sobre a paisagem lírica (Húmus)&lt;br /&gt;• Vazia, se avizinha a madrugada (Procura)&lt;br /&gt;• Ver a estrela dos tenazes. Não lastimar nem sorrir (Esparsas)&lt;br /&gt;• Entre guerras e entre pazes, não ser notado . . . e  existir  (Esparsas)&lt;br /&gt;• Como a saudade diviniza o que já não existe (Página Íntima) &lt;br /&gt;• Caminhos  de  músicas,  estradas  de  flores, roteiros resplandecentes . . .  (Harpa sem Cordas  - Tabor)&lt;br /&gt;• Até logo  ventos do meio dia. Deixo-os em paz, agora,  porque estou escrevendo de pé, debaixo da ponte, e porque o relógio  que tomei com café pela manhã  está dando horas no meu estômago (Harpa sem Cordas – Pinceladas quase autobiográficas de um desconhecido)&lt;br /&gt;• Ei-lo andando,  andando . . .  Todos os anjos do luar lhe vêem entornar paisagens e músicas na mente,  ternura  chove   sobre  o  seu coração (Harpa – Iluminado) &lt;br /&gt;• A moça da estrada  - sonâmbula dos cabelos  virgens – caminha de mãos  estendidas, e sobre elas pousam aves de luz, egressas da madrugada  (Exercício)&lt;br /&gt;• Os ventos selvagens se contêm nos limites da morte, e o momento ficou parado, encolhido nos recessos das rosas (Exercício)&lt;br /&gt;• As mãos têm leveza de séculos e o espaço,  perfurado, deixa escorrer nitrogênio misturado com sentimentalismo (Exercício)&lt;br /&gt;• Uma neblina suave, feita de músicas  daquele  céu,  vai  borrifando  e  purificando  as  nossas  almas (Harpa sem Cordas)&lt;br /&gt;• Ao fecharmos  os olhos, ouvimos logo um cântico leve, envolvente. É a voz do homem feliz, o que canta sem camisa  . . . (Harpa sem Cordas)&lt;br /&gt;• Se quiserem fugir por momentos do mundo real, desçam as cortinas dos olhos, lavem primeiro com sabão de rosas os cinco sentidos . . .  (Harpa  se  Cordas)&lt;br /&gt;• Os passos ficam na poeira dormente da  tarde (Tema)&lt;br /&gt;• E  a  noite me  estende as suas fronteiras como uma passagem de  cânticos . . .   (Tema)&lt;br /&gt;• Me  sinto um viajor  solitário, perdido na  treva,  perdido  na  luz,  no  alto  da  montanha,  de  onde  se  irradiam  todos  os  destinos  .  .  .  (Tema)&lt;br /&gt;• Os ventos loucos conduzem perfumes  (Tema)&lt;br /&gt;• Os ventos são temas imperecíveis, em cujas asas se  perderam  os aedos  antigos (Tema)&lt;br /&gt;• A   noite  arrasta  o poeta. O  luar,  descendo,  é  o  mesmo  fluido  imponderável  que  vem  vertendo  o  delírio  das  almas  eleitas ,  através  de  séculos   (A clareira da  Floresta)&lt;br /&gt;• As  rosas  com  certeza  foram  convidadas  para  perfumar  o  ambiente, e  também cantarão, pois  cada  corola é  uma  boca  divina  mergulhada  em  músicas  .  .  .  (A  clareira  da  Floresta)&lt;br /&gt;• Os ventos e as nuvens,  agora,  se  acham  presos  na  caverna  dos   grifos  de  asa  gelada  (A clareira  da  Floresta)&lt;br /&gt;• E  o  poeta  segue.  Para  trás  ficam  almas  de  luz  e  almas  de  sombra  ( A   clareira  da  Floresta)&lt;br /&gt;• Pássaros, cujo canto é embalo e norte, ressurgiram dos  mortos, de  improviso,   e   o vento irmão do luar  varreu  a  morte,  -  poeira   do   transitório   paraíso   ( Soneto)&lt;br /&gt;• Vão  andarilhos  buscando   itinerários  divinos,  não  sabem  onde  nem  quando  a aurora  envolve  os  destinos  .  .  .  (  Cântico )&lt;br /&gt;• A  hora  é  o  imortal  continente sem relógios,  sem  fronteira (Cântico)&lt;br /&gt;• A  tempestade,  distribuindo  sustos,  uma  noite  do século  me  aviva.  (Depósito)&lt;br /&gt;• O crime também é uma  arte,  conduz  a  celebridade  .  .  .  Miguel   Ângelo,  Homero, Dante,  assim  como  Nero, Judas,  Satã,  foram  artistas, embora  trilhando  caminhos  diversos  (Exercício  n.º  2)    &lt;br /&gt;• Tristezas  escorrem  pelo  chão,  vão  misturar-se  com as  ervas  pisadas,  porque  rastros  nervosos  procuram  a  bela  sonâmbula,  por  céus  e  terras   a  procuram  (Exercício)&lt;br /&gt;• Sigamos,  contritos  mais  intrépidos. Deixemos  para  trás  as  pirâmides  do  desalente,  as  planícies do cotidiano,  os  vales  do  talvez  .  .  .  (Exercício) &lt;br /&gt;• Os cavalheiros  do   Santo  Graal,  os  guerreiros  de  Salladino,  passavam  cintilando  nas  planícies  eternas,  rápidos,  perseguindo  relâmpagos  (Harpa sem  Cordas)&lt;br /&gt;• Partir,  partir.  Mas  para  que  partir ?  (Tríduo)&lt;br /&gt;• O  passado  sempre  volta,  no  seu  vestido  de  espelhos  (Reflexo)&lt;br /&gt;• Transpõe  alamedas  calmas,  à  luz  mortiça  da  estrela  (Reflexo)&lt;br /&gt;• Rosais de embevecimento tornavam a área infinita  (Reflexo)&lt;br /&gt;• Sempre a música distante a insinuar devaneios . . .  (Canção  Leve)&lt;br /&gt;• A morte, embora faminta, sempre tem olhos escassos  (Canção  Leve)&lt;br /&gt;• Ninfas vestidas de arco – íris cantam nos bosques alheios  (Canção  Leve)&lt;br /&gt;• Arderei em mil  fogueiras,  serei  vale, asfalto,  rosa  (Cântico) &lt;br /&gt;• Desço  os  degraus  do mistério, sobem outras luzes,  já . . .   (Cântico)&lt;br /&gt;• Festa de luzes e tintas, cala vento ermo, não  fales  (Viagem)&lt;br /&gt;• Sombras ariscas, famintas, buscam comida nos vales  (Viagem) &lt;br /&gt;• Corsários  de  fogo  assaltam  a  sensibilidade,  e  se  transformam  em  hinos,  que  se  estrelam  como  barcos  pelo  grande  oceano  (Aparas)&lt;br /&gt;• Quando  a  alma  voeja  entre  pétalas  de  solidão,  em  recinto  santificante,  suas  asas  tocam  as  da  Poesia ,  e  do  contato  mágico  emergem mundos,  panoramas,  novas  asas,  aparecem  figuras  de  acalanto  com  as  mãos  estendidas  para  enxugarem  lágrimas  .  .  .  (Aparas)&lt;br /&gt;• Trapos  de  nuvens  corriam  pelo  azul,  como  receosas  de  serem  tragados  pela  luz !  ( O  Peregrino)&lt;br /&gt;• Desenrolando  o  seu painel  de  sombras,  a  noite  vinha  caindo,  magoada  e  silenciosa  ( O  Peregrino)&lt;br /&gt;• Há,  entre  montanhas,  um  lugar  feito  de  dias  e  de  noites,  chamado  Sítio  de  Fênix.  Nos  seus  jardins as flores da vida  sobrepujam as flores  da  morte.  (Volta do Imparcial)&lt;br /&gt;• O Sítio  de  Fênix  não tem comunicações com o mundo exterior. Solitário,  faz lembrar  aquele  subterrâneo  que,  segundo  Vítor  Hugo,  Caim  fez  construir,  em  vão,  na  tentativa  de  fugir  ao  olho   da  Divina  Providência  (Volta do Imparcial)&lt;br /&gt;• O salto  conduz  à  estrela. Na luz a glória  cintila  ( Bailarina)&lt;br /&gt;• A  luz,  que  delira  e  inocula  delírios,  sublima-se,  adquire  força,  condensa-se  em  céu  (Aparas)&lt;br /&gt;• . . . punhais do teu corpo  feriram  o  lago  triste. . .  (Canção)&lt;br /&gt;• A noite  te envolve a fronte,  noite – loucura  estrelada, e nos teus braços em chamas colherei a madrugada  (Canção)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7139668930304780888?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7139668930304780888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7139668930304780888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7139668930304780888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7139668930304780888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_7938.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6858977201742883569</id><published>2011-07-26T06:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T06:34:42.361-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Duas obras de Gonçalves  da  Costa  encerram  esta  retrospectiva.  Outros  trabalhos do poeta, publicados em jornais de Minas Gerais  e  de  outros  estados, certamente  existem.  A  maioria  desses  jornais  -  talvez a totalidade  - não mais circulam  e,  na  ótica  do  colunista,   não foram os seus arquivos preservados.  Para os leitores  que  gostam  de  poesia  e  admiram a obra  de Gonçalves da Costa,  apresentamos  “Tríduo”  e  “Viagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino da Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 Tríduo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             O desespero tem as suas flores . . . &lt;br /&gt;             No chão propício germinou, cresceu.&lt;br /&gt;             É o delírio de vozes, luzes, cores,&lt;br /&gt;             disfarce para os ídolos de  breu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Estorcem-se, contorcem-se, nas ânsias,&lt;br /&gt;             os loucos embebidos do elixir . . .&lt;br /&gt;             Outras distâncias. Para que distâncias ?&lt;br /&gt;             Partir,  partir.  Mas  para  que  partir ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Agora, um mágico, no mundo externo,&lt;br /&gt;             Transforma  numa  rosa  cada inferno,&lt;br /&gt;             Cai-lhe das mãos a glória, tudo é céu . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Mas a invisível roda esmaga, esmaga. &lt;br /&gt;             Amanhã,  um  crepúsculo, uma chaga,&lt;br /&gt;             células  mortas se arrastando ao leu.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                          -  x  - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             Viagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             No  pensamento  em vigília&lt;br /&gt;             o   anjo,  coroado  de  vozes, &lt;br /&gt;             se levanta, a estrela brilha &lt;br /&gt;             sobre os abismos ferozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Leve harmonia, floresce &lt;br /&gt;             -  vegetação  sobre o altar&lt;br /&gt;             as palavras são a messe&lt;br /&gt;             nas planícies do Cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Festa de luzes e tintas.&lt;br /&gt;             Cala vento ermo, não fales,&lt;br /&gt;             Sombras ariscas, famintas,&lt;br /&gt;             Buscam comida nos vales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Agora,  a  paz  sobre os  ombros,&lt;br /&gt;             traz a Escada de Jacó . . .&lt;br /&gt;             Irei além dos escombros,&lt;br /&gt;             Sobre as vertentes  do  Só . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6858977201742883569?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6858977201742883569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6858977201742883569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6858977201742883569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6858977201742883569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_5121.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8569180281633000852</id><published>2011-07-26T06:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T06:20:39.463-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;              &lt;br /&gt; Itamar  Lopes,  eficiente  servidor  da  agência  dos  correios  de  Raul  Soares,  dando  prosseguimento   ao  brilhante  trabalho  do  pai  na referida repartição  -  o  nosso  saudoso  amigo  Itagiba  Lopes  -,  é  também  um   admirador  de  Gonçalves  da  Costa  e  de  sua  obra.  Privou   da  amizade  do  poeta. Em um  setembro dos  anos  80  o poeta  presenteou  Itamar  com  o  trabalho  por  ele  intitulado “Tristes”  ,  um  conjunto  de trovas.  É  um  trabalho  inédito  do  poeta  que graças  à  gentileza  de  Itamar  lançamos   nesta  coletânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRISTES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém engole  uma  argola,&lt;br /&gt;também    não  há  quem  engula&lt;br /&gt;um  paletó  com  a  gola,&lt;br /&gt;por  maior  que  seja  a  gula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                   #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar  bem lindo,  tão alto,&lt;br /&gt;mas  nem  rosa  nem jasmim  .  .  .&lt;br /&gt;Eu  quis  fugir  dei  um  salto,&lt;br /&gt;e  caí  dentro  de  mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                  #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  assassino  ao  ser  ouvido,&lt;br /&gt;diz  com  o respeito  devido,&lt;br /&gt;que  a  sua  arma  era  de  espuma,&lt;br /&gt;ou  não tinha  arma  nenhuma  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                  #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem  idiomas  nem  dialetos&lt;br /&gt;convencionais  .  .  . Não  convinha&lt;br /&gt;o  traficante  de  insetos&lt;br /&gt;aos  proprietários  da  vinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se  manténs  muitas  mulheres,&lt;br /&gt;e  vês  muitas  pelas  ruas&lt;br /&gt;na  área  dos  malmequeres,&lt;br /&gt;algumas  delas  são  tuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  mais  que  a  gente  se  insule,&lt;br /&gt;sempre  fala,  sempre  diz,&lt;br /&gt;ás  vezes  até de  um  bule&lt;br /&gt;goteja  a  frase  feliz   .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                  #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dois  laboratórios&lt;br /&gt;na  rua  dos  Alcaçuzes,&lt;br /&gt;num  deles  fabrico  sombras,&lt;br /&gt;e  no  outro  fabrico  luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As   ruas  pretas  e  brancas&lt;br /&gt;passam  junto ao  meu nariz,&lt;br /&gt;sempre  que  ocorre  um  desastre&lt;br /&gt;eu  escapo  por  um  triz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                # &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andas  dizendo  que  eu  disse,&lt;br /&gt;mas  não  afirmo  que  disse,&lt;br /&gt;pois  vivo  aguando  os  canteiros&lt;br /&gt;da  minha  eterna  doidice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou  hoje  de  poucas  falas,&lt;br /&gt;acho  que  tudo  é  tolice,&lt;br /&gt;e  que  apenas  vale  a  pena&lt;br /&gt;olhar  os  olhos  de  Alice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 =&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8569180281633000852?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8569180281633000852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8569180281633000852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8569180281633000852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8569180281633000852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_1528.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3222352792387612396</id><published>2011-07-26T05:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T05:42:17.295-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;                                                       &lt;br /&gt;                                                                    A  década  de  50 do século passado foi  aparentemente  a   mais  produtiva  do  poeta. “ BAILARINA”  foi  um  dos  sonetos  publicados.&lt;br /&gt; Inspiração,  imaginação  e  fantasia  na  sua  elaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000-Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             BAILARINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salto  conduz  à  estrela,&lt;br /&gt;na  luz  a  glória  cintila.&lt;br /&gt;Loucura  santa !  Contê-la&lt;br /&gt;é  a  faina  da  hora  tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória  -  régia  em  volteios,&lt;br /&gt;ninfas  de  selvas  e empíreo,&lt;br /&gt;céu  de  clarões  e  gorjeios,&lt;br /&gt;Lírio  nos  espaços,  lírio  . .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  arte  divina,  parece,&lt;br /&gt;é  amargurada  procura.&lt;br /&gt;Embalde,  A  luz  esmorece,&lt;br /&gt;dissolve-se  a  noite  escura  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos  e  gritos  na  arena.&lt;br /&gt;Duelos  do Não e  do  Sim  .  .  .&lt;br /&gt;Voar !  A  amplidão  é  serena,&lt;br /&gt;sobre  as  nuvens  do  Sem – Fim !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  década  de  50 do século passado foi  aparentemente  a   mais  produtiva  do  poeta. “ BAILARINA”  foi  um  dos  sonetos  publicados. Inspiração,  imaginação  e  fantasia  na  sua  elaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             BAILARINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O salto  conduz  à  estrela,&lt;br /&gt;na  luz  a  glória  cintila.&lt;br /&gt;Loucura  santa !  Contê-la&lt;br /&gt;é  a  faina  da  hora  tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória  -  régia  em  volteios,&lt;br /&gt;ninfas  de  selvas  e empíreo,&lt;br /&gt;céu  de  clarões  e  gorjeios,&lt;br /&gt;Lírio  nos  espaços,  lírio  . .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  arte  divina,  parece,&lt;br /&gt;é  amargurada  procura.&lt;br /&gt;Embalde,  A  luz  esmorece,&lt;br /&gt;dissolve-se  a  noite  escura  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritos  e  gritos  na  arena.&lt;br /&gt;Duelos  do Não e  do  Sim  .  .  .&lt;br /&gt;Voar !  A  amplidão  é  serena,&lt;br /&gt;sobre  as  nuvens  do  Sem – Fim !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3222352792387612396?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3222352792387612396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3222352792387612396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3222352792387612396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3222352792387612396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_9244.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4880150436893964107</id><published>2011-07-26T05:29:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T05:33:54.238-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema  CANÇÃO  foi  publicado  há mais de cinquenta  anos  em  edição  comemorativa  do  décimo  nono aniversário  do Jornal  do  Povo de  Ponte  Nova.  Nota-se  na obra  uma  forte  influência  dos  movimentos  literários  pós  -  romantismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal &lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350-000 -Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                    CANÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voaram  punhais  do  teu  corpo&lt;br /&gt;furaram  o  lago  triste&lt;br /&gt;vieram  os  peixes  à  tona&lt;br /&gt;para  o  cântico  da  lua  .  .  .&lt;br /&gt;Lâminas  virgens, divinas,&lt;br /&gt;água e  sangue  ao  recebê-las&lt;br /&gt;se  tornam  em  harmonias,&lt;br /&gt;logo  se  tornam  estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu  corpo,  flor  pequenina&lt;br /&gt;das  paisagens  do  mistério,&lt;br /&gt;ínfima m chispa,  incendeia&lt;br /&gt;a cabeleira  das  noite.&lt;br /&gt;E o  réprobo,  o expatriado,&lt;br /&gt;que se arrasta  num  gemido,&lt;br /&gt;sente, entre  sombras  difusas,&lt;br /&gt;a  estrela  do  lar  perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa  esperança  que  afaga&lt;br /&gt;espera  o afago  sem  nome&lt;br /&gt;que há de surgir como surgem&lt;br /&gt;os pensamentos dos anjos,&lt;br /&gt;e os delírios amorosos&lt;br /&gt;Aos  lírios dos  vales  fundos,&lt;br /&gt;Aos  lírios, em cujo seio&lt;br /&gt;Sorriem  todos  os  mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto  lanças  pela  carne,&lt;br /&gt;teu  corpo  é  incêndio de  lanças,&lt;br /&gt;os meus  olhos  profanaram&lt;br /&gt;a  auréola  ardente de  santa  .  .  .&lt;br /&gt;A  noite   te  envolve  a  fronte,&lt;br /&gt;noite - loucura  estrelada,&lt;br /&gt;e nos teus  braços  em  chamas&lt;br /&gt;colherei  a  madrugada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4880150436893964107?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4880150436893964107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4880150436893964107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4880150436893964107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4880150436893964107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_3215.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2664193793693649956</id><published>2011-07-26T04:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T04:13:31.276-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No  ano  de  1957,  na  tranqüilidade  de  Raul  Soares,  Gonçalves  da  Costa  escreveu e publicou  “SONETO”   e   “ESCUTA”,   que  lançamos  hoje  nesta  coluna  de  nostalgia  e  que resgata  a   memória  de  um  dos  maiores  poetas  mineiros  do  século  passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha -64&lt;br /&gt;35350 - 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 0 0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         SONETO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Serei  a  morte  farejando  a  vida&lt;br /&gt;    na  primavera  azul  das  tuas  formas,&lt;br /&gt;    a  visão  será  pétala  caída&lt;br /&gt;    nesse  mapa telúrico,  sem  normas  .  . .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Contemplativa,  ambiente,  silenciosa,&lt;br /&gt;    a  mensageira  do  esplendor  mortiço,&lt;br /&gt;    do  seu  altar,  virá  despir-se  a  rosa&lt;br /&gt;    em  santidade,  em  madrugada,  em  viço  .  .  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Vultos de  mármore,  aluviões  de  renda  !&lt;br /&gt;    De  joelhos ! . . .  No  crepúsculo,   a  oferenda&lt;br /&gt;    é  humanidade  que  se  diviniza  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Serei  presença  em  teu  mistério,  amada,&lt;br /&gt;    visão  entre  céus,  lívidos,  coroada&lt;br /&gt;    de  eternidade,  som,  lampejo,  brisa  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           #&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    ESCUTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Escuta,  ó  Canção – Ternura.&lt;br /&gt;    Amanhã seremos  crianças,&lt;br /&gt;    colheremos,  na  verdura,&lt;br /&gt;    borboletas  e  esperanças.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Serão asas  os  meus  braços,&lt;br /&gt;    duas  asas  te  darei  .  .  .&lt;br /&gt;    Serão  nossos  os  espaços,&lt;br /&gt;    a  estrela,  a  barba  do rei   .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2664193793693649956?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2664193793693649956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2664193793693649956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2664193793693649956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2664193793693649956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_26.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4039748696029658418</id><published>2011-07-25T12:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T12:53:19.129-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Em mais  um  “Cântico” do culto poeta,  cuja obra  procuramos  resgatar  nesta despretensiosa  coluna,  encontramos  a sua  induvidosa  vinculação  à  Escola  Mística.  “Violante”, a  “ virgem Violante”, referida  nos seus versos,  foi a sóror Violante do Céu, poetisa portuguesa  que nasceu em Lisboa.   Cognominada  pelos seus contemporâneos a  décima  musa  portuguesa. Da sua obra, toda  mística, fazem parte : Rytmos,  Parnaso Lusitano de Divinos e Humanos Versos.    Escreveu em  português  e  espanhol.  &lt;br /&gt;Em  “Canção  Leve”  muito  lirismo e belas imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;br /&gt;   Cântico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A  idéia  veio,  radiante.&lt;br /&gt;              O encanto  raiou, após . . .&lt;br /&gt;              Violante,  a  virgem  Violante&lt;br /&gt;              Paira bem junto  de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Arderei em mil  fogueiras,&lt;br /&gt;              Serei  vale,  asfalto,  rosa,&lt;br /&gt;              soarão vozes carpideiras  &lt;br /&gt;              sobre a manhã dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Ouço, na incerta procura:&lt;br /&gt;              “O anjo  mau  tornou-se bom . . .&lt;br /&gt;               E arrasto a chaga sem cura&lt;br /&gt;               pelas escarpas  do  som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Vão andarilhos buscando&lt;br /&gt;               itinerários  divinos,&lt;br /&gt;               não  sabem onde nem quando&lt;br /&gt;               a aurora envolve os destinos . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Desço os degraus do mistério.&lt;br /&gt;               Sobem outras luzes,  já . . . &lt;br /&gt;               Violante  é um  país etéreo&lt;br /&gt;               que em meu ser  florescerá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- x –&lt;br /&gt;                         CANÇÃO LEVE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Sempre a música  distante&lt;br /&gt;               a insinuar devaneios . . . &lt;br /&gt;               Ninfas vestidas de arco – íris&lt;br /&gt;               cantam nos bosques alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Talvez o cântico leve&lt;br /&gt;                em carruagem se transforme&lt;br /&gt;                para levar-me às paragens&lt;br /&gt;                onde o Espírito  não dorme . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                A morte, embora faminta,&lt;br /&gt;                Sempre  tem olhos escassos,&lt;br /&gt;                Flui nos cânticos  de vida&lt;br /&gt;                que assoberbam os espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Rosa, ó flor de hinos intactos,&lt;br /&gt;                Os  próprios  ventos  governas . . .&lt;br /&gt;                Que sobre mim te desfaças&lt;br /&gt;                 em  harmonias eternas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4039748696029658418?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4039748696029658418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4039748696029658418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4039748696029658418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4039748696029658418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_4549.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5592974602882361782</id><published>2011-07-25T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T12:35:24.339-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário         &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Soneto” e “Depósito”: dois  sonetos  bem ao estilo  de  Gonçalves da Costa,  um  dos  grandes  poetas  mineiros  do  último  milênio. Temas  fortes  e  chocantes  em  linguagem  simples  e  impregnada  de  lirismo  levando o  leitor  a  momentos de  intensa  emoção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG)  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          &lt;br /&gt; SONETO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os cães  do tempo laceraram vestes                                        e carnes . . . &lt;br /&gt;Vai seguindo o mutilado . . . &lt;br /&gt;No  devaneio, expõe rasgões celestes,&lt;br /&gt;por onde escorre o sangue iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros,  cujo  canto é embalo e norte,&lt;br /&gt;ressurgiram dos  mortos,  de improviso,&lt;br /&gt;e o vento irmão do luar varreu a morte,&lt;br /&gt;-  poeira do transitório paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a virgindade dos primeiros luares,&lt;br /&gt;o hino do início  que  ficou nos ares,&lt;br /&gt;vastos rosais de bem-aventurança . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mutilado . . . Grande como um culto,&lt;br /&gt;visível  nos espaços, o seu vulto&lt;br /&gt;é rodeado de estrelas, uma lança . . . &lt;br /&gt;                      &lt;br /&gt;                              - x  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       DEPÓSITO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade, distribuindo sustos,&lt;br /&gt;uma noite do século me aviva, &lt;br /&gt;Gritos, mortos, raízes, vãos arbustos,&lt;br /&gt;ó  generalizada sensitiva . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relâmpagos nas mãos desnorteadas  .  .  .&lt;br /&gt;Mãe onde  estão os frutos do teu ventre ?  &lt;br /&gt;Água e terra,  lufadas e lufadas&lt;br /&gt;Entre ermos vultos, entre angústias, entre . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aturdimentos. Orações partidas.&lt;br /&gt;Vidas gemendo o amparo de outras vidas,&lt;br /&gt;a salvação,  o estio,  a estrela,  a calma . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparição de horror transpondo muros,&lt;br /&gt;Atravessando sóis e céus escuros.  .  .&lt;br /&gt;Ó crucificação no outeiro  d’alma !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5592974602882361782?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5592974602882361782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5592974602882361782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5592974602882361782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5592974602882361782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_7158.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5166764467788971734</id><published>2011-07-25T12:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T12:29:12.050-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em  um  poema,  a que   deu o  título  de “Cântico”,  Gonçalves  da  Costa, um  poeta  erudito,  faz referencia à “sombra  de Circe”  e ás  “vestes de Nostradamus”.&lt;br /&gt;    Circe  é   a célebre feiticeira, a quem Homero atribuiu grande papel na sua  Odisséia. Ulysses desembarca na ilha em que Circe habita, e esta, para o reter junto de si, faz que os companheiros do herói  bebam um licor encantado, que os transforma em porcos.&lt;br /&gt;    Nostradamus, célebre astrólogo  e  medico, que nasceu em 1503 e faleceu em 1566,  muito conhecido pelas suas profecias. No livro de Nostradamus,  segundo  os seus  estudiosos,  estão devidamente  contemplados   todos os acontecimentos  importantes  para a humanidade,  passados  e  futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂNTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              A hora é o imortal continente&lt;br /&gt;              sem relógios, sem fronteira,&lt;br /&gt;              tudo  nada  imanente&lt;br /&gt;              nas magnitudes  rasteiras .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Mundo disforme, impreciso,&lt;br /&gt;             o vulto  da  hercúlea  rocha&lt;br /&gt;             - fria visão  de  um  sorriso&lt;br /&gt;             que há milênios desabrocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lousas, vozes, pergaminhos,&lt;br /&gt;             ó mensageiros  eternos,&lt;br /&gt;             povoadores  de  caminhos,&lt;br /&gt;             entre flores e entre infernos !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A voz real que ergueu salmos&lt;br /&gt;             se manifesta nos ventos,&lt;br /&gt;             sobre os mesmos dias calmos&lt;br /&gt;             e os mesmos  dias  violentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eis,  além, quase a sumir-se,&lt;br /&gt;             um vulto por entre os ramos .  .  .&lt;br /&gt;             Talvez a sombra de Circe,&lt;br /&gt;             nas vestes de Nostradamus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Indagações,  olhos  frios,&lt;br /&gt;             buscam a face do morto.&lt;br /&gt;             quantos mares !  Quantos rios !&lt;br /&gt;             Onde achar o último porto ?&lt;br /&gt;             Fica, na mente, a loucura,&lt;br /&gt;             colhendo a rosa do encanto . . .&lt;br /&gt;             Bendito esse mal sem cura,&lt;br /&gt;             que em tudo faz ver um  santo ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A  Amada é um lírio? um  espinho ?&lt;br /&gt;              Dizei-me,  lábios de pedra,&lt;br /&gt;              pois  plantada  em  torvelinho,&lt;br /&gt;             a  haste do  sonho  não  medra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Indômito, o olhar se altéia,&lt;br /&gt;              abre estradas sobre as grimpas,&lt;br /&gt;              e  as  nuvens  são  nívea areia,&lt;br /&gt;              que  as  plantas  fendem,  tão  limpas . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Floresta de vácuos,  crânios,&lt;br /&gt;               Genuflexórios,  punhais,&lt;br /&gt;                tudo  -  fogos  momentâneos,&lt;br /&gt;                tudo – incêndios  imortais !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5166764467788971734?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5166764467788971734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5166764467788971734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5166764467788971734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5166764467788971734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_6533.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-984697087822244122</id><published>2011-07-25T11:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T12:04:42.571-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;                                &lt;br /&gt; Na   3ª  edição refundida e ampliada sobre a literatura luso – brasileira,  elaborada pelo  Prof. Francisco da Silveira Bueno,  encontramos uma competente apreciação  sobre  a Escola Simbolista : “ Uma relação contra a frieza e o artificialismo da escola parnasiana e, por isso, predomina exclusivamente na poesia. A razão nada tem que fazer com as musas. Só a sensibilidade lhes pertence. Nada deve ser dito claramente, de maneira direta, a descoberto. Tudo deve ser dito pelo meio de maneira vaga, indefinida, indeterminada, para que o leitor advinhe o resto, complete o quadro imaginado, componha a cena que não foi senão esboçada, recorrendo à sua sensibilidade. As onomatopéias têm grande influência nesta escola penumbrosa e sombria. O sonho vale mais do que a realidade, diziam os simbolistas e tudo há de ser apresentado sob figuras, simbolicamente.  Desta penumbra, destas sombras e meias – tintas  da escola simbolista fácil foi passarem os poetas ao misticismo, não como a  Igreja o considera,  mas,  no sentido de alheamento  das coisas  da terra, duma esparsa bondade em tudo, dum sentimento de aniquilação do poeta que deseja desprender-se das preocupações materialistas para elevar-se a uma região mais pura, que ele próprio não sabe o que seja.”&lt;br /&gt;   O  poema  “REFLEXO”  de Gonçalves da Costa,  a seguir transcrita,  está impregnado da  influência  simbolista e mística que em Minas Gerais  teve  como  estrela  maior  Alphonsus de Guimaraens,  que nasceu  em Ouro Preto a  24 de julho de 1873   e faleceu em Mariana a 15 de julho de 1921.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 - 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFLEXO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santas  mãos  de  Madalena&lt;br /&gt;sobre a amargura do forte . . .&lt;br /&gt;Uma alvorada  serena,&lt;br /&gt;vozes que afastam a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés  mergulham no ermo,&lt;br /&gt;A alma sentiu-se perdida.&lt;br /&gt;Veio o crepúsculo  enfermo,&lt;br /&gt;sem que houvesse despedida . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado sempre volta,&lt;br /&gt;no seu vestido de espelhos . . .&lt;br /&gt;Planta e rastro, mútua escolta,&lt;br /&gt;Os abnegados, de joelhos . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosais de embevecimento&lt;br /&gt;Tornavam a área infinita.&lt;br /&gt;Hoje, o limite nevoento&lt;br /&gt;É  como um olho que fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis  a dupla feita de almas,&lt;br /&gt;Tênue cântico a entretê-la . . .&lt;br /&gt;Transpõe alamedas calmas,&lt;br /&gt;À luz mortiça da estrela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-984697087822244122?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/984697087822244122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=984697087822244122' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/984697087822244122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/984697087822244122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_9303.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5184030507371103167</id><published>2011-07-25T05:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T05:24:20.235-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário          &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No extremo verdor dos anos presumimos muito de nós, e nada, ou quase nada, nos parece escabroso ou impossível. Mas o tempo, que é bom mestre, vem diminuir tamanha confiança, deixando-nos apenas  a  que é  indispensável  a todo  o homem, e dissipando a outra, a confiança pérfida e cega. Com o tempo, adquire a reflexão o seu império, e eu incluo no tempo a condição do estudo, sem o qual o espírito fica em perpétua infância. “  (Machado de  Assis)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   *Mais de meio século se passou  e  a  poesia de Gonçalves da Costa  está presente,  com  maior força e beleza. Talvez, dirão alguns,  uma conseqüência natural  da  mediocridade que  impõe a predominância  do  non sense,  o descompromisso  com a forma  literária de bom gosto, o imediatismo e  a  materialidade  da  vida  moderna.   &lt;br /&gt;Costuma-se  dizer  que há  premonição  nas falas dos poetas. Estaria  esta presente no  poema  “CÂNTICO”,  quando  o poeta escreve: “Chegada (aviões).  Embate  (impacto). Estremece  o enorme  castelo do ar  (World  Trade Center), e explode, numa quermesse (fogo),  o  mundo  inteiro a cantar  (choro e  lamentos)“ ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           CÂNTICO&lt;br /&gt;                     &lt;br /&gt;              As aves voaram, ansiosas,&lt;br /&gt;              das íntimas  cordilheiras . . .&lt;br /&gt;              Seriam aves ou rosas&lt;br /&gt;              as tresloucadas  viageiras ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Chão de todos os momentos,&lt;br /&gt;               Visões encadeiam  horas,&lt;br /&gt;               Os dias caminham lentos&lt;br /&gt;                Para o ciclo das auroras . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Os lábios na ansiada  fonte,&lt;br /&gt;                ninguém descansou,  ninguém . . . &lt;br /&gt;                Que o rio azul se defronte&lt;br /&gt;                com a madrugada que vem  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Como estremecem as luzes&lt;br /&gt;                nos corredores da espera !&lt;br /&gt;                Além epitáfios,  cruzes,&lt;br /&gt;                perdidos na primavera . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Chegada. Embate. Estremece&lt;br /&gt;                 o enorme castelo do ar,&lt;br /&gt;                 e  explode, numa quermesse,&lt;br /&gt;                 o  mundo inteiro a cantar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5184030507371103167?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5184030507371103167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5184030507371103167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5184030507371103167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5184030507371103167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_25.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3687506293920923786</id><published>2011-07-24T16:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T16:12:37.484-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  inspiração,  a  força  da  poesia  de  Gonçalves  da  Costa,  a  beleza  de  suas  imagens  está  presente  no poema  “ESPARSAS”.&lt;br /&gt;Cultura esbanja o poeta  ao se  referir  a  Mantua,  localizada na Itália,  forte  praça de guerra; rico museus de  culturas e  Eleusis, cidade  da  Ática, a N.O.  de Atenas, onde  existia um templo de Ceres,  em que se celebravam  mistérios famosos em toda a Grécia.  O mesmo se pode dizer  quando  evoca  a  Virgílios,  lembrança de Virgílio, o mais célebre dos poetas latinos  que nasceu  nas proximidades de Mantua;  autor da Eneida, das Geórgicas e das Bucólicas.  Protegido de Octavio e Mecenas;  faleceu antes de concluir a Eneida, que ele queria destruir. Imitador particularmente hábil dos antigos, particularmente de Theocrito e de  Homero.  E quando fala em Homeros rende a sua homenagem  a Homero, célebre poeta grego,  considerado como o autor da Ilíada e da Odisséia.  Fato  singular: sete cidades reclamam a honra de haver sido o  berço  do  notável  poeta.&lt;br /&gt;Bem ao estilo do poeta o fecho do poema: “. . . louco divino . . . Ao  partires,  almocemos lua nova,  cozida em caldo de arco – íris.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 -000 -Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 0 0&lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;                 ESPARSAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O olhar dos abismos,  crede,&lt;br /&gt; torna os meus olhos insanos . . .&lt;br /&gt;Os olhos loucos têm sede&lt;br /&gt;devoradora de  oceanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens  do século, ovantes,&lt;br /&gt;que entoais o canto profundo . . .&lt;br /&gt;Sois os modernos  atlantes.&lt;br /&gt;levais nos ombros o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Se a eternidade é o momento,&lt;br /&gt;(um verme lírico exclama),&lt;br /&gt;dela vivo e me alimento,&lt;br /&gt;dentro da rosa de chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário, quanto é hediondo !&lt;br /&gt;Vocifera, uiva, pragueja. . .&lt;br /&gt;Horrorizado  me  escondo&lt;br /&gt;neste silêncio de igreja. . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criancinha  baixa  à  lousa,&lt;br /&gt;pela manhã  socegada,    &lt;br /&gt;- sol de asas tenras  que pousa&lt;br /&gt;nos ombros da madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tuas lágrimas doloridas,&lt;br /&gt;lázaro e poeta,  ao  vertê-las,&lt;br /&gt;vês tua carne em feridas,&lt;br /&gt;vês tua alma nas estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velhos tempos . . . Mantua, Eleusis. . .&lt;br /&gt;Os  Homeros, os  Virgílios,&lt;br /&gt;Caminhavam entre deuses,&lt;br /&gt;Eram suaves andarilhos. . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver a estrela dos tenazes.&lt;br /&gt;Não lastimar nem sorrir.&lt;br /&gt;Entre guerras e entre pazes,&lt;br /&gt;Não ser notado. . . e existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas  paragens ilusórias,&lt;br /&gt;vovós  aéreas, as  brisas,&lt;br /&gt;me embalam, contando histórias, &lt;br /&gt;por  estradas sem balizas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vais de viagem para a cova,&lt;br /&gt;Louco divino. . . Ao  partires,&lt;br /&gt;Almocemos  lua  nova,&lt;br /&gt;Cozida em caldo de  arco – íris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3687506293920923786?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3687506293920923786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3687506293920923786' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3687506293920923786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3687506293920923786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_9535.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4528988957682205380</id><published>2011-07-24T15:57:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T16:05:57.979-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A  poesia  aproximou  Gonçalves  da  Costa  e  Sotero  Silveira.&lt;br /&gt;    Ambos,  com  muita  sensibilidade  e  inspiração  depositaram  no  acervo  cultural  de  Raul  Soares  obras  de  real  valor.  Gonçalves  da  Costa  e  Sotero,  são  seres  privilegiados.  Ocupam  um  espaço  reservado  a  poucos.&lt;br /&gt;    Os poetas   divulgaram  os  seus  trabalhos  num  mesmo  veículo:  os  jornais  de  Minas  Gerais.&lt;br /&gt;    Sotero  cuidou  melhor  da  sua  criação  enfeixando  em livros   as  suas  poesias. Ainda  hoje,  continua  inspirando-se  e  inspirado  ampliando  a  sua  obra.&lt;br /&gt;    Gonçalves  da  Costa  é  falecido. Muito  do  que  escreveu,  perdeu-se.  Os  jornais  que o divulgou  não  mais existem.  Nem mesmo  modestos  arquivos.  Temos  nos valido  de  alguns  poucos  exemplares  do  jornal   “O  IMPARCIAL”,  de  Hugo  Leão,   para  resgatar  a  memória  de  Gonçalves  da  Costa  nesta  nossa  despretensiosa   coluna.&lt;br /&gt;    Nos idos de 50  um ACRÓSTICO  de  Sotero Silveira  homenageou  Gonçalves  da  Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350-000 - Rul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Sotero para Gonçalves da Costa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Glória  e  louvor  ao grande  poeta,&lt;br /&gt;  Orgulho dos teus caros pais,&lt;br /&gt;  Nobre, preclaro na tua  meta,&lt;br /&gt;  Como os teus  sublimes  ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Amante da pura poesia,&lt;br /&gt;   Literato, culto  de  escol,&lt;br /&gt;   Vais-te  tornado  cada  dia&lt;br /&gt;   Esplendoroso  como o  sol !&lt;br /&gt;   Sim, és um vulto  na  história&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Da atual intelectualidade,&lt;br /&gt;  Assim  serás  pleno  de  glória,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Cantando na posteridade !&lt;br /&gt;  O  menestrel,  das  musas  templos,&lt;br /&gt;   Sempre  pelo  clássico  primas !&lt;br /&gt;   Tentando  imitar  teu exemplo,&lt;br /&gt;   Aceita  mestre,  minhas  rimas !                        &lt;br /&gt;                             &lt;br /&gt;Gonçalves  da  Costa  agradeceu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Santos,  gênios,  heróis,  sábios,  profetas !&lt;br /&gt;      Ouvis  o  sussurrar  de  asas  inquietas,&lt;br /&gt;      Tangidas  pelas  mãos  limpas  do luar . . .&lt;br /&gt;      Ergue-se para vós  o  olhar do mundo.&lt;br /&gt;       Raios fundem o vosso céu profundo.&lt;br /&gt;       O ocaso, além de vós,  tenta  recuar . . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Sempre hão de soar,  por  vós,  canções  e  palmas.&lt;br /&gt;        Inundam o alvo chão das  vossas  almas,&lt;br /&gt;        Lírios de fé,  o  Sacrifício,  a  Cruz . . .&lt;br /&gt;        Vem a amizade  viva,  que  é  uma  prece,&lt;br /&gt;        Entoa  hinos  a quem  não  merece &lt;br /&gt;        Ígneos  sois  vós,  que  vos  perdeis  na  luz. . .&lt;br /&gt;        Rodeiam,  sim,  relâmpagos e sóis,&lt;br /&gt;        A  fronte dos profetas,  dos  heróis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4528988957682205380?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4528988957682205380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4528988957682205380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4528988957682205380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4528988957682205380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_7823.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3323287019596862136</id><published>2011-07-24T10:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T11:01:43.138-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3323287019596862136?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3323287019596862136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3323287019596862136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3323287019596862136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3323287019596862136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_784.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5337358781345684516</id><published>2011-07-24T10:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T10:57:21.736-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   REVISÃO”  é mais uma página do poeta  impregnada  de  simbolismo  e   imaginação .  E  muita  rica  de  conceitos.&lt;br /&gt;Retrata  a  conduta  humana  “num  calvário  que se delineia  nos  confins  do  impreciso”. ” Para que  tantos  extremos,   ó  imagem   feita  de luar?”. “Em toda  parte  acharemos momentos  para  chorar “.&lt;br /&gt;     A leitura  e  a  meditação  enriquecem  o  espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350-000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REVISÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não um deserto  que  nasce,&lt;br /&gt;nem rica paisagem, não.&lt;br /&gt;Apenas a santa  face,&lt;br /&gt;apenas um rosto  irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem seria  necessário&lt;br /&gt;que houvesse  estrela  no  aviso  .  .  .&lt;br /&gt;Delineia-se um calvário&lt;br /&gt;lá nos confins  do  impreciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas e quantas auroras&lt;br /&gt;testemunharam o  afã  !&lt;br /&gt;A estrada sob as amoras,&lt;br /&gt;um solo todo de lã  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois,  vem um vento  e  espalha&lt;br /&gt;os membros insatisfeitos,&lt;br /&gt;pois  faltam tecido e palha&lt;br /&gt;para a feitura  dos  leitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que tantos extremos,&lt;br /&gt;ó  imagem feita de luar ?&lt;br /&gt;em toda a parte acharemos&lt;br /&gt;momentos  para  chorar  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desencontro.,  Alternativas.&lt;br /&gt;No  prélio,  que  os  fracos  vençam  .  .  .&lt;br /&gt;Ás  almas  fortes, cativas,&lt;br /&gt;que  apenas  fique  uma  benção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos  viajores,  o  infortúnio,&lt;br /&gt;na noite,  abateu  um só.&lt;br /&gt;Caminhar !  O  plenilúnio&lt;br /&gt;cai  sobre as  vinhas  de  Jó  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem,  leis,  altos  decretos,&lt;br /&gt;o mesmo  curso  dos  rios.&lt;br /&gt;furtam-se  os olhos  inquietas,&lt;br /&gt;ao  punhal  dos  olhos  frios  .  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inútil  alçar-se  o  aviso,&lt;br /&gt;pois  nem  tudo  o  tempo  rói   .  .  .&lt;br /&gt;Sempre ,  a  flor,  o  paraíso,&lt;br /&gt;o  rosto  frio  do  herói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5337358781345684516?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5337358781345684516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5337358781345684516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5337358781345684516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5337358781345684516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_5253.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5158682473884966609</id><published>2011-07-24T10:39:00.001-07:00</published><updated>2011-07-24T10:44:38.826-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em  “ELES  ESTÃO  NO FUTURO”   o  poeta  esbanja talento  e  imaginação.  Ao  &lt;br /&gt;arbítrio  do leitor  fica  a interpretação  do  alcance  da  narrativa  e  ao  imaginário  de  cada  um   o  retrato  da “ Era  Nova,  que se esconde atrás dos montes”. &lt;br /&gt;    A linguagem  ora  é  forte,  até  contundente;  em  outros  momentos  expressa  conformismo,  estupefação  e  ternura.&lt;br /&gt;    Afinal,  seriam  os “homens fortes”,  os “homens de músculos de  bronze”,  seres  extraterrestres ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350- 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELES  ESTÃO  NO  FUTURO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda  virão  os  homens  fortes, os homens de músculos de bronze,&lt;br /&gt;Que apagarão  da  História a lenda do fim do mundo.&lt;br /&gt;Um sol novo lampejará  na ponta  das suas espadas.&lt;br /&gt;Gotas de sangue vertido desabrocharão  em  músicas  e  chamas,&lt;br /&gt;E rodearão de glória a face dos heróis  .  .  .&lt;br /&gt;Ainda virão os homens fortes .  .  .&lt;br /&gt;Suas  plantas em fogo hão de queimar, no solo&lt;br /&gt;Ao rebentos do Morbo, o  caule  do  Obscurantismo,&lt;br /&gt;Com  as  mãos  rudes  construirão  Cáucasos,&lt;br /&gt;E neles acorrentarão  o  povo  triste  das  Misérias .  .  .&lt;br /&gt;Seus  olhos  serão  sóis  vermelhos,  cujos  clarões  acordarão a seiva do seio das  pedras&lt;br /&gt;E acordarão  a  Ondina  virem  esquecida  entre os  abismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  homens  fortes  virão  e  povoarão os vales.&lt;br /&gt;Suas  vozes  guerreiras  se  elevarão  aos  cimos&lt;br /&gt;Onde  as  aves,  bêbadas  de  altura,  mergulharão  as  asas  na  luz.&lt;br /&gt;Eles  cantarão  cânticos  novos,  em  vozes  quentes como a voz  das  chamas.&lt;br /&gt;Bandeiras  estranhas  tremerão  diante  das  legiões&lt;br /&gt;infrenes, que  irão pisando  ruínas  e irão soerguendo  impérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vierem  os  homens  fortes,  a  terra  será um  ventre  farto.&lt;br /&gt;E eles  possuirão  a  terra.&lt;br /&gt;Colherão  cachos  e  espigas  virgens  entre  as  nuvens .  .  .&lt;br /&gt;Ante os seus gestos,  os  rios  rugirão  contrariedades,  mas  adormecerão  submissos .  .  .&lt;br /&gt;Eles,   os  homens  fortes,  hão  de  arrojar na pira sagrada a divisa – impossível,&lt;br /&gt;E  hão de construir  um lema  novo,  rodeado  de  estrelas.&lt;br /&gt;A terra  os  contemplará,  atônita,  mas  beijará  a  planta  dos  seus  pés  ardentes.&lt;br /&gt;Eles  sorrirão  para  a  altura,  e  a  altura  se  abrirá  para  eles  num  sorriso largo.&lt;br /&gt;As  minhas  mãos  se  estendam  para os  homens  fortes,  da  Era  Nova,  que  se&lt;br /&gt;esconde  atrás  dos  montes !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5158682473884966609?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5158682473884966609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5158682473884966609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5158682473884966609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5158682473884966609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_3772.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3390275844491326844</id><published>2011-07-24T10:33:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T10:36:58.454-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos  no poema  “FUGA”  mostram  a força e a expressão  das  palavras  do  poeta aliados  à  sua  capacidade  narrativa  a   prender  o  leitor  até  a  última  estrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 -000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                   FUGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Correrias .  Burburinho&lt;br /&gt;              O atropelo é um cão que ladra  .  .  . &lt;br /&gt;             Vai o troveiro  a  caminho,&lt;br /&gt;             Conduzindo a sua quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Quem   pode seguir tranqüilo ?&lt;br /&gt;              Pelos  campos  lavra insânia,&lt;br /&gt;              Semeando seres do Nilo,&lt;br /&gt;              Semeando tigres da Hircânia .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              De blocos de fantasia&lt;br /&gt;              Construamos a muralha,&lt;br /&gt;              Entre apelos de agonia:&lt;br /&gt;              -  “ Deus nos valha!   .   .  .  Deus nos   &lt;br /&gt;              valha !  .  .  . “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Gloriosas aves  felizes ! &lt;br /&gt;             Ao solo deixam a sombra,&lt;br /&gt;             Seguem claras diretrizes&lt;br /&gt;             Onde as nuvens são alfombra .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Alheemo-nos da terra,&lt;br /&gt;             Que é torvelinho de brasas,&lt;br /&gt;               Ouçamos o canto que era,&lt;br /&gt;               -   a  ladainha das  asas  .  .  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;              A hora convulsa  que passa,&lt;br /&gt;              É uma insensata, uma louca  .  .  .&lt;br /&gt;              Enche de vozes a praça,&lt;br /&gt;              Carrega  punhais na boca .  .  . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Olhar  somente o passado&lt;br /&gt;              E o porvir,  como o deus Jano .  .  .&lt;br /&gt;              O presente,  desvairado,&lt;br /&gt;              Esmaga no abraço insano .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              O  caminho dos delírios&lt;br /&gt;              Se estende a plagas remotas :&lt;br /&gt;              No passado dormem lírios,&lt;br /&gt;              No porvir cintilam rotas  .  .  .&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;              Se o olhar volver ao presente,&lt;br /&gt;              Deixemos que o incêndio explua . . .&lt;br /&gt;              Só pôr  momentos,  somente,&lt;br /&gt;             A fumaça esconde  a lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Abre-se o céu, claro e franco.&lt;br /&gt;             Nas estrelas em desmaio,&lt;br /&gt;             Nos vemos virgens de branco&lt;br /&gt;             Nas festas do mês  de  Maio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3390275844491326844?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3390275844491326844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3390275844491326844' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3390275844491326844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3390275844491326844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_1588.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6120052491697428102</id><published>2011-07-24T10:27:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T10:32:08.270-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Críticos   desvairados  costumam  considerar  a  poesia  uma  expressão  menor  da  intelectualidade.&lt;br /&gt;Ledo  e  crasso engano.&lt;br /&gt;   Em  verdade  o  poeta  é  um  dotado  de  muita  sensibilidade  e  competência.  Em  poucas  estrofes  consegue  passar  ao  leitor  seu  estado  d’alma   e  suas  emoções. &lt;br /&gt;   Sabe  bem  trabalhar  as  palavras.&lt;br /&gt;   Concisão  e  precisão  são  seus  grandes  atributos.&lt;br /&gt;   Um  poeta  -  quase  sempre  -  é   um  bom  escritor  em  prosa. &lt;br /&gt;   A  reciproca  nem  sempre  é verdadeira.&lt;br /&gt;   Gonçalves  da  Costa  foi notável:   em  prosa  e  em  versos.&lt;br /&gt;   O nosso  poeta  foi  influenciada  pelas  escolas  parnasiana  e  simbolista,  o  que  também  aconteceu  com o  Prof.  Edward  Leão,  outro grande  poeta  de  Raul  Soares. &lt;br /&gt;   A  escola  simbolista  foi  algumas  vezes considerada  confusa,  ininteligível.&lt;br /&gt;   Os seus  mais  ácidos  críticos,  porém,  reconheciam-na como muito  sonora  e  muita  harmoniosa  aos  ouvidos. &lt;br /&gt;   Ao  poeta  simbolista  é  facultado  criar  a  sua  língua  própria  dando  aos vocábulos  as  significações  que  melhor  lhe  pareça.  &lt;br /&gt;   A  partir  desta  edição,  vamos transcrever  algumas  das  obras  em  versos de  Gonçalves  da  Costa,   para  deleite  de  nossos  cultos  leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350-000-Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÚMUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma  vaca  malhada  vem  roendo&lt;br /&gt;a erva que se estende pelos  dias   .   .   .&lt;br /&gt;Pousam-lhe sobre  o  dorso  o  Belo  e o  Horrendo&lt;br /&gt;-   duas  aves  extremas,  erradias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor  selvagem,  os  despenhadeiros.&lt;br /&gt;Entre as flores do  céu,  Taurus  se  esquece,&lt;br /&gt;e a  noite  ergue  os  acordes  derradeiros&lt;br /&gt;para  o  espírito  virgem  que  amanhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai,  gota  a  gota,  o  leite  confortante,&lt;br /&gt;sobre a paisagem lírica,  e  o instante,&lt;br /&gt;somente  a  rosa  em  cismas  o  descreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anjos, que o olhar  não  vê, nem  sente,&lt;br /&gt;sobrevoam  os  círculos  da  mente  .  .  .&lt;br /&gt;são  uma  nuvem  leve,  muito  leve  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      0 0 0&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P R O C U R A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vazia,  se  avizinha  a  madrugada.&lt;br /&gt;Como num  caos,  sinto a  cabeça  oca  .  .  .&lt;br /&gt;Há uma febre,  há  uma  voz  estrangulada&lt;br /&gt;que se perde chamando  a virgem  louca  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um fantasma,  espera  a  fugitiva&lt;br /&gt;que se some por entre  véus  escuros,&lt;br /&gt;e a minha  angústia  é  como  tocha  viva&lt;br /&gt;resplandecendo  sobre os  altos  muros  .   .   .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgando dragões, sinto  corsários&lt;br /&gt;cruzando-se na treva,  extraordinários,&lt;br /&gt;ajudam-me  a  buscar,  pelas  esferas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  virgem  louca,  a  triste,  a  evanescente,&lt;br /&gt;a  que  na  noite  vem,  furtivamente,&lt;br /&gt;do continente  astral  das  primaveras  .   .    .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6120052491697428102?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6120052491697428102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6120052491697428102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6120052491697428102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6120052491697428102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_8949.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8696830106567666772</id><published>2011-07-24T10:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T10:21:56.946-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O JORNAL  DO  POVO,  de  Ponte  Nova,  fundado  pelo  jornalista  Aníbal  Lopes,  foi  por  muitas  décadas   um   incentivador    das  manifestações    culturais  de  nossa  região.  Gonçalves  da  Costa  esteve  presente, nas  páginas  do  referido  jornal, em muitas das suas edições.   Em  30 de  abril  de  1980,  festejou  o   47º aniversário  do  jornal   com a página  “APARAS”.&lt;br /&gt;   Neméia,   referida   no  texto,  é  a  pequena  região  da  Argolida  (região  montanhosa  da  antigas  Grécia  ao  N. E. de  Peloponeso;  cap.  Argos),   que  o  leão  depois  morto   por  Hércules,  devastava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha- 64&lt;br /&gt;35350-000 - Raul Soaes (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 APARAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pela   quadragésima  sétima  vez  o  JORNAL  DO  POVO  atinge  o marco  natalício,  e  o  Tempo,  numa  vênia  cavalheiresca  e  larga,  estende  o braço  dando-lhe  passagem.&lt;br /&gt;   Veículo  de  comunicação  e  cultura,  de  alma  ereta  e  sadia,  que  segue  atento, fiel  ao  seu  postulado  da  primeira  hora,  sempre  aberto  em  linhas  demonstrativas,  constitui  um  axioma,  rodeado  de  admiração.  Realidade  autêntica,  dentro  da  paisagem  humana,  dá-nos  também  a  ousada  impressão  de  uma  aragem  de  carne  viva,  que  vai  livre  pelas  ruas,  pelas  clareiras,  colhendo  e  levando,  indiferentemente,  exalações  de  opulências  e  misérias,  para  o  conhecimento  público,  para  a  devida  apreciação  e  julgamento.  Aragem,  sim,  de  asas  expansivas,  parte  em seu  vôo  periódico, vai  além  dos  limites  do  próprio  berço,  de  rincão  em  rincão,  como  fazem  pássaros,  viajores  bêbedos  de  distâncias,  nuvens,  caminhos  inscritos  no chão  e  abertos  ao  passo  das  grandes  arremetidas .  .  .&lt;br /&gt;   E  o   JORNAL  DO  POVO  não  se  veste  de  sensacionalismo  da  imprensa  marron,  que  sai enforcando  desesperados  pela  cintura,  que  sai  apregoando  a  ressurreição  de  Hércules,  a  afogar,  agora,  num  copo de  leite  o  leão  de  Neméia  .  .  .  Capta  os  fatos,  passa-os  por  um  crivo  sereno,  depura-os  com  honestidade,  para  expô-los  às  vistas  alheias.  E  tal  norteamento  se  observa,  também,  quando  se  trata  de  difundir  ou  patrocinar  qualquer  medida  de  vulto,  ou  de  interesse  público.  É  sempre portador  de  títulos  dignos  de  fé.  E  é  de  louvar-se,  ainda,  a  sua  acolhida  à  literatura :  sempre  existe  algum  espaço  aberto  para   aqueles  que  querem  expor  as  suas  tentativas,  bem  como  para  os  veteranos  das  letras  .  .  .  Sempre  nos  integramos  na  avalanche  daqueles  que,  pelo  menos  através  de  algumas  linhas,  vão  levar  sua  palavra  de  amizade  e  reconhecimento  ao  JORNAL  DO  POVO.   Sempre  reunida,  a  equipe  incansável  e  sonhadora,  verdadeiro conjunto  harmônico,  se  acha  a  postos  para  a  recepção  e  o  acolhedor  abraço,  tocado  de  magnetismos;  ao  centro,  em  moldura  de  ideal,  sente-se  a  figura  cintilante  e  rediviva  do  saudoso  Aníbal  Lopes,  a  quem  se  referiu  José  Lopes,  nas  belas  linhas  de  saudade  estampadas  no  frontispício  do  JORNAL  DO  POVO,  em  seu  número  874,  há  32  anos : -  “Parece  que  o  estamos  vendo  a  receber  os  abraços  e  os  aplausos.  Bem  que  ele  os  merece.  Olhem  a  sua  fisionomia.  Há  como  que  uma  transfiguração.  Todo  o  seu  ser  braceja  num  verdadeiro  oceano  de  contentamento.  Até transborda,  já  que  não  cabe  em  si”.&lt;br /&gt;   Parabéns,  felicidades,    à   equipe  amiga  do  JORNAL DO POVO,  nesta  data,  junto  ao  limiar  de  mais  um   ano  de  lutas  e  vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                  *   *    *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  a  alma  voeja  entre  pétalas  de  solidão,  em  recinto  santificante,  suas  asas  tocam  as  da  Poesia,   e  do  contato  mágico  emergem  mundos,  panoramas,  novas  asas,  aparecem  figuras  de  acalanto  com  as  mãos  estendidas  para  enxugarem  lágrimas  .  .  .  A  alma  se  estrela  de  pupilas  onividentes,  vê-se  lançada  num  oceano  de  beatitudes.  Surgem  as  paisagens  que  cintilam  além  dos  limites  da  morte,  onde  formigam  seres  que  não  morrem,  imunes  à  insensibilidade  avassalante  das  leis  naturais,  -  dessa  tessitura  inflexível  a  que  se  acham  acorrentadas  as  misérias  humanas.&lt;br /&gt;A  tangibilidade  das  formas  desaparece,  cedendo  lugar  a  vozes  intraduzíveis,  que  se  advinham  de  éter, porém  contendo  em  sua    aura  a  angústia  de  pétalas  feridas,  auroras  de  punhos  redentores  apagando  noites,  as  dimensões  universais  dos  êxtases  que  coroam  as  culminâncias  . . .&lt;br /&gt;Corsários  de  fogo  assaltam  a  sensibilidade,  e  se  transformam  em  hinos,  que  se  estrelam  como  barcos  pelo  grande   oceano.  As  mãos  perdidas  se  movimentam,  pirâmides  ruem,  animais  ferozes  se  ajoelham,  peçonhas  letais  se  tornam  aromas  .  .  .  A  luz,  que  delira  e  que  inocula  delírios,  sublima-se,  adquire  força,  condensa-se  em  céu;  e  então  a  alma,  mergulhada  em  clarões   supremos,  sente  sufocar-se,  floresce  o  apelo  dos  apelos  .  . . .  Vem  então  o  suor  sangrento  do  Cristo  no  Horto,  as  quedas  dolorosas,  os  cravos,  e  travoso  cálice  .  .  .  e  tudo,  sob  um  murmúrio  de  pedra,  sem  som  e  sem  palavras,  vem  conduzindo  a  escada  de  seda  para  a  ressurreição  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8696830106567666772?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8696830106567666772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8696830106567666772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8696830106567666772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8696830106567666772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_24.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2158993012457106607</id><published>2011-07-23T13:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T13:11:08.855-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita satisfação apresentamos para deleite dos cultos leitores mais uma bela página do grande Gonçalves da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 - 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXERCÍCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amoça da estrada - sonâmbula dos cabelos virgens - caminha de mãos &lt;br /&gt;estendidas, e sobre elas pousam aves de luz, egressas da madrugada. Os &lt;br /&gt;ventos selvagens se contêm nos limites da morte, e o momento ficou parado, encolhido nos recessos das rosas. As mãos têm leveza de séculos e o espaço, perfurado, deixa escorrer nitrogênio misturado com sentimentalismo. A imaginação se enrola num capuz de linho, porque são vedados exercícios de vôo, enquanto mensageiros conversam com as águas, em pensamento, para que não façam barulho nas pedras. Quem trouxe o dia para surpresa da sonâmbula ? Quem a transformou em mistério e a fez volátil, sorriso e miragem, decepcionando os peregrinos ? Tristezas escorrem pelo chão, vão misturar-se com as ervas pisadas, porque rastros nervosos procuram a bela sonâmbula, por céus e terras a procuram.&lt;br /&gt;Busquêmo-la, sim, ó peregrinos, guiemo-nos pelas estradas mortas, soltemos no espaço a nossa matilha de interrogações ofegantes ! As flores e os frutos sorriem de nós porque certamente a estão vendo, ela continua de mãos estendidas, procurando os caminhos que conduzem ao coração . . . Sigamos, contritos mas intrépidos, deixemos para trás as pirâmides do desalento, as planícies do cotidiano, os vales do talvez . . . Os perfumes iluminados dela, a moça da estrada, a sonâmbula, nos levarão ao coração que ela procura, ao fundo do coração, ó peregrinos deliciosamente loucos ! . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2158993012457106607?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2158993012457106607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2158993012457106607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2158993012457106607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2158993012457106607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_462.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6812228587573873533</id><published>2011-07-23T12:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T13:12:24.939-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do Prof. Edward Leão motivou a página do poeta Gonçalves da Costa, publicada no jornal "O Imparcial", n. 39, de 28 de abril de 1957.Expressa a sua dor e sentida emoção pela perda daquele que em vida foi a maior expressão cultural de Raul Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350 - 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÁGINA DE SAUDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns três dias, numa roda de amigos, falávamos de um tema que nasceu com o Mundo - a Morte. Todos os presentes emitiram opiniões, conceitos, teceram lôas, ou exprobrações, sob o ponto de vista científico, filosófico ou religioso de cada um. Todos, porém, acordes em encarar as conseqüências imediatas, positivas, da morte, no terreno material. Foram, então, aventadas hipóteses, figurações de casos concretos . . . A morte penetra num lar, colhe irremissivelmente um dos seus membros queridos. De ordinário, sucedem-se logo os prantos, as lamúrias dos parentes, o abalo e manifestações de pesar das pessoas amigas, o sepultamento . . . Depois, o vácuo deixado, às vezes imprenchível, no afeto dos que ficam, na vida de relação, na esfera social, doméstica ou profissional da pessoa falecida. Se é ela uma dona de casa, cuidadosa e de gosto, sentir-lhe-ão a falta as suas flores, as folhagens da varanda, que talvez ficarão, durante dias, esquecidas, sem tratamento. Os móveis, que viem em simbiose com o seu cantinho exclusivo, o seu ambiente, são quase sempre arrancados dele por mãos estranhas, indo tomar os lugares de outros . . . Se ficou uma criancinha mimada, que já fala e anda, de momento em momento perguntará pela mamãe, aonde foi ela, porque foi sozinha, porque demora tanto . . . ë então que se sucedem as mentiras piedosas, embaladoras. “Mamãe foi passar uns dias em casa da vovó, não levou o filinho querido porque lá existem cães de dentes afiados, que mordem crianças . . . Quando ela chegar de volta dará no filhinho um beijo demorado, depois lhe entregará bombons, um boneco que assobia, um cavalo com asas . . . “ “Mamãe foi ao céu buscar uma estrela para o filinho, está demorando porque os anjos da altura lhe ficam pedindo que conte histórias da terra . . . “ Se a vítima da morte é um homem público, um funcionário atencioso e, serviçal, a figura preferida dos que batem à porta da repartição, há um desequilíbrio, uma ruptura de hábitos, desapontamentos às vezes, entre os que desconheciam a morte do servidor, e o seu substituto. Este, embora seja muitas vezes um elemento à altura, terá que passar por um período razoável de ambientação, com as funções e com o público . . .&lt;br /&gt;No terreno a que chegou a conversação, foi logo lembrado o nome do saudoso Edward Leão. E um dos presentes disse que se ele estivesse vivo, faria anos no dia 26 de abril. E falamos todos de Edward Leão, com saudade.&lt;br /&gt;Saímos dali, pensando em escrever alguma coisa a respeito do grande amigo desaparecido. Lembrança sempre oportuna, e agora mais oportuna ainda. Sim. Porém, como escrever ? E por onde começar ? Quem conviveu com Edward Leão, como nós; quem, no festim da vida, se serviu do pão da sua amizade lustral, diante da sua lembrança, diante da reconstituição mental do que ele foi, logo se lembra também desses edifícios que sobem para o céu e que, só 1a distância, podem ser vistos em toda a sua grandeza.&lt;br /&gt;O poeta e filósofo católico Murilo Mendes, pôs a nu em dezessete longos artigos de jornal a sua cultura e sentimento, dissecando a obra poética, artística, ascética, do seu êmulo em cultura e sensibilidade, e seu grande amigo, falecido, Ismael Nery. Após a leitura dos referidos estudos, vazados num estilo envolvente, borrifado de poesia, concluímos que existem vários pontos de identidade entre Ismael Nery e Edward Leão, - na obra poética e filosofia da vida de ambos. Mas acontece que não somos Murilo Mendes . . . Edward Leão, porém, é um grande tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o o o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as primeiras palavras do poeta português Antônio Ferro, na sua “A Arte de bem morrer” : “A Vida é o curso superior da Morte. Durante a vida deve aprender-se, apenas, a morrer. Inspirando-nos no citado poeta, poderemos dizer que Edward Leão consumiu a vida fazendo com brilhantismo o se curso superior da Morte, a sua prova – concurso para a Eternidade. Individualidade que se mostrava por diversas facetas, - jornalista, poeta, educador, músico, “causeur”, orador, serventuário de justiça, chefe de família e cidadão, em tudo isso encontrava ele material para o seu grande aprendizado. E era ainda uma voz autorizada, o conselheiro prudente e sábio de todas as emergências. Desdobrava-se, repetimos, em múltiplas atividades, e a todas elas se entregava com dedicação, com afã, como quem tem o temo marcado para realizar uma grande tarefa . . . E sempre incansável. Consumia-se, mas não capitulava. Como o soldado mortalmente ferido, que se arrasta até à barricada a fim de dar o último disparo, o serventuário, já muito doente, ia sempre ao Fórum, em heróicas tentativas de reação contra a moléstia. Por fim, não podendo mais resistir, e sempre procurando esconder a amargura, começou a aparecer mais raramente, como se estivesse aos poucos se despedindo de nós, ou a fim de que, insensivelmente, nos fôssemos nos desacostumando do seu convívio. Por esse tempo, também, à custa de sobre-humanos esforços, ainda aparecia nas aulas, onde ministrava as últimas lições aos seus queridos alunos.&lt;br /&gt;Em seu leito de sofrimento, mesmo nas horas mais cruciantes, sempre se mostrou cordial, sereno, resignado . Sempre recebia com um sorriso os amigos que o iam visitar. Ocasiões dolorosas em que os amigos, diante de uma vida preciosa, que se consome inexoravelmente , ainda tentam enganar-se, tentam enganar, fantasiando melhoras que não existem. . . O doente dava às vezes a impressão de já sentir a mente mergulhada noutras esferas, o olhar vago, numa passividade mística . . . Espiritualizava-se, abeirava-se do Absoluto.&lt;br /&gt;Um mês, mais ou menos antes, estivera durante algum tempo em tratamento na Capital Mineira, de onde, após obter sensíveis melhoras, voltava, dizendo que não mais sairia a fim de medicar-se. Aqui chegou cheio de esperanças, que se propagaram à família e aos amigos, porém tais melhoras foram passageiras. Alguns dias antes do fim, foi de novo levado para Belo Horizonte, tendo sido a sua última viagem, que se processou na realidade e no sonho . . .&lt;br /&gt;Naquela cidade, cercado dos recursos possíveis da Ciência, assistido pela família extremosa e alguns amigos, e após receber os últimos Sacramentos da Igreja Católica, entregou-se `morte, dignamente como vivera, serenamente . . . Era uma vida que, no terreno físico, se perdia na Grande Noite, depois de ter servido de farol a tantas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o o o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Leão há de ser sempre lembrado, como chefe de família, como funcionário público, como professor, como poeta . . . Idealista e sonhador, pontificava e ensinava, resplandecente de satisfação e com o espírito voltado para o futuro. Consumiu grande parta da sua existência, na difícil tarefa de insuflar conhecimentos na mocidade de Raul Soares. E abrasado desse divino propósito, nele persistiu até o fim, até não mais resistir, entregando-se em holocausto . . .&lt;br /&gt;Foi ele um grande poeta, culto e sentimental. Sua obra poética, bastante vasta, embora dispersa, modelada nas duas escolas de que foram os principais expoentes - Bilac e Cruz e Souza, há de ficar na nossa lembrança , e constituirá um dos maiores acervos da cultura e sensibilidade desta terra. Sentimos não haver espaço para a transcrição de alguns versos, que mostram as alturas a que o transportava a sua inspiração !&lt;br /&gt;Dotado de cultura geral, tinha uma expressão fácil, copiosa e envolvente. Se entrávamos às apalpadelas num assunto qualquer, ele, notando logo tal situação modestamente, e com habilidade, se esgueirava até atingir o assunto, dominava-o, dissecava-o até ao âmago.&lt;br /&gt;Depois da morte de Edward Leão, em vista do que dizem algumas das suas poesias, e em vista de reminiscências de conversa, concluímos que ele, uns dois ou três anos antes, tivera pressentimento do quanto lhe restava de vida. Por várias vezes, durante uma conversação, e mesmo quando falava em público, repetia frases ais ou menos como esta : “ Amanhã, quando eu for apenas uma lembrança . . . “ E punha nas palavras uma tristeza, como se referisse ao dia seguinte, e não a um amanhã do futuro distante.&lt;br /&gt;Aquele grande amigo, supomos deve ter morrido intimamente feliz. Pôde ver o desabrochar de diversas flores, no extenso viveiro tratado por suas mãos. Deixou um sem número de discípulos, normalistas e contadores. Entre os seus inumeráveis alunos, contam-se advogados, médicos, farmacêuticos, etc., todos desta terra, inclusive dos seus dois filhos, sendo um deles um dos grandes causídicos do nosso Foro, e o outro,, tabelião e digno substituto seu, que já o era antes da sua morte, embora não o fosse em caráter definitivo como agora. Ambos finos intelectuais, como que trazendo estampado na carne o selo indelével de origem . . .&lt;br /&gt;Não somos materialistas. Como o saudoso Edward Leão, cremos nas belezas eternas, cremos em Deus, cremos na vida futura, cremos nos prêmio pelas boas obras. E ele, que, como pôde, se entregou, em partículas do seu ser, a Raul Soares e ao seu povo; ele que sempre foi um espírito generoso, que sempre viveu de acordo com os princípios cristãos e sempre temente a Deus, ele há de estar recebendo, na vida eterna, de acordo com o seu sacrifício. É o que nos diz a nossa crença. E seja ele, hoje, flor, estrela, céu, poesia, música, ou simplesmente alma, ou simplesmente um reflexo do Eterno, nós, nos descobrimos diante da lembrança de Edward Leão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6812228587573873533?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6812228587573873533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6812228587573873533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6812228587573873533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6812228587573873533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_9527.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8726594167100810371</id><published>2011-07-23T12:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T12:44:41.011-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um período de paralisação o jornal O IMPARCIAL voltara a circular semanalmente em Raul Soares, por iniciativa de Hugo Leão, uma das grandes lideranças intelectuais de nossa terra. Gonçalves da Costa comemorou o acontecimento com a bela página a seguir transcrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350-000- Raul Soares (MG) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * &lt;br /&gt;Há, entre montanhas, um lugar feito de dias e noites, chamado Sítio de Fênix. Nos seus jardins as flores da vida sobrepujam as flores da morte. Contém fontes restauradoras, junto das quais vão descansar, temporariamente, quase todos os jornais do interior. Lá esteve durante uma temporada o O IMPARCIAL. Deixou para trás vários colegas provincianos, e mesmo colegas ilustres, mas voltou.&lt;br /&gt;O IMPARCIAL retorna, pela mão de seu velho amigo, o doutor Hugo Leão. &lt;br /&gt;O doutor Hugo, artista de origem, artista abnegado, desta vez desempenha um papel mais ou menos idêntico ao de Fernandel, no “Dom Camilo . . . “ Reza sobre as armas do O IMPARCIAL. Atira-lhe água benta. Aperta-lhe a destra, e o envia ao combate.&lt;br /&gt;A batalha em que não se cogita de derramar sangue, mas de derramar esclarecimentos úteis, incitamento ao futuro, esperança, sementes de otimismo.&lt;br /&gt;- Por que não está à frente das hostes o velho legionário Edward Leão ? - pergunta logo à entrada, O IMPARCIAL. Alguém o cientifica da verdade fria, inapelável. A fatalidade que se fixa como um selo sobre os destinos humanos ... Uma lágrima toca então o campo da luta. Há uma reflexão dolorosa, um suspiro, um momento de silêncio. . .&lt;br /&gt;Mas, - pondera O IMPARCIAL - o pensamento não descansa. Porque não morre com a estirpe. Acompanha os que descendem, faz florir estradas, onde se encontra transeuntes . . .&lt;br /&gt;O sítio de Fênix não tem comunicações com o mundo exterior. Solitário, faz lembrar aquele subterrâneo que, segundo Vítor Hugo, Caim fez construir, em vão, na tentativa de fugir ao olho da Divina Providência. Agora, porém, O IMPARCIAL, que chega de alma limpa, irá inteirar-se de tudo. Do que há pelas esferas municipais, estaduais, nacionais, mundiais. Observador sutil, maravilhado pelo que lhe merecer censura, ele irá contar muita coisa aos que se dignarem de o ouvir..&lt;br /&gt;O IMPARCIAL, também, terá uma certa semelhança com o célebre gigante da bota de sete léguas. Caminhará com um pé no mundo da realidade e com outro no mundo da fantasia. Porque o seu velho amigo, o doutor Hugo Leão, é uma espécie de Walt Whitman brasileiro, que diz o que é preciso dizer, para retratar a verdade incisiva, numa linguagem aprendida com as flores iluminadas da infância.&lt;br /&gt;Ao O IMPARCIAL, felicidades! Ao intelectual Hugo Leão, parabéns !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8726594167100810371?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8726594167100810371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8726594167100810371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8726594167100810371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8726594167100810371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_5068.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-9142840900018466981</id><published>2011-07-23T12:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T12:34:32.380-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>O ILUMINADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nascera ao sair do sol. Por isso deram-lhe o nome de Iluminado. No registro civil, Iluminado. No registro de batismo, Iluminado (o vigário discordou a princípio ante a beleza esquisita do nome).&lt;br /&gt;Iluminado cresceu. Fez-se homem. Porém homem comum. Uma cabeça, um coração, uma alma . . . Não parecia estúpido. Alguém dizia que o sol, com o qual havia ele nascido, lhe deixara uma réstia presa na individualidade.&lt;br /&gt;No dia seguinte, as núpcias. Resta ao Iluminado, agora, apenas uma noite de solidão e de sonho. E o luar o arrasta para o grande vale, onde viveu a infância e a mocidade . . .&lt;br /&gt;Quando houverem decorrido mais vinte e quatro horas, onde estará ele com a bem amada ? E a pureza daquele amor sempre o encadeará, assim, como que a um misticismo de santuário ?&lt;br /&gt;Hei-lo andando, andando . . . Todos os anjos do luar lhe vêem entornar paisagens e músicas na mente, ternura chovem sobre o seu coração. Sente-se como um polo, sobre o qual incidem todas as belezas do mundo. As poesias, as doces páginas que lei, até então, o que escreveu lhe perpassam diante dos olhos, rodeadas de ilustrações celestes.&lt;br /&gt;Diante dele, nos espaços, a bem amada, num trono encimado por um dossel de músicas. Bem no fundo um jardim de estrelas . . . O Iluminado se lembra de Tagore, o divino Tagore, e como ele, suplica, de mãos estendidas : “Fazei de mim, ó Rainha, o jardineiro do teu florido jardim. Desistirei de qualquer outra glória. Serei, ó Rainha, o jardineiro do teu jardim ! “.&lt;br /&gt;Sua voz é repetida pelas flores e pelas estrelas, e esse coro sobre-humano, ubíquo, vai acordar em seu túmulo distante suave cantor bengali, o qual, estendendo a sua barba de nuvem sobre os abismos , ergue para o Iluminado cânticos ao amor eterno, dentro do grande vale . . .&lt;br /&gt;O Iluminado quer ajoelhar-se, porém o faz em pensamento . . . Depois segue, murmurando frases que Tagore, ou suas flores, ou as estrelas, ou todos eles (não saberia di-lo) escreveram nas lâminas de sua sensibilidade.&lt;br /&gt;“Não detenhas o rio, ó ave, com o teu cântico. As águas também vão cantando, arrancando harmonias das impurezas que lavaram”.&lt;br /&gt;“Os caminhoneiros, vindos de todas as distâncias, se ajoelham diante do altar. O homem estranho, de pé, não vê , perdidos nos seus mundos introspectivos. Os caminheiros se entreolham, escandalizados, e se afastam pois não ouvem o Grande Cântico . . .”&lt;br /&gt;“Uma gota de amor puro caiu sobre a rocha, e dela se elevou uma canção. Vós, que tendes frio no coração, procurai nas nuvens a canção esquiva”.&lt;br /&gt;No alto da colina vários homens espancam um homem indefeso. A cada pancada voam chispas de luz. Sairão elas das carnes seviciadas ? Sairão elas das mãos que torturam ? Tentemos descobrir. Primeiro, porém, arranjemos escadas de mistério, a fim de subirmos aos corações dos homens que flagelam, ao coração dos homens flagelados”.&lt;br /&gt;“A loucura constrói diques na frente dos ventos para que não levem as horas felizes. Existem cadeias prendendo o sorriso das crianças ? “&lt;br /&gt;“Rodeia de flores o teu coração, ó peregrino, e abelhas de luz seguirão contigo, voando nos teus pensamentos”.&lt;br /&gt;A bem – amada se apagou. O mundo inteiro é luar. O Iluminado se engolfa na sua última noite de solidão e de sonho . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha -64&lt;br /&gt;35350 - 000 - Raul Soares&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-9142840900018466981?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/9142840900018466981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=9142840900018466981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/9142840900018466981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/9142840900018466981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa_23.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2818343873299386353</id><published>2011-07-23T12:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T12:26:20.128-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 3 de março de 1969 foi inaugurado oficialmente um novo estabelecimento de ensino em Raul Soares ao qual foi dado o nome de Edward Leão, (Ginásio Comercial Prof. Edward Leão, para alguns, e Colégio Prof. Edward Leão, para outros), homenagem ao grande líder do ensino em nossa terra.&lt;br /&gt;56 candidatos tinham prestado os exames de admissão, nos dias 20, 21, 22 e 24 de fevereiro de 1969, conforme notícia publicada no jornal “Folha da Mata“.&lt;br /&gt;Os fundadores da casa de ensino indicaram para a sua direção o contabilista Éder Ribeiro.&lt;br /&gt;O poeta Gonçalves da Costa festejou o acontecimento publicando no jornal “Folha da Mata” N.º 68, de 3 de março de 1969, uma crônica sob o título “Mais uma unidade Educacional em Raul Soares”. A “Folha da Mata” circulava sob a direção de Sílvio Nogueira de Castro, político e empresário; tendo como Diretor Secretário a senhora Idalina Lanna Rios, professora e poeta de rara inspiração e Diretor Comercial Maria da Cunha Pinto.&lt;br /&gt;Não temos dúvida de que a motivação maior para a manifestação do poeta foi, mais uma vez, prestar uma homenagem a Edward Leão, a expressão maior da intelectualidade em Raul Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha -64&lt;br /&gt;35350- 000 - Raul Soares (MG) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planta-se no final do percurso entre o abstrato e o concreto, mais uma realização, de um conjunto de vontades altruístas, voltadas para o futuro de Raul Soares e de sua mocidade representativa.&lt;br /&gt;Realidade digna de encômios, pela sua finalidade intrínseca, pelo nome escolhido para sua bandeira, Edward Leão foi um Academus moderno, senhor de vastos jardins, onde cultivava e cultuava as flores da alma e do intelecto. &lt;br /&gt;Escolha feliz, conseqüência da lógica histórica. . . Vemos sempre, por aí afora. Abrigos São Vicente de Paulo, Corais Santa Cecília, Grêmios de Poesia Luiz de Camões, vemos agora um Educandário Edward Leão. . . O soberano ligado ao seu reino, o santo ao seu altar, o jardineiro às suas rosas.&lt;br /&gt;Nascido em Tocantins, nesse Estado, o nosso Patrono Edward Leão bem cedo se transferiu com sua família para este Município, onde, ao lado de suas atividades de Funcionário da Justiça, se dedicou ao Magistério, durante anos e anos, dando-se em holocausto à educação da mocidade que o empolgava, nesta terra que adotou para a vida e para a morte. Foi ele um grande educador e paladino, e a inscrição de seu nome em uma Casa de Ensino constitui ao mesmo tempo um reconhecimento e uma aureola.&lt;br /&gt;Castro Alves cantou : “Bravo! A que salva o futuro ? fecundando a multidão! . . .” Sim! Bravo! a quem se entrega de coração `grande tarefa de ensinar, de insuflar nas almas a luz do conhecimento, de dirigir mil vistas jovens para os grandes horizontes . . . O educador, artífice do magistério, o que se move aquém das esferas superiores do Ensino, é como o construtor de bases para s grandes edifícios, é como um João Batista a preparar caminhos . . . E Edward Leão foi assim. E o múnus do ensino era para ele um sacerdócio. Transfigurava-se quando ensinava. Perfeito conhecedor de todas as matérias do ciclo, dominava-as e, quando necessário, prelecionava em todas elas, como um apóstolo, tentando fazer o milagre de, com mãos invisíveis, depor tudo o que sabia na mente dos seus alunos. Morreu cedo, porém teve a satisfação de ver muitos daquelas a quem levara pela mão até as portas do Grande Templo, dele saírem ostentando a láurea desejada.&lt;br /&gt;Feliz escolha, repetimos. Ele fez jus ã homenagem. E que da nova célula educacional saiam elementos que a dignifiquem e recomendem, sob o estandarte do grande Patrono escolhido, e que possam partir felizes em novas arrancadas para o Saber.&lt;br /&gt;Nossas felicitações ao novo Templo de Ensino, bem como a todos aqueles que, ensinando ou aprendendo, irão dar-lhe vida, irão torná-lo coisa viva, corpo vivo, sangüíneo, palpitante, como o barro primitivo após o toque dos dedos divinos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2818343873299386353?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2818343873299386353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2818343873299386353' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2818343873299386353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2818343873299386353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/comentario-no-dia-3-de-marco-de-1969.html' title=''/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-981029824746258637</id><published>2011-07-22T15:36:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:52:59.241-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Comentário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos à gentileza da Profª. Idalina Lana de Abreu Rios, a poetisa INFOLA autora do livro “Reminiscências”, a página “O Peregrino”, publicada por Gonçalves da Costa no “Jornal do Povo” de Ponte Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;O PEREGRINO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio dia. Sol em pleno azul! A luz, caindo dos espaços, distende-se, amplia-se, abraçando vales e cordilheiras . . . Há músicas no céu, músicas na terra, músicas nas almas !&lt;br /&gt;O Peregrino, exausto, no cimo de uma aclive, tendo avistado perto a cidade que fremia ao sol, havia parado um pouco, a fim de recobrar novo alento para lá chegar . . .&lt;br /&gt;A poucos passos se erguia uma árvore frondosa, cuja sombra, como dois braços estendidos, parecia convidá-lo a descansar. E o Peregrino encaminhou-se para ela, gemendo, e, na sombra, depôs no chão o chapéu e a mala de viagem, seus companheiros de jornada, e assentou-se quase rente ao tronco do vegetal centenário. Como se sentia aliviado agora ! Seus pés latejavam menos, seu coração batia sossegadamente ! Lançou em torno, então, a vista deslumbrada das distâncias . . .&lt;br /&gt;Ao longe, descuidosamente, pastavam os rebanhos, salpicados pela colina verdejante como estrelas no céu, no mistério das noites claras ! Cintilavam ao sol os vultos ásperos dos rochedos distantes, fazendo lembrar faces enrugadas onde aflorassem sorrisos ! Trapos de nuvens corriam pelo azul, como receosas de serem tragadas pela luz ! No bojo da cidade, que se espreguiçava ao sol, máquinas vomitavam fumo, um concerto infernal de vozes se elevava ininterruptamente, a vida tumultuava ! . . .&lt;br /&gt;E o Peregrino se pôs a cismar . . . Viera de tão longe ! Um dia ( como se lembrava ainda! ) partira ao nascer do sol! As suas irmãs foram esconder-se para não vê-lo partir, e a sua saudosa mãe, velhinha, ficara olhando-o, com a alma sangrando, afogada em lágrimas, até vê-lo apagar-se na curva da estrada! Ah ! quanto o fizeram sofrer aquelas lágrimas ! O seu coração também chorava ! . . . A luz do sol nascente lhe era triste como trevas lúgubres, os cânticos dos pássaros lhe pareciam soluços e as flores que marginavam a estrada eram magoadas e dolorosas como as que vira um dia derramadas sobre a tumba do seu saudoso pai ! . . .&lt;br /&gt;Mas ele seguia. O Destino o arrastava. Como fora longa e martirizante aquela primeira noite, que passou distante do lar paterno! Em lugar dos entes queridos, tivera então por companheiros, numa sórdida estalagem onde se recolhera, vários peregrinos andrajosos, leprosos entes abandonados ao léu, sem família e sem pátria, que viviam errantes, espalhando lágrimas e imprecações aos quatro ventos ! Ah ! os seus primeiros companheiros de infortúnio ! Partiram na manhã seguinte, cada qual para seu lado, uns blasfemando, outros murmurando rezas, e nunca mais vira aqueles fantasmas da Desgraça ! . . .&lt;br /&gt;Os dias foram passando. A imagem de sua saudosa mãe, e as de todos os entes que lhe eram caros, aos poucos lhe foram rolando da retina para o coração, onde as conservava guardadas como em um nicho cercado de luzes. Quanto tempo faia já, que partira ! Era então moço e forte, e sentia a farfalhar dentro do peito uma floresta de ilusões ! Mas bem cedo recebera o beijo cáustico das primeiras desventuras ! Quantas vezes, em paragens desertas, extenuado de cansaço, adormecera ao luar, após fazer magoadas confidências às estrelas; e quantas vezes o dia lhe viera encontrar com as vestes e os cabelos úmidos de orvalho !&lt;br /&gt;Por vezes a asa do amor lhe roçara o coração, mas os seus vestígios logo se apagavam, como as estrelas pálidas ` a luz violenta do sol matutino ! Em quantos olhares puros sentira resplandecer, como numa oferta, a centelha de um amor celeste ! ? Quantas camponesas belas, irmãs das fontes ignoradas e das flores selvagens, ficaram soluçosas vendo-o partir, quando ele ao romper da aurora, se despedia das herdades que lhe haviam dado hospedagem ! ?&lt;br /&gt;Às vezes sentia desejo de ali ficar, para uma felicidade que lhe acenava, mas sempre triunfava nele o desejo de seguir . . . Arrastava-o eternamente uma força cega, a Fatalidade !&lt;br /&gt;E quantas vezes, em tardes brandas como bênçãos, atravessara povoados bucólicos e festivos, onde moças e crianças cantavam, instrumentos rústicos derramavam lânguidas no ar - músicas que vertiam melancolia e saudades em seu coração ! Quantas lembranças, umas risonhas, outras dolorosas, lhe perpassavam então pela imaginação, numa sequência de sombras e clarões !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia começava a declinar. Vencido de fadiga, o Peregrino deitou-se, recostado à árvore que o abrigava, e adormeceu. Aves cantavam na ramagem florida, que estremecia . . . E o Peregrino começou a sonhar. A brisa morna roçava-lhe de manso a face, os cabelos, e vinham aos seus ouvidos a música dos pássaros e o soluçar magoado da ramagem ao vento. Súbito sentiu-se ele transportado ao céu, na asa encantadora de um sonho . . .&lt;br /&gt;A sua vista, atônita, sobrenadou num oceano de maravilhas celestes . . . Envolvia-o agora uma aragem m estranha, suave como o poderia ser o respirar dos anjos. Tudo era cânticos e resplendores ! Via perpassarem alas de virgens envoltas em túnicas alvas e radiantes, e seguiam rezando de mãos postas, até se sumirem além em nuvens de fulgores.&lt;br /&gt;E cânticos e músicas celestes embalavam o Peregrino. Súbito sentiu ele ouvir um toque de clarim e supôs se algum anjo que anunciasse a chegada de Jesus Cristo. Ah ! se o visse ! Arrojar-se-ia aos seus divinos pés, como o fizera um dia na terra a pecadora arrependida . . .&lt;br /&gt;Assim pensava quando, à sua frente, num clarão repentino, delineou-se a cena sanguinolenta do Calvário ! Jesus, cravado na Cruz, a escorrer sangue, irradiava . . . O Peregrino viu-o de relance, e sentiu o seu coração pulsar desordenadamente. Seus membros estremeceram . . . Tentou, num gesto trágico, arremessar-se aos pés do Crucificado . . . e acordou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;A tarde vinha descendo, calma e sonhadoramente sobre os campos.&lt;br /&gt;O Peregrino lançou a vista ao redor, atônito, mas logo murmurou:- Ah ! sempre a realidade amarga me envolvendo ! . . . Ergueu-se. Ao seu lado achava-se, agora, um rapazinho louro, que lhe foi dizendo:- - Oh ! meu caro viandante ! deves ter sonhado mesmo muitas coisas bonitas, pois vi-te sorrindo sempre, enquanto dormias.&lt;br /&gt;O Peregrino volveu então o seu olhar para aquela criança que assim falava, e que se achava tão confiante e satisfeita ao seu lado.&lt;br /&gt;Teria ela uns doze anos de idade, vestia-se à moda campesina e tinha os pés descalços. Trazia a tira – colo um grande bornal, e via-se em suas mãos uma flauta de pastor. - Meu bom menino - disse o Peregrino - cheguei aqui fatigado da caminhada, e, tendo me deitado para descansar, adormeci, e sonhei coisas tão lindas como jamais havia sonhado ! Fizeste bem em parar um pouco comigo. Vejo que és bonzinho ! Onde moras ? - Moro aqui pertinho, nas vizinhanças da cidade. Se eu tocar com força, da nossa casa ouvirão a música de minha flauta. Vivo pastoreando os rebanhos de meu pai. Vinha eu daqueles montes além, tocando o meu instrumento, quando aqui cheguei, e vi-te a dormir em pleno campo . . . Tive pena de ti, e resolvi ficar ao teu lado até que acordasses. De onde vens ? quem és ? como te chamas ? - Sou um viandante sem pouso e sem roteiro certo. Como ‘ O Peregrino ‘ sou conhecido ! Vim de muito longe, de uma pequenina aldeia desconhecida . . .&lt;br /&gt;E o Peregrino, resumidamente, contou ao pastorzinho a sua odisséia de martírios. Terminando, disse-lhe:- Vou partir ! A noite já vem caindo, o cansaço abandonou-me, e a minha vista, hoje, ainda contemplará outras plagas ao redor . . . e estendeu a mão ao pastorzinho que suplicou-lhe:-Não vás meu caro Peregrino!Já sofreste muito nas tuas jornadas, e precisas descansar ! . . . Vem comigo para a nossa casa ! Sei que meu pai, que é tão bom, te acolherá ! A nossa casa é farta ! Ali, as minhas irmãs cuidarão da tua roupa e minha mãe preparará comida para nós ! . . . Se quiseres, também, todos os dias ensinar-te-ei a tocar lindas músicas na minha flauta ! Vem comigo, e irei tocando uma canção que as minhas irmãs me ensinaram, intitulada “Quando morre um lírio” . . . Vem comigo, caminha ! . . .&lt;br /&gt;Do peito do Peregrino se escapou um doloroso suspiro ! Abraçou freneticamente o pequeno pastor, apanhou o chapéu e a mala de viagem, lançou um derradeiro olhar àquela criança que lhe trazia à lembrança os anjos que vira em sonho, e partiu, deixando-a chorando no meio da estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenrolando o seu painel de sombras, a noite vinha caindo, magoada e silenciosa.&lt;br /&gt;Aos olhos do Peregrino, as montanhas em torno, a cidade imensa, as primeiras estrelas que tremiam no céu, tudo lhe parecia triste como que vela um cadáver.&lt;br /&gt;Taciturno, atravessou a cidade. À saída, em uma igreja pobre, um sino derramava soluços no ar, tristes, muito tristes . . .&lt;br /&gt;Instintivamente, descobriu-se o Peregrino: persignou-se e foi andando, andando, até engolfar-se na noite, atraído pela Fatalidade que o arrastava . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tarumirim, agosto de 1943) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-981029824746258637?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/981029824746258637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=981029824746258637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/981029824746258637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/981029824746258637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2011/07/goncalves-da-costa.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3376665710887750732</id><published>2009-04-12T15:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-12T15:10:12.299-07:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>T E M A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lirismo e poesia nesta página do poeta. Chocante pelo realismo em muitos momentos. Merece ser lida com atenção e analisados os seus conceitos. Muito forte a presença da personalidade intelectual do poeta, característica em seus trabalhos literários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350- 000 -Raul Soares(MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os passos ficam na poeira dormente da tarde. Os passos me levam em busca de um tema. A própria poeira é um tema, porém um tema frio e árido - coração esmagado pelos desesperos do mundo. O sol que morre, apopléctico, vomitando amargura, é um tema, porém um tema já devassado nos primeiros dias da criação. Adão, nas tardes do Paraíso, com os olhos perdidos no ocaso, murmurou poemas indefiníveis.&lt;br /&gt;Os ventos passam pela estrada, tristes como cães mortos de fome. Os ventos são temas imperecíveis, em cujas asas se perderam os aedos antigos, asas que trouxeram panoramas futuros para os olhos dos profetas. Um vento terrível sobe dos livros santos, bem como das grandes epopéias da humanidade. Os ventos loucos conduzem perfumes, mas também conduzem pestilência . . .&lt;br /&gt;Há um tema putrefato, uma ave esmagada no caminho, a qual servirá de pasto às trevas que vêm descendo . . . Surgem mendigos vaporosos, olhos baixos, e se afastam - temas ambulantes que não devem ser tocados, sangram como feridas . . .&lt;br /&gt;Vem, enfim, o maravilhoso tema, a noite, a estranha noite. Tema irmão gêmeo do caos, atroz e fascinante, esconde mundos de luz sob as roupagens de breu. E a noite me estende as suas fronteiras como uma paisagem de cânticos . . .&lt;br /&gt;No seio do tema grandioso, no seio da eterna noite, apaga-se a idéia de tempo, esboroa-se a fatalidade das distâncias. O passado e presente brincam enlaçados sobre as areias infinitas, por onde cameleiros passam contritos, em direção aos despenhadeiros da morte. Nos plainos de verdura: as rosas tomam formas humanas, e choram de pena dos anjos decaídos, os quais, ao fundo, agitam os restos de asas devoradas por serpentes de chama. Passam visões rodeadas de estrelas, enquanto notas esparsas vão se agrupando na sombra, elevando-se em cânticos dolorosos, nos quais as virgens delirantes mergulham numa antecipação da glória . . . Do grande tema brotam temas melífluos, resplandecentes, e me sinto um viajor solitário, perdido na treva, perdido na luz, no alto da montanha, de onde se irradiam todos os destinos . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3376665710887750732?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3376665710887750732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3376665710887750732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3376665710887750732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3376665710887750732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/04/goncalves-da-costa.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4230942365017048</id><published>2009-03-22T15:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-22T15:59:57.399-07:00</updated><title type='text'>GONÇALVES DA COSTA</title><content type='html'>UMA IDÉIA LUMINOSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já teve a idéia de dar um passeio de olhos fechados? O tema inspirou o poeta. Deleite-se com a leitura do texto a seguir transcrito; um belo exercício de intelectualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350 – Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês já tiveram a idéia luminosa (excêntrica, dirão alguns) de dar um passeio de olhos fechados ? Digo-lhes que é maravilhoso. Antes de tudo, e para que não zombemos das leis naturais, devemos escolher um terreno plano e sem espinhos. Ao fecharmos os olhos, ouvimos logo um cântico leve, envolvente. É a voz do homem feliz, o que canta sem camisa . . . Após, nos sentimos ante a Cavalgada das Walquírias, os nossos pés tocam de leve o mundo sobre-humano de Wagner. O deus Odin estende-nos os braços . . . Uma neblina suave, feita de músicas daquele céu, vai borrifando e purificando as nossas almas. Há um marulho de delicadeza inexprimível . . . Estamos às margens do Volga ? Estamos às margens do Reno ? Estamos simplesmente no mundo das maravilhas de Wagner. Corpos volumosos, coleantes, se nos enroscam aos pés, carícias veludosas tolhem os nossos passos. Estaremos rodeados de serpentes ? Sim, porém inofensivas, por que as fadas brincalhonas lhes trocaram os dentes por flores. O hidromel nos vem aos lábios, depois a epiderme celeste das Walquírias . . . e somos levados por mundos mais encantadores ainda. Mas a descrição dessas viagens, embora vocês achem isso paradoxal, só poderá ser feita pela mesma pena com que Santa Cecília escreve no céu a letra dos seus hinos . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- - -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiserem fugir por momentos do mundo real, desçam as cortinas dos olhos, lavem primeiro com sabão de rosas os cinco sentidos . . . Porém, ia-me esquecendo de esclarecer - o lugar mais propício para esses passeios encantados fica acima das nuvens, acima das aves doidas, lá bem no alto, pertinho da vida eterna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4230942365017048?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4230942365017048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4230942365017048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4230942365017048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4230942365017048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/03/goncalves-da-costa_22.html' title='GONÇALVES DA COSTA'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3705724549507731861</id><published>2009-03-07T02:52:00.000-08:00</published><updated>2009-03-07T02:59:54.775-08:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho  que  ora  divulgamos  é  o  último  poema  da  série  “Harpa  sem  Cordas”  ou,  simplesmente  “Harpa”,  do  grande  poeta  mineiro,  que    conseguimos  encontrar .  São  muitas  as  dificuldades  para  o completo  levantamento  da  obra  do  poeta  por  ter  sido  toda  ela  publicada  em  jornais  do  interior  de  Minas. Perdeu-se  no  tempo,  inexoravelmente.  Não  mais  existem  os  jornais,  nem  arquivos  dos  mesmos.  A  ação  do  tempo  é  altamente  predatória  e  em  não  havendo  interesse  na  preservação  da  cultura,  como  infelizmente  acontece   no  Brasil,   pouco  ou  quase  nada  se  pode  fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350 000- Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            HARPA  SEM  CORDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             (PÁGINA    ÍNTIMA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pai  ! Ao limite da grande trajetória,  chegaste  primeiro. Chegaste a um ponto que a  miopia não me deixa distinguir.  .  .      &lt;br /&gt;   A   manhã  longínqua, em que e puseste a caminho, devia ser muito clara, pois sempre foram claros os teus gestos, as tuas  palavras. Eu sempre te via como mergulhado no sol . . . &lt;br /&gt;   Há muito que os medos olhos   não pousam na tua figura  palpável. Mas no meu afeto ela se eleva, ilumina-se cada vez mais.&lt;br /&gt;   Como a saudade diviniza o que já não existe. Pai !  Um simples movimento do teu vulto, colhendo espigas ou frutos entre as ervas do passado, é hoje para a minha sensibilidade o gesto de um santo recolhendo estrelas  .  .  .&lt;br /&gt;    Podias estar caminhando junto de mim até hoje, meu  Pai !  Mas  Deus não    quis que a tua viagem   se prolongasse  por  mais  tempo.  .  .  Quando naquela  madrugada  distante, a névoa da eternidade envolveu os teus olhos, o grande relógio do tempo , que marcava os teus passos, havia dado apenas cinquenta e quatro pancadas,  correspondentes  a cinquenta e quatro  anos -–  luz   .  .  .  Livre daquela  consunção  invencível,  estarias,  então,  apenas em meio da viagem,  dada a tua primitiva  fortaleza  física. O certo é que te foste,  naquele dilúculo de setembro, enquanto os passarinhos  cantavam  no   arvoredo  próximo.&lt;br /&gt;   Para que tentarmos folhear,  aqui na terra,  o  livro do mistério, Pai ? Para que estendermos   as  mãos frágeis,  tentando  remover  rochas  que  sobem  para as nuvens ? Para que esperarmos resposta a perguntas que estão há  milênios  estendidas  no  ar  ? .  .  .&lt;br /&gt;    Lembro-me, ainda, Pai, que um dia lemos juntos esta máxima oriental  : “Vãs  são  as esperanças dos homens,  diante dos decretos que o Eterno  escreveu  no  céu  em  letras de fogo”.  Tu leste, e suspiraste.  É  que,  embora   nunca  perdesses   a  serenidade,  tinhas quase a certeza  de  que o teu caso já era mais ma derrota da ciência .  .  .&lt;br /&gt;    Deus,  que  é  todo  misericórdia,  leva-nos um ente querido,  mas  nos  deixa  a  lembrança – espelho  mágico,  incrustado nas  nossas  almas.  Sinto-te,  Pai,  povoando  as  minhas  horas  de   recolhimento,  sinto-te  junto ás  músicas  prediletas  que  te embalavam,  sinto-te  nas cantigas  dos  pássaros,  teus  amigos  dos  campos  de  fartura. .  .&lt;br /&gt;    Pai !  Minha fé,  norteando  a  fantasia,  te  coloca  nos  altiplanos  reservados aos bons,  aos  limpos de coração. Benção,  alvorada, música, sentimento,  és todo imperecível,  eterno, na minha convicção e na minha   lembrança.&lt;br /&gt;    Minha homenagem a  ti,  saudoso  Pai,  eu a estendo a todos ao Pais que, morrendo, se tornaram claridade, pelas suas ações  e  pelos  seus  exemplos.&lt;br /&gt;    É verdade,  meu  Pai,  que  os mortos governam  os  vivos “. E os que foram bons na terra, continuam sendo-o na eternidade,  de  onde enviam presentes aos vivos .   .   . Pelas noites nos meus exames de consciência,  toda  alegria que sinto,  por  uma  boa  ação  que  me  ensinaste a praticar,  é  uma  flor  celeste que do alto me atiras   dentro  do  coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3705724549507731861?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3705724549507731861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3705724549507731861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3705724549507731861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3705724549507731861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/03/goncalves-da-costa.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5253654310125458440</id><published>2009-02-28T16:31:00.000-08:00</published><updated>2009-03-01T14:59:25.481-08:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma bela página enriquece esta coluna e homenageia Gonçalves da Costa, um dos grandes intelectuais de Minas Gerais.&lt;br /&gt;Zebedeu e Bertoldo, personagens do poeta.&lt;br /&gt;Zebedeu, provavelmente, inspirando-se no pescador, pai dos apóstolos São Tiago e São João Evangelista e marido de Salomé. Êmulos de Damão e Pítias, filósofos pitagóricos do tempo de Dionisio o Moço, célebres pela amizade que os unia. Tendo Pítias, condenado à morte, pedido ao tirano que lhe concedesse algum tempo para arranjar os seus negócios, ofereceu-se Damão para morrer em lugar do seu amigo, se este não estivesse de volta no momento fixado. Chegou a hora do suplício e Damão ia ser executado quando Pítias se apresentou. Dionisio comovido de tamanha dedicação pordoou ao condenado e pediu, mas em vão, aos dois filósofos, que o admitissem como terceiro na sua amizade.&lt;br /&gt;Pílades, na mitologia grega, herói da Fócida. Primo amigo e conselheiro de Orestes, ajudou-o a punir os assassinos de Agamenon. Esposou Electra, irmã de Orestes, com quem teve dois filhos, Médon e Estrófio.&lt;br /&gt;Pílades e Orestes inspiraram o genial Machado de Assis, na criação de Quintanilha e Gonçalves, um conto que por Ítalo Moriconi foi selecionado como um dos cem melhores contos brasileiros do século 20.&lt;br /&gt;Uma rainha de Sabá, célebre por seu fausto, chamada Balkis, foi visitar Salomão, atraída pela fama da sua Sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350 000 – Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HARPA SEM CORDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por aqui, Zebedeu. As areias desta rua guardam cantigas de sol. Como você sabe, nosso espírito sempre mergulhou em cantigas, e em nós ainda ressoam aquelas que, em nossa infância, eram chofradas pelo velho Bertoldo e sua viola cheia de remendos.&lt;br /&gt;Siga-nos juntos por esta rua. Somos companheiros inseparáveis. Pouco importa que os curiosos se belisquem fortuitamente e murmurem que somos Damão e Pitias ou Pilades e Orestes. No nosso firmamento interior há somente dias de sol e noites de lua.&lt;br /&gt;Você não concorda comigo, Zebedeu? Você não responde? Assalta-o, por ocaso, a aflição de astro em declínio? Não ! Não é possível ! A rua se estende diante de nós, ladeada de flores, povoada de belezas jovens, rodeada de convites para uma realidade que deslumbra. . . Não nos detenhamos, meu amigo ! Sigamos como se, coroados de aurora, estivéssemos andando sobre a face nua do Mediterrâneo. . .&lt;br /&gt;Agora, por aqui, parecem que andam eflúvios mágicos. Parece que fios invisíveis nos puxam para traz. Já ouço a cantiga dos pássaros da infância, sinto as preces imaculadas da infância. Vislumbro os avanços para as estrelas, enquanto as mãos colhiam vácuo, nos crepúsculos verdes da mocidade . . . Mas, não podemos, nem devemos voltar, meu caro Zebedeu. Olhemos a viração, as crianças, a mole humana . . . Vultos femininos perpassam, sorrindo argumentos que anulam teorias pessimistas, e suas vozes encantadas arrancam vegetação das pedras . . . Noto que estou falando sozinho Zebedeu. Você não diz nada . . . Desembuche, homem! Aprume-se agora, e estremeça diante dessa flor humana que está roçando seu ombro ! Uma beleza fantástica ! Céus ! É a lendária Rainha de Sabá, a que anda sobre os outeiros nos Cantares do grande Rei Poeta ! Entôo-lhe também um cântico, Zebedeu. Deixo para você a oportunidade tão peregrina figura deve ser conduzida sob um pálio de harmonias ! E ela se afasta, repare, sem ter ouvido uma saudação lírica. É uma nave que se distancia, levando as últimas esperanças . . .&lt;br /&gt;Cuidado, Zebedeu, que por esta rua, crivada de encantamentos também erram cães vadios . . Ah ! Eu não disse ! Um grande cão azul, agora, avança caladamente, e deixa um grande sulco na suas perna ! . . . Um pedaço de você vai se afastando, preso entre aqueles dentes enormes ! Que horror ! Mas . . . o seu sangue não escorre, Zebedeu ! E você não geme, não grita, não reclama ! Por que ? Você sempre se transfigurava de alegria ou de ódio, e a sua face agora parece de mármore ! . . . Seus olhos não fitam este mundo ! . . . Seu corpo tem um feitio de múmia ! . . . Jesus ! Eu vinha acompanhado de um defunto ambulante ! Eu vinha conversando com um homem morto ! . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5253654310125458440?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5253654310125458440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5253654310125458440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5253654310125458440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5253654310125458440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/02/goncalves-da-costa_28.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7180583506411973705</id><published>2009-02-14T14:33:00.000-08:00</published><updated>2009-02-15T09:10:33.946-08:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta intitulou “Harpa sem Cordas” varias páginas de muita inspiração e valor intelectual. Com o sub - título “TABOR” é a página que estamos inserindo na coluna de hoje.&lt;br /&gt;TABOR é uma montanha da Síria, na Palestina Setentrional. É lá que o Novo Testamento coloca a Transfiguração de Cristo.&lt;br /&gt;Saladino, referido pelo poeta, sultão do Egito e da Síria, o herói muçulmano da terceira Cruzada (1137-1193).&lt;br /&gt;Santo Graal, nas crenças da Idade-Média, vaso de esmeralda que teria servido a Jesus Cristo, para a ceia com os seus discípulos, e em que José de Arimatéia teria recolhido o sangue que o centurião fez correr do flanco de Jesus sacrificado. Wagner fez do Graal o assunto de sua ópera Parsifal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha -64&lt;br /&gt;35350 000 - Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TABOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranho Leproso, arquejante, extraordinário, atingiu o alto da colina. Sangue nos pés disformes, sangue nas mãos lanhadas, sangue na face ferida. Sob as vestes ensebadas e rotas, o corpo estrelado de chagas. A vista, mesmo turbada, embebeu-se na grande paisagem . . .“Estarei no céu? Estarei mesmo na terra ? “ - murmurou, e tentou erguer um cântico. A carne se tornou sobre - humana, e dos seus lábios começou a elevar-se o cântico do espírito . . . Das chagas do seu peito , então, se levantou uma flor majestosa, que lhe colocou sobre a cabeça um céu de pétalas. Ao longe do imenso vale se desenharam caminhos, que, vindo das distâncias, morriam junto ao sangue dos seus pés.&lt;br /&gt;Caminhos de músicas, estradas de flores, roteiros resplandecentes. . .Ao longo deles perpassavam belezas virgens, de vestes alvas - rainhas egressas de outros reinos . . . Os olhos do estranho Leproso se afundaram em maravilhas. Descerem aves brancas, trazendo no bico um misterioso ungüento para as chagas vivas, as quais, sendo tocadas, refulgiam. Como se mostravam largos os horizonte, abrindo-se num convite para os grandes vôos ! Além, muito além, as miragens eram caravanas que se arrastavam, rumo à Meca desconhecida, Os cavalheiros do Santo Graal, os guerreiros de Salladino, passavam cintilando nas planícies eternas, rápidos, perseguindo relâmpagos. . .&lt;br /&gt;Todas as visões consoladoras, inefáveis, que haviam povoado as suas noites de solidão e de tormento, ressurgiam agora, em anseios de definição, como criaturas talhadas em pedra, como mármores estuantes de vida. Maravilhas se desandavam ante os seus olhos, deixando rolar as vestes sobre os espinhos e os abismos.&lt;br /&gt;Os olhos do grande Leproso se encheram então de um brilho novo, as suas chagas se transformaram em rosas de luz e ele se cobriu todo de uma beleza inenarrável. Eis que surge à sua frente, vestida de branco, asas nos ombros, a Esperada . . . Defrontam-se dois sorrisos. As mãos rútilas se estendem . . . Dois vultos se tocam e, ante os espaços atônitos, vão eles&lt;br /&gt;entrelaçados - clarões de exércitos em marcha, dois hinos de glória, duas alvoradas angélicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7180583506411973705?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7180583506411973705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7180583506411973705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7180583506411973705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7180583506411973705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/02/harpas-sem-cordas.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4392208046568172253</id><published>2009-01-02T12:40:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T12:51:21.581-08:00</updated><title type='text'>HARPA SEM CORDAS</title><content type='html'>(Pinceladas quase autobiográficas de um desconhecido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ao fluente cronista que se assina ADAMASTOR com a minha admiração)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Gonçalves da Costa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que, em criança abolí o uso de camisolas e aprendi a cortar as unhas com tesoura, sempre fui um sujeito cem por cento legal. Comedido, simétrico. Em nada parecido com areia de fundo de rio. Exemplifico. Ao tossir, sempre procurei fazê-lo no mesmo diapasão, com equilibrio, procurando evitar aquele regougo estridente, escandalizante, que certos velhos asmáticos reservam infalivelmente como remate a um acesso de tosse. E no andar, quantas e quantas vezes pisei numa poça d’água, ou num prego, para não dar um passo mais curto ou mais avantajado que os outros.&lt;br /&gt;Certo dia, porém, numa delegacia de polícia qualquer, não sei onde nem quando, fui tomar por termo o depoimento de um cabo de polícia. Vi logo que se tratava de um militar genuinamente louco. E qualquer pessoa, mesmo desconhecedora das páginas do Dr. Neves Manta sobre o alcoolismo, ao sentir o bafo do homenzinho concluiria logo que ele estava bêbado.&lt;br /&gt;Presenciara ele, na véspera, quando um homem estrangulara a esposa, apenas porque esta, num momento de distração, tinha esmagado com o pé esquerdo um sapo criado em casa. O depoimento foi um rio de disparates, que fui canalizando para o papel. Mentiras deslavadas. Disse que o assassino, por falta de arma adequada, arrancara o próprio coração, desferindo com ele uma pancada fulminante na vítima, pormenorizando ainda que o Embaixador do Japão se acha presente e que assistira tudo, impassível, como que numa convivência tácita, fabricando canoinhas de papel.&lt;br /&gt;A certa altura o militar interrompeu-se, e começou a sacudir violentamente a cabeça. Notando a minha estupefação, explicou estar tentando desprender, de um cantinho da lembrança, uma circunstância agravante do crime que lá se achava presa num cipoal . . . Arrogando autoridade, eu disse, com voz grossa, que o depoimento estava completo, tomando o depoente, então, a sua posição anterior, vertical e mais ou menos imóvel.&lt;br /&gt;Vendo que não convinha dizer mais nada, ele se apressou em assinar o papel, como a estampar um sinete em suas mentiras, para o que me arrebatou das mãos a minha caneta “Parker”, novinha em folha. Com um punho que rivalizava um monte de chumbo, escreveu em letras enormes - “José Patrício”, e, desastradamente, como completivo, tentou dar um traço horizontal abaixo do nome. Catástrofe ! Ao fazê-lo quebrou a pena e rasgou o papel, depois do que, resplandescente, olhando para a caneta mutilada, bradou, num tom que era um grito de vitória : “Desconfia, seriema ! “.&lt;br /&gt;A maneira como o militar depôs, o fato de confundir ele a caneta com uma ave pernalta, e ainda em vista dos passos de frevo que saiu praticando, ao afastar-se, mesmo sem música, tudo aquilo me avassalou o espírito, entusiasmando-me, a ponto de não deixar pedra sobre pedra . . . Numa fração de segundo me vi despido dos meus hábitos antigos, das minhas decisões retilíneas, do meu antigo eu, afinal. Imediatamente, com mãos ofegantes, procurei todos os meus dicionários, até os escritos em aramaico, e deles arranquei as folhas que continham as palavras - lógica, elaboração, raciocínio, dedução etc. E os livros “Lógica”, de Condillac, “Lógica”, de Balames, e vários outros, dei-os ao primeiro vendedor de pirulitos que passou na estrada. Retirei do bolso a carteira de identidade, na qual mudei a data do meu nascimento para o Natal de 1870. Tanto bastou para que logo me visse ao lado de D. Pedro II, nas matas da Tijuca, munido de uma espingarda descomunal, caçando trocazes. Sua Majestade procurava então curar-se de uma dor de cabeça causada por um de seus ministros, o mais gordo. De mal humorado que se achava, súbito o Imperador deu uma gargalhada, apenas por ter, com um tiro balofo, abatido nove trocazes luminosas. Foi então que o meu ilustre companheiro de caçada, apoiando uma folha de papel nas minhas costas, escreveu o verso – “Não maldigo o rigor da iníqua sorte “, reservando o resto do soneto para escrever mais tarde, depois que se verificassem sérios acontecimentos políticos no País. Despendido-me de sua Majestade, que salomônicamente partiu ao meio o produto da caçada e me entregou a minha parte (Salomão não chegou a partir ao meio a criança), sai andando no tempo, passando pela Serra dos Órgãos e pelo Pico do Caparaó, e, já nas terras de Minas, graças a minha proverbial indiscrição, consegui evitar uma catástrofe de resultados imprevisíveis . É que, aproximando-me sem ser visto, e dando um grito vulcânico, evitei que um grande chefe de Estado atirasse carne picada aos seus canários numa quarta feira de cinzas.&lt;br /&gt;Tornei-me um cavaleiro andante. Não de vistas estreitas como o Dom Quixote de Cervantes. Uma individualidade consentânea com a época. Que disse eu ? Época ? Penitencio-me. Época para mim, é uma entidade que nem mesmo em abstrato existe. Às vezes fico ao lado da estrada, cheio de fé e de esperança, esperando a passagem do já citado Rei Salomão, ou de Napoleão, ou de Alcebíades, o que mandou cortar a cauda do seu cão de estimação, que latia fazendo “ão, ão, ão”. E se vejo uma fogueira, atiro-me logo a ela, e vou procurar entre as brasas a carne tostada de Giorando Bruno, ou de Joana Dárc, ou do bispo D. Pedro Fernandes Sardinha, o qual, ao que tudo indica, não teve outra sorte . . .&lt;br /&gt;Até logo ventos do meio dia. Deixo-os em paz, agora, porque estou escrevendo de pé, debaixo da ponte, e porque o relógio que tomei com café pela manhã está dando horas no meu estômago. Vou procurar para o meu almoço uns gafanhotos, como fazia João Batista,o santo Precursor, que conversava coisas divinas com o futuro e cuja cabeça mais tarde foi vista dentro de um prato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4392208046568172253?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4392208046568172253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4392208046568172253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4392208046568172253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4392208046568172253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2009/01/harpa-sem-cordas_02.html' title='HARPA SEM CORDAS'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2344734903147206341</id><published>2008-12-04T08:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T08:31:11.734-08:00</updated><title type='text'>GONÇALVES DA COSTA</title><content type='html'>COMENTÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita satisfação apresentamos para deleite dos cultos leitores mais uma bela página do grande Gonçalves da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350 000 -Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXERCÍCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça da estrada - sonâmbula dos cabelos virgens - caminha de mãos estendidas, e sobre elas pousam aves de luz, egressas da madrugada. Os ventos selvagens se contêm, nos limites da morte, e o momento ficou parado, encolhido nos recessos das rosas. As mãos têm leveza de séculos e o espaço, perfurado, deixa escorrer nitrogênio misturado com sentimentalismo. A imaginação se enrola num capuz de linho, porque são vedados exercícios de vôo, enquanto mensageiros conversam com as águas, em pensamento, para que não façam barulho nas pedras. Quem trouxe o dia para surpresa da sonâmbula ? Quem a transformou em mistério e a fez volátil, sorriso e miragem, decepcionando os peregrinos ? Tristezas escorrem pelo chão, vão misturar-se com as ervas pisadas, porque rastros nervosos procuram a bela sonâmbula, por céus e terras a procuram.&lt;br /&gt;Busquêmo-la, sim, ó peregrinos, guiemo-nos pelas estradas mortas, soltemos no espaço a nossa matilha de interrogações ofegantes ! As flores e os frutos sorriem de nós porque certamente a estão vendo, ela continua de mãos estendidas, procurando os caminhos que conduzem ao coração . . . Sigamos, contritos mas intrépidos, deixemos para trás as pirâmides do desalento, as planícies do cotidiano, os vales do talvez . . . Os perfumes iluminados dela, a moça da estrada, a sonâmbula, nos levarão ao coração que ela procura, ao fundo do coração, ó peregrinos deliciosamente loucos ! . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2344734903147206341?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2344734903147206341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2344734903147206341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2344734903147206341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2344734903147206341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/12/gonalves-da-costa.html' title='GONÇALVES DA COSTA'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3157443196463141648</id><published>2008-11-21T00:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-21T00:48:10.185-08:00</updated><title type='text'>GONÇALVES DA COSTA</title><content type='html'>COMENTÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José  Eulálio  Gonçalves  da  Costa,  ou  simplesmente  Gonçalves  da  Costa,  foi  um  poeta – escritor  de  muita   sensibilidade  e  inspiração.&lt;br /&gt;Deixou  muita  coisa  boa  publicada  em  jornais  que  não  mais  existem  e  cujos  arquivos  não  foram  preservados  pelos  órgãos  culturais  das  cidades  em  que  circularam.&lt;br /&gt;O que  vamos  publicar  nesta  série  colhemos  em  um  jornal  que  circulou  em  Raul  Soares  na  década  de  50  -  O  IMPARCIAL.  Ousamos  fazê-lo,  em  que  pese  a  falta  de  sensibilidade e  reconhecimento   de  muitos  aos  acontecimentos  e  pessoas  de  um  passado  recente.   É uma  forma,  também,  de  homenagear  a  memória  do  Dr.  Hugo de  Aquino  Leão,  um  intelectual  consumado,  e  ao  Sr.  Alcides  Toledo  da  Silva,  responsáveis  pelo  “O  IMPARCIAL”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha – 64&lt;br /&gt;35350 000 – Raul Soares (MG)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;    A  clareira  da   Floresta  &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;                 (Para  o  poeta Edward  Leão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  noite  arrasta  o  Poeta.  O  luar,  descendo,  é  o  mesmo  fluido  imponderável que vem vertendo o delírio  nas  almas  eleitas,  através  dos séculos. Os ventos e as nuvens, agora,  se  acham presos na caverna  dos grifos  de  asa  gelada.&lt;br /&gt;O Poeta sai de casa. Deixa para trás  a  cidade,  de  onde  se  elevam   rezas e blasfêmias.  Pela  estrada  encontra  mercadores  tangendo  bestas.  Encontra  homens  discutindo.  Encontra mulheres  desacompanhadas,  tresandando  perfumes  infernais. Todos falam,  vendo-o  passar. É algum louco que vai procurar  sepentes  na  floresta  -  dizem  uns.  -  É  um vagabundo  vulgar,  que  anda  à  procura  de  albergue  para  estender  os  ossos  -  dizem  outros. Alguns  o  olham  assustados,  apontando-o  como  o  salteador  Procusto  Segundo,  temido  na  região,  enquanto  as  mulheres  lhe  estendem  os  braços  longos  como  cobras  .  .  .&lt;br /&gt;E  o   Poeta    segue.   Para    trás    ficam   almas   de luz  e  almas  de  sombra. Ficam  cérebros   de  metal.  Ficam  mãos  trêmulas  de  ira.  Ficam  bonecos  de  lama,  envoltos  em  ouropéis,  atraindo  o  olhar  das  crianças.&lt;br /&gt;Para  o  Poeta  -  ele  o  sabe  -  existe  uma  clareira  na  floresta , onde,  ao  luar, acompanhadas  pelos  instrumentos  mágicos  dos  gnomos,  as  fadas  dansam  e  entoam  cânticos   maravilhosos.  E ele procura  a  clareira,  onde  irá  encontrar  todas  aquelas  entidades  redivivas,  que  o  tempo  inutilmente  vem  procurando  afogar  nos  seus  abismos.  Branca  de  Neve  e  os  Sete   Anões  lá  estarão,  hão  de  cantar  e  dansar  também, com  as  fadas,  suas  amiguinhas, ante os olhos deslumbrados  do  Poeta.&lt;br /&gt;Todos  estarão  à  sua  espera.  As  rosas  com  certeza  foram  convidadas  para  perfumar  o  ambiente,  e  também  cantarão,  pois  cada  corola  é  uma  boca  divina  mergulhada  em  músicas  .  .  .  O  Poeta  segue,  resplandescente,  cheio  de  fé.  Agora,  a  asa  de  uma  falena  invisível,  num  sussuro,  lhe  diz  que  todos  já  se  acham  impacientes,  e  que  os  instrumentos,  mesmo  não tangidos,  desferem  harmonias.  .  .  O  Poeta  então  se  sente  leve,  tem  a  impressão  de  que  os  seus  pés  não  mais  tocam  a terra.  Ele  será como  um   convidado  de  honra  entre  eles,  será  recebido  como  uma  divindade  diante  das  árvores  atônitas,  e  todos  o  reconhecerão  pelo  pensamento .  .  .  O  seu  íntimo  se  abrirá  para  eles .  .  .  Todos  o  reconhecerão,  porque,  em  pensamento,  O  Poeta  já  percorreu  o  reino  das  sombras,  já  rolou  entre  os  ventos  tresloucados,  já  esquadrinhou  todas  as  paragens  por  onde  se  escondem  todos  aqueles  seres encantados.  As  fadas  o  embriagarão  com  aromas  indefiníveis,  dar-lhe-ão a  beber  o  filtro  colhido  na  confluência  dos  sete  rios,  depois  lhe  estenderão   os  seus  livrinhos  feitos  de  pétalas,  para  que  ele  escreva  poemas  .  .  .&lt;br /&gt;Depois  de  encharcados  pela  atmosfera  de  delícias  virgens,  sairão  pelas  vias  lácteas    da  floresta,  irão  ao  palácio  da  Gata  Borralheira,  passarão  pelos  bosques  das  ninfas, e  sorrirão,  quando  o  gnomo  afoito  tropeçar  na  bota  de  sete  léguas  .  .  .&lt;br /&gt;Então,  cansados  da  viagem,  dançarão  as  margens  do  rio, as margens  do  grande  rio.            &lt;br /&gt;As  fadas  e  os  gnomos,  Branca  de  Neve  e  os  Anões,  todos  voltarão,  enquanto  as  náiades,  elevando-se  das  águas,  rodearão  o  Poeta,  formando uma corola  imensa.  E,  entoando  um  hino  mágico,  o  levarão  sobre  as  águas,  sobre  as  verdes  águas  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   .   .    .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Poeta,  como  que  andando  sobre  as  nuvens,  sob  o  luar,  num  delírio  divino,  segue,  buscando  a  clareira  da  sua  floresta  de  sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3157443196463141648?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3157443196463141648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3157443196463141648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3157443196463141648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3157443196463141648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/11/gonalves-da-costa_21.html' title='GONÇALVES DA COSTA'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2549742147219140867</id><published>2008-11-16T08:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-16T09:05:18.834-08:00</updated><title type='text'>José Eulálio Gonçalves da Costa</title><content type='html'>NOTAS BIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ EULÁLIO GONÇALVES DA COSTA, OU SIMPLESMENTE GONÇALVES DA COSTA - O POETA - CHEGOU A RAUL SOARES PROCEDENTE DE TARUMIRIM, CIDADE SITUADA NA REGIÃO INHAPIM/ITANHOMÍ.&lt;br /&gt;INTEGROU-SE DE TAL FORMA AOS COSTUMES E HÁBITOS DE NOSSA TERRA QUE SE TORNOU UM VERDADEIRO RAUL - SOARENSE.&lt;br /&gt;SUA APARÊNCIA FÍSICA E MODOS TINHAM ALGO QUE NOS LEMBRAVA CARLOS DRUMOND DE ANDRADE, O POETA DE ITABIRA.&lt;br /&gt;TACITURNO, DE TEMPERAMENTO FECHADO, DEIXAVA TRANSPARECER AUSTERIDADE, SEVERIDADE, EGOCENTRISMO E TIMIDEZ.&lt;br /&gt;HABITUALMENTE USAVA BONÉ OU CHAPEU PARA COBRIR A CALVA ACENTUADA QUE LHE ERA INCÔMODA E CAUSA DE DESCONFORTO.&lt;br /&gt;DE CERTA FEITA, EM UM CIRCO, REAGIU ENERGICAMENTE, QUASE CHEGANDO ÀS VIAS DE FATO, ANTE UMA ALUSÃO À SUA CALVÍCIE, FEITA POR UM ARTISTA CIRCENSE, EM UMA BRINCADEIRA DESCUIDADA E SEM INTENÇÃO PREMEDITADA DE OFENDÊ-LO OU RIDICULARIZÁ-LO.&lt;br /&gt;O INOCENTE PALHAÇO, EVIDENTEMENTE NÃO CONHECIA O POETA E SUA OGERIZA E COMPLEXO PELAS DEFICIÊNCIAS CAPILARES DE QUE ERA VÍTIMA POR QUESTÕES GENÉTICAS OU CAUSAS OUTRAS QUE SERIA OCIOSO ENUMERAR OU PERQUERIR.&lt;br /&gt;O POETA DEIXOU O CIRCO COM IMPRECAÇÕES E MAL SATISFEITO COM O OCORRIDO EM UM MOMENTO QUE PROCURAVA LAZER E DIVERSÃO.&lt;br /&gt;À EXEMPLO DE MACHADO DE ASSIS,CARLOS DRUMOND DE ANDRADE, EDWARD LEÃO E TANTOS OUTROS INTELECTUAIS DE ESCOL, GONÇALVES DA COSTA FOI FUNCIONARIO PÚBLICO, ESCRIVÃO DO CARTÓRIO DO CRIME DA COMARCA DE RAUL SOARES, CARGO QUE EXERCEU COM MUITA COMPETÊNCIA E INTEGRIDADE.&lt;br /&gt;DEIXOU OBRA POÉTICA FARTA, PORÉM ESPARSA EM VÁRIAS PUBLICAÇÕES EM MINAS GERAIS.&lt;br /&gt;OS SEUS TEXTOS SÃO DE MUITA INSPIRAÇÃO, LINGUAGEM ESCORREITA E RIQUEZA DE IMAGENS.&lt;br /&gt;FOI POETA COMPLETO, EM PROSA E VERSO, INFLUENCIADO PELA ESCOLA SIMBOLISTA.&lt;br /&gt;NAS DÉCADAS DE 1950 E 1960 ESTEVE PRESENTE COM MUITA REGULARIDADE NAS PÁGINAS DOS JORNAIS “O IMPARCIAL”, DE RAUL SOARES, E “JORNAL DO POVO”, DE PONTE NOVA .&lt;br /&gt;PUBLICOU EM PROSA:- PÁGINA DE SAUDADE (HOMENAGEM AO PROFESSOR EDWARD LEÃO POR OCASIÃO DE SEU FALECIMENTO), HARPA SEM CORDAS, ILUMINADO, SÍTIO DE FÊNIX, PINCELADAS QUASE AUTOBIOGRÁFICAS DE UM DESCONHECIDO, PASSEIO DE OLHOS FECHADOS, TABOR, ZEBEDEU, PÁGINA ÍNTIMA, TEMA, EXERCÍCIO Nº 2, A CLAREIRA DA FLORESTA (PARA O POETA EDWARD LEÃO). EM VERSOS:- ELES ESTÃO NO FUTURO, SONETO, CÂNTICO, REFLEXO, DEPÓSITO, TRÍDUO, FUGA, HÚMUS, REVISÃO, PROCURA, VIAGEM, ACRÓSTICO, ESPARSAS, BAILARINA, ESCUTA, CANÇÃO LEVE E MUITOS OUTROS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2549742147219140867?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2549742147219140867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2549742147219140867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2549742147219140867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2549742147219140867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/11/jos-eullio-gonalves-da-costa.html' title='José Eulálio Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8437669558649862446</id><published>2008-11-15T03:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T04:01:28.181-08:00</updated><title type='text'>Gonçalves da Costa</title><content type='html'>APRESENTAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro resgata a memória do poeta Gonçalves da Costa, um dos maiores poetas mineiros do século XX.&lt;br /&gt;A maioria dos textos foram produzidos durante o tempo que o poeta residiu em Raul Soares, na Rua Camilo de Moura (atual Rua Dr. Gerardo Grossi) e foram publicados nos jornais O IMPARCIAL, de Raul Soares e JORNAL DO POVO, de Ponte Nova (MG).&lt;br /&gt;Gonçalves da Costa foi Escrivão do Cartório do Crime da Comarca de Raul Soares.&lt;br /&gt;Nos idos de 50, o fenômeno de sensibilidade poética “Gonçalves da Costa” mereceu do colunista Adamastor, uma análise mui competente e justa, na coluna “Unhas de Gato”, publicada semanalmente no jornal O IMPARCIAL: “Sua poesia nasce como o orvalho, suave, sem alardes, porem, sempre se renovando, apresentando em cada verso um espetáculo diferente, inédito, maravilhoso. Na prosa, um puríssimo vernáculo alia-se à espantosa facilidade do mestre em narrar as suas aventuras que, quase sempre, parecem absurdas. Podem crer, leitores, que, em certos dias, nossos cérebros não nos pertencem e aquilo que Gonçalves da Costa nos conta ACONTECE verdadeiramente, não só a ele, porem, a todos nós, no mundo diáfano, mas real da fantasia.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Leal&lt;br /&gt;Rua Rufino Rocha - 64&lt;br /&gt;35350  - 000  - Raul Soares (MG)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8437669558649862446?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8437669558649862446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8437669558649862446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8437669558649862446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8437669558649862446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/11/gonalves-da-costa.html' title='Gonçalves da Costa'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-884104143405853860</id><published>2008-10-24T07:59:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T08:09:39.304-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  compilação  da  obra  de  Edward  Leão  não  foi  possível   obedecer   uma  cronologia;  nem tampouco  pode  ser  considerada  completa.  .  .   É  o  que  mais   lamentamos.   .   .&lt;br /&gt;A   leitura  atenta  do  poeta   oferece  algumas  pistas  para  se   situar  o  tempo  em  que  foi  escrita  a  sua  obra:  mocidade,    maturidade  e   velhice.&lt;br /&gt;Pareceu-nos, e este é o motivo  desta  coluna,  que  o  JORNAL DE  RAUL SOARES  seria  o  repositório  ideal  para  se  preservar  e  guardar  para  a  posteridade   a  parte  da  obra  do  mestre  que  conseguimos  alcançar   em  nossas  pesquisas.&lt;br /&gt;Jonathan, responsável  pelo  jornal, tem  demonstrado  preocupação  com  a  cultura  e  com  a  história  de  Raul  Soares.&lt;br /&gt;Mantém  ordenadamente  arquivados os jornis,  desde  o  primeiro,  a  partir  da Folha  de  Raul  Soares. &lt;br /&gt;São  mais  de  vinte  anos  da  história  municipal.  Isso  é  elogiável,  num  tempo  em  que alguns demonstram pouco apreço ao  que  se  passou em que pese ser “o passado a única coisa morta que tem um cheiro agradável”, como o disse Edward Thomas em Early one morning.&lt;br /&gt;Nenhum  dos  jornais  publicados  em  Raul   Soares,  em  todos  os  tempos   -  e  posso  garantir  que  não  foram  poucos  -   deixaram  tal  acervo.&lt;br /&gt;Finalizamos   a  coletânea  de  Edward  Leão  com  o  soneto  “Riqueza”.&lt;br /&gt;A  riqueza  do  poeta  não  se  confunde  com  um  amontoado  de  ouro  ou  de   bens  materiais de outra espécie.  É  um  sonho:- O  céu  com  seu  teto  iluminado.  Palácio  esplêndido,  encantado,  onde  se  brinca  como  criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIQUEZA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou  pobre,  roto,  esquálido  mendigo,&lt;br /&gt;sozinho,  incompreendido,  escorraçado  .  .  .&lt;br /&gt;corpo  sem teto  e  alma  sem  abrigo&lt;br /&gt;-          raro  exemplar  de  um  clã  desbaratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho  talvez  de  um  tempo  muito  antigo,&lt;br /&gt;de uma  era  longínqua   do  passado.&lt;br /&gt;Sinto  que  o  mundo  nada  quer  comigo&lt;br /&gt;Ee  a  minha  vida  á  de  um  desajustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  em  noites  de  insônia  e  de  tormento,&lt;br /&gt;ás  vezes  ponho  o  olhar  no  firmamento&lt;br /&gt;á  procura  de  luz  e   de  esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  sonho : -  0  céu  é  o  teto  iluminado&lt;br /&gt;do  meu  palácio  esplêndido,  encantado,&lt;br /&gt;onde  posso   brincar  como  criança  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-884104143405853860?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/884104143405853860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=884104143405853860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/884104143405853860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/884104143405853860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/10/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_24.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-987611698637020464</id><published>2008-10-18T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-10-18T05:31:53.077-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spinoza  ou  Spinosa,  filosofo  holandês,  de  origem  portuguesa,  adotou  a  forma  mais  rigorosa  do  panteísmo,  que  é  o  sistema  daqueles  que  identificam  Deus  e  o  mundo.  Em  uma  simples  pétala  de rosa  encontram-se   infinitos  de  luz e de  harmonia  irradiando   a  presença  de  Deus.  Nisso  inspirou-se  o  mestre  compondo  um  dos  seus  mais  belos  sonetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PANTEISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há  numa  simples  pétala  de  rosa&lt;br /&gt;infinitos  de  luz  e  de  harmonia,&lt;br /&gt;soluços  de  astros,  sóis  em  plena  orgia,&lt;br /&gt;Íris(1)   florais  em  festa  misteriosa  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treme-lhe  a  carne,  a  derme  voluptuosa.&lt;br /&gt;Vibram  nervos  à  flor  da  tez  macia.&lt;br /&gt;E  uma  alma  de  mulher  se  denuncia&lt;br /&gt;no  enrubescer  da  pétala  medrosa  .  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  como  a  virgem  no esplendor  de  um  beijo,&lt;br /&gt;no  alvorecer  do  amor  e  do  desejo,&lt;br /&gt;entre  clarões  de  acesos  rosicleres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trêmula  e  viva  a  pétala  palpita.&lt;br /&gt;O  seu  perfume  é  a  ânsia  que  se  agita&lt;br /&gt;na  alma  da  flor,  na  boca  das  mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;////////////////&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) IRIS  -  mensageira  dos  deuses,  metamorfoseada  por  Juno  em arco – iris.&lt;br /&gt;(Mitologia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-987611698637020464?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/987611698637020464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=987611698637020464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/987611698637020464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/987611698637020464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/10/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_18.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-958212866644570807</id><published>2008-10-10T11:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T11:26:05.436-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma  tapera  abandonada  despertou  a  atenção  e  aflorou  o  poder  de  criação  do  poeta.  Isso  é  próprio  dos  privilegiados,   cultores  das  coisas  do  espírito,  cuja  sensibilidade  e  poder  de  sentir  e  observar  lhes  dá  condições  de  deixar  marcas   ad – aeternum  na  sua  passagem   pelo  Planeta  Terra.&lt;br /&gt;Na  visão  do  poeta  a   tapera  abandonada,  mergulhada  num  silêncio  de  morte  e  ruínas,   ressuscita  à  luz  do  sol  miraculoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAPERA  ENSOLARADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há  um  silêncio  de  morte  nas  ruínas&lt;br /&gt;desta  velha  tapera  abandonada;&lt;br /&gt;nem  os  ecos  de  antigas  cavatinas,&lt;br /&gt;nem  a  mais  leve  ressonância  . .  .  nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suavidades  de  mágicas  surdinas&lt;br /&gt;diluídas  na paisagem  desolada  .  .  .&lt;br /&gt;gorjeios  de  gargantas  argentinas&lt;br /&gt;dormem  no  abismo  da  última  alvorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre  o fúnebre  manto  do abandono&lt;br /&gt;passam  asas  vampíricas  de  sono,&lt;br /&gt;adejam  sombras  lúgubres  de  agouro  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  vem  o  sol.  Milagre  que  se  opera :&lt;br /&gt;Ressuscita  o  cadáver  da  tapera,&lt;br /&gt;Põe-se  a  dançar  amortalhado em  ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-958212866644570807?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/958212866644570807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=958212866644570807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/958212866644570807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/958212866644570807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/10/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_10.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-161663991047008934</id><published>2008-10-03T10:20:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T10:28:00.409-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Silencio”  é   retrospectiva  de  uma  vida.  Ontem:  -  “Tudo   cantava   em   derredor   de   mim. ‘’ “Hoje  .  .  .  abismada  no  silencio  ambiente,  minha  alma  tenta,  mísera,  impotente,  ressuscitar  sonoras  emoções  .  .  .”    &lt;br /&gt;Afinal: - “Mas,  se  lá  fora  os  sons  já  não  ecoam,  reboam  nas  íntimas  abóbadas  reboam  mudas,  silentes,  tácitas  canções”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILENCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo cantava  em derredor  de  mim.&lt;br /&gt;Era  uma  longa  festa  dos  sentidos,&lt;br /&gt;um  concerto  de  harmônicos  ruídos,&lt;br /&gt;uma  alegria  que  não  tinha  fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  minha  própria  voz,  como  um  clarim,&lt;br /&gt;vinha  repercutir  nos  meus  ouvidos,&lt;br /&gt;despertando  mil  sons  desconhecidos&lt;br /&gt;nas  vibrações  desse  íntimo festim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje  . . . .  abismada  no  silencio  ambiente,&lt;br /&gt;minha  alma  tenta,  mísera,  impotente,&lt;br /&gt;ressuscitar  sonoras  emoções . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  se  lá  fora  os  sons  já  não  ecoam,&lt;br /&gt;nas  íntimas  abóbadas  reboam&lt;br /&gt;mudas,  silentes,  tácitas  canções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-161663991047008934?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/161663991047008934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=161663991047008934' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/161663991047008934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/161663991047008934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/10/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-4054712541386380004</id><published>2008-09-26T12:45:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T12:49:47.191-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite  é  um  momento  de  pausa  e  de meditação.  E  de  muitos  e  insondáveis  mistérios.  Os   fantasmas   se   libertam   e   soberanos  ocupam    os  seus  espaços. “Trevas  por  toda  parte,  dentro  e  fora  da  alma  noturna  do  infeliz     que  chora.  Mas,  no  negrume  dessa  imensidade,  há  sempre  uma  ilusão  de  claridade – resto  de  luz  das  últimas  estrelas  - “&lt;br /&gt;A  magia  da  noite  inspirou  o  poeta  e  assim  nasceu   “Noturno”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTURNO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro da  noite  cheia  de  pavores,&lt;br /&gt;Perpassam  arrepios  e  lamentos :&lt;br /&gt;É  a  serenata  trágica  dos  ventos&lt;br /&gt;na  bárbara  expressão  das  grandes  dores  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos  recônditos  mundos  interiores,&lt;br /&gt;onde  negrejam  sombras  e  tormentos,&lt;br /&gt;há  fanfarras  de  estranhos  instrumentos,&lt;br /&gt;gemendo  e  uivando  em tétricos  clangores  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trevas  por  toda  parte,  dentro  e  fora&lt;br /&gt;da  alma  noturna  do  infeliz  que  chora&lt;br /&gt;-          trevas  sinistras,  gêmeas,  paralelas  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas,  no  negrume  dessa  imensidade,&lt;br /&gt;há  sempre  uma  ilusão  de  claridade&lt;br /&gt;-  resto  de  luz  das  últimas  estrelas  -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-4054712541386380004?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/4054712541386380004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=4054712541386380004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4054712541386380004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/4054712541386380004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/09/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_26.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5146697003328342001</id><published>2008-09-19T13:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-19T13:12:40.422-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  “Lágrimas”  o  poeta  vislumbra  em  cada  gota  o brilho de  uma  esperança.  Num  tempo  em  que  as  lágrimas  era  quase  que  um  privilégio   feminino  o  mestre  diz: “ Lágrimas ?  Verto-as  .  .  .   verto-as  e,  no  entanto,   sou  homem  -  pobre  filho  da  desgraça  - “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÁGRIMAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas ?  Verto-as  .  .  .  verto-as  e,  no  entanto,&lt;br /&gt;sou   homem  -  pobre  filho   da  desgraça -&lt;br /&gt;e  quem  no  mundo  existirá  que  passa&lt;br /&gt;sem  ver  correr  a  linfa  do  seu  pranto ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém. Por  isso  eu  choro.  A  negra  massa&lt;br /&gt;que  forma  a  nuvem  não  se  extingue  enquanto&lt;br /&gt;não  descarrega  do  enfunado  manto&lt;br /&gt;aa  água  que  cai  em  flocos  de  fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro e  sou  homem.  Quem,  dirá  que  um  homem,&lt;br /&gt;sejam  quaisquer  as  mágoas  que  o  consomem,&lt;br /&gt;volte  aos  papéis  ingênuos  de  criança  !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  a  lágrima  às  vezes   me  consola.&lt;br /&gt;E  em  cada  gotas  que  na  face  rola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vejo  outra  vez  brilhar   uma  esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5146697003328342001?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5146697003328342001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5146697003328342001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5146697003328342001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5146697003328342001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/09/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_19.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7131048090616159749</id><published>2008-09-13T06:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-13T06:32:52.984-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No   soneto  “CREDO”   o  poeta   faz  a  apologia  do  Bem,  da  Virtude  e  reconhece  a  existência  de  um  Deus, “um  Soberano,  que  empresta  sempre  um  sonho  à  juventude  e  uma  esperança  em  flor  ao  desengano.”         O  afeto  humano  e  o  Amor,  torna  o  mundo  sempre  mais  risonho,   proclama  o  poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio  no  Bem  e  creio na  Virtude.&lt;br /&gt;Creio  que  existe  um  Deus,  um  Soberano,&lt;br /&gt;que  empresta  sempre  um  sonho  à  juventude&lt;br /&gt;e  uma  esperança  em flor  ao  desengano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio  que  o  Bem  existe  e,  embora  estude&lt;br /&gt;do  Mal,  da  Hipocrisia  o  eterno  arcano,&lt;br /&gt;jamais  descrente  conservar-me  pude&lt;br /&gt;ante  a  grandeza  de  um  afeto  humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio  no  Amor  .  .  .   no  amor  das  almas  puras,&lt;br /&gt;no grande  amor  que  empolga  as  criaturas&lt;br /&gt;e  torna  o  mundo  sempre  mais  risonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio  que  o  mundo  é   bom  e,  na  verdade,&lt;br /&gt;quem  faz  o  bem acreditar  não  há  de&lt;br /&gt;que  o  Bem  na  terra  seja  sempre  um  sonho  !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7131048090616159749?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7131048090616159749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7131048090616159749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7131048090616159749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7131048090616159749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/09/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_13.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2653598241780747618</id><published>2008-09-05T09:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T09:46:57.595-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vida  Dolorosa”  conta   uma   vida  sofrida  na  qual  o  destino  alterna,  em crises  de  delírio,  um  duplo papel de  arcanjo  e  de  sicário.  Paladar  de  abutre,  cuja  felicidade  se  nutre  na  chaga  luminosa,  astral  do  seu  tormento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIDA   DOLOROSA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A   minha vida  é  um  belo,  esplêndido  martírio,&lt;br /&gt;risonha  sucessão  de  cruzes  num calvário,&lt;br /&gt;gotas  de  sangue e  suor  nas  pétalas  de  um  lírio,&lt;br /&gt;clarão  de  apoteose  em  fúnebre  cenário  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  se  fosse  um  rei,  um  soberano  assírio,&lt;br /&gt;Sardanapalo (1)   alegre  e  sanguinário,&lt;br /&gt;o  meu  destino  alterna,  em  crises  de  delírio,&lt;br /&gt;o  seu  duplo  papel  de  arcanjo  e  de  sicário  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas  transfigurações  constantes  desta  vida,&lt;br /&gt;Sinto-me  mais  feliz  com  a  alma  dolorida,&lt;br /&gt;em pranto,  a  soluçar,  no  longo  sofrimento  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E,  como  se  tivesse  o  paladar  do  abutre,&lt;br /&gt;minha  felicidade  esdrúxula  se  nutre&lt;br /&gt;na  chaga  luminosa,  astral, do  meu  tormento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)  - Sardanapalo  -  personagem  lendária,  que  a  tradição  clássica  faz  rei  da  Assíria  de  836  a  817  a. J.C.  e  último  descendente  da  fabulosa  Semiramis  (rainha  lendária  da  Assíria  e  de  Babilônia,  a  quem  é  atribuída  a  fundação  dos  jardins  suspensos  e  que  excedeu  em  glória  o  próprio  rei,  seu  marido).  Sardanapalo  é  o  tipo  do  príncipe  devasso,  covarde,  efeminando,  mas  esse  tipo  nada  tem  de  autêntico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2653598241780747618?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2653598241780747618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2653598241780747618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2653598241780747618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2653598241780747618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/09/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6723769966042235469</id><published>2008-08-29T13:37:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T13:42:43.053-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homo  é  o  nome  genérico  da  espécie  humana  e  das  espécies  fósseis  mais  próximas.  Três  as  espécies  sucessivas:  Homo  habilis,  Homo  erectus  e  a  atual,   Homo  Sapiens. O  mestre  glosou   o   Homo  Sapiens  num  inspirado  soneto  que mostramos  a  seguir.&lt;br /&gt; Metazoário, referido pelo  poeta, é o animal, que, segundo  teorias de Ernesto Haeckel, naturalista alemão,  possui orgãos celulares diferenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMO  SAPIENS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem !  Vaidoso  que  és,  simples  metazoário&lt;br /&gt;dotado  de  razão.  Teu  antropocentrismo&lt;br /&gt;vive  dentro de  ti,  como  um  microorganismo&lt;br /&gt;cantando  o  teu  poder  imenso,  extraordinário  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Microscópico  deus,  pigmeu  no   grande  abismo&lt;br /&gt;-          Filho  da  poeira  astral  ou  de  um  cosmozoário  -&lt;br /&gt;descendente,  talvez  de  humílimo  espongiário&lt;br /&gt;ou  flor  da  terra-mãe  em  santo  paroxismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És  grande, és  forte,  és  sábio,  és  quase  onipotente,&lt;br /&gt;és  uma  multidão  de  vidas  celulares&lt;br /&gt;em  perfeito  equilíbrio  e  em  função  permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És  uma  força  em  marcha,  um  poder  intranqüilo&lt;br /&gt;a  querer desvendar  os  mundos  estelares&lt;br /&gt;em busca  de  outro  irmão,  na  ânsia  de  destruí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-x-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em   “Velho  Poeta”  o  Mestre  está  nostálgico  e  melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VELHO  POETA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma  de  luz  banhada  intensamente,&lt;br /&gt;boiando  à  flor  das  águas  do  destino,&lt;br /&gt;o  velho  poeta  é  quase  um  inocente&lt;br /&gt;na  ingenuidade  eterna  de  menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  novo  Homero  ancião, cego  e  divino,&lt;br /&gt;tange  as  cordas  da  lira  e  a  toda  gente&lt;br /&gt;leva  o  clamor  de  um canto  peregrino&lt;br /&gt;-          velha cigarra  sempre adolescente  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na  sucessão  de  albores  e  negrumes,&lt;br /&gt;de  sombras  e auroras  boreais,&lt;br /&gt;seu  coração  é  um  frasco  de  perfumes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre  aberto  a  espalhar  na  imensidade&lt;br /&gt;os  aromas  eternos,  imortais,&lt;br /&gt;-  velho  incensório  azul  da  Humanidade  -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6723769966042235469?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6723769966042235469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6723769966042235469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6723769966042235469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6723769966042235469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/08/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_29.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2284761105793897055</id><published>2008-08-23T06:37:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T06:40:58.534-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Vivere  est  cogitare  ( viver é pensar )&lt;br /&gt;(Cícero  (filosofo,  estadista  e  orador  romano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um  velho  barco .   .  .  as  águas  de  um  rio  (talvez  um  dos  nossos:  o  Matipó  ou  o  Santana) ,  compõem  o  quadro  delineado  pelo  poeta  na  criação  de  “O  BARCO”. &lt;br /&gt;E  na  fantasia  do  poeta  o  barco  tem  uma  quase-vida,  singrando a  água  “em  coleios  de  fauno  voluptuoso”,   beijando-a   e  provocando  um  frêmito  nervoso  e  arrepios  na  sua  “epiderme  alvinitente”.  Parece   feliz,   sem  dor,  sem mágoa,  sobre  um  destino  plácido  e  sereno.  E o  remador,  impregnado  de uma  sensação  estranha,   vê  o  céu  refletido  na  água  e  dentro  de  si  o  paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O   BARCO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho  cisne,  sonâmbulo,  dormente,&lt;br /&gt;embalado,  num sonho  delicioso,&lt;br /&gt;lá  vai o  barco,  vagarosamente,&lt;br /&gt;em  coleios  de  fauno  voluptuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  beija  e  lambe  o  dorso  reluzente&lt;br /&gt;da  água  do  rio.  Um  frêmito  nervoso&lt;br /&gt;Arrepia  a  epiderme  alvinitente&lt;br /&gt;do  rio  langue  em  êxtase  amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o  barco  tosco,  rústico, pequeno,&lt;br /&gt;parece  um  ser  feliz, sem  dor,  sem  mágoa,&lt;br /&gt;sobre  um  destino  plácido  e  sereno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o  remador  lá  vai  remando  a  esmo,&lt;br /&gt;tendo  a  visão  do  céu  lá  dentro  da  água&lt;br /&gt;e  o  paraíso  dentro  de  si mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2284761105793897055?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2284761105793897055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2284761105793897055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2284761105793897055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2284761105793897055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/08/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_23.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-1655188607248991653</id><published>2008-08-17T10:17:00.000-07:00</published><updated>2008-08-17T10:22:01.578-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos  versos  de  “Jogo  de  Cartas”  o  mestre  descreve   as  emoções  que  as  cartas,  tal  qual  um  ser  humano  e  vivo   transmite  ao  jogador;  a  magia  dos   seus  símbolos  vermelhos  e  pretos;  e  as  mágicas  e  ilusões  do  jogo  que  fundem  trevas  e  fabricam  luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOGO DE  CARTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  a  carta  palpita  entre   os  seus  dedos,&lt;br /&gt;no  esfuzilar  do  lance  decisivo,&lt;br /&gt;dá-lhe  a  impressão  de  um ser  humano  e  vivo,&lt;br /&gt;a  revelar  seus  íntimos  segredos  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem-menino,  em  meio  de  brinquedos,&lt;br /&gt;É  um  ser  humano,  simples,  afetivo,&lt;br /&gt;que,  de repente,  ríspido,   impulsivo,&lt;br /&gt;penetra  infernos,  rompe  abismos  tredos  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vermelho  e  negro :   fogo,  incêndio  e  morte  .  .  .&lt;br /&gt;que  símbolos  estranhos  os  da  sorte !&lt;br /&gt;-          losangos,   corações  e  negras  cruzes  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  jogo  há  mágicas  de  ilusionistas,&lt;br /&gt;milagres  de  faquires  e  alquimistas&lt;br /&gt;que  fundem  trevas  e  fabricam  luzes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-1655188607248991653?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/1655188607248991653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=1655188607248991653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1655188607248991653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1655188607248991653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/08/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_17.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-1944632937770128680</id><published>2008-08-08T15:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T15:15:59.640-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura  do  soneto  “Velha  Estrada”  faz-nos  acreditar ter o mestre o composto  em  um  momento  de  melancolia, desilusão  e  decepção.  Ou, quem  sabe,  trata-se de  meras  imagens  poéticas? “ Minha  alma  é  velha  estrada  esburacada  cheia  de  sulcos  longos  e  profundos.” Lamenta  que  “nem  o  tropel  dos  sonhos  vagabundos”  já  não  está   presente  nessa  estrada   como  ocorria  em “ tempos  idos,  prósperos,  fecundos”.  É o que costuma acontecer às  pessoas.   &lt;br /&gt; Reconhece  que   “há uma  vegetação  que  sempre  nasce  sobre  os  caminhos  velhos,  esquecidos,  para  cobrir-lhe  a  hedionda   face”.  Concluindo,  quão  triste  é   a  uma  alma  assim  se  expor,  “de  escombros  nus,  patentes  e  despidos,  na  exaltação  inglória  da  vergonha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VELHA  ESTRADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha  alma  é  velha  estrada  esburacada,&lt;br /&gt;cheia  de  sulcos  longos  e   profundos,&lt;br /&gt;-          caminho  que  conduz  a  ignotos  mundos&lt;br /&gt;perdidos  na  distância  ilimitada  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alma  deserta  e  só  .  .  .  silêncio  e  nada  .  .  .&lt;br /&gt;nem  o  tropel  dos  sonhos  vagabundos&lt;br /&gt;que  em  tempos  idos,  prósperos,  fecundos,&lt;br /&gt;galopavam  garbosos  nessa  estrada .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há  uma  vegetação que  sempre  nasce&lt;br /&gt;sobre  os  caminhos  velhos,  esquecidos,&lt;br /&gt;para  cobrir-lhe  a  hedionda  face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  é triste  que  uma  alma  assim  se  exponha,&lt;br /&gt;de  escombros  nus,  patentes  e  despidos,&lt;br /&gt;na  exaltação  inglória  da  vergonha .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-1944632937770128680?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/1944632937770128680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=1944632937770128680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1944632937770128680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1944632937770128680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/08/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_08.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6059362480384177116</id><published>2008-08-01T06:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T06:34:21.588-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Miragem   Desfeita”  é  um  retrato  de  vida.  Pode  ser  uma  auto – análise.  Pode  também  ser  devaneios  do poeta.  A  sua  leitura,   contudo,   faz-nos  meditar  e  leva-nos  à  individualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MIRAGEM  DESFEITA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visionário  que  fui :  quantas  quimeras&lt;br /&gt;Alimentei  nos  tempos  de  menino !&lt;br /&gt;Grandezas,  glórias,  luxo  peregrino,&lt;br /&gt;Fausto  sem  par  sonhei  naquelas  eras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois  cresci;  floridas  primaveras&lt;br /&gt;nutriram  de  perfume  o  meu  destino.&lt;br /&gt;Fui  um  eleito, um ser  semidivino,&lt;br /&gt;Um  singrador  de  altíssimas  esferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou-se  o tempo.  Agora  envelhecendo,&lt;br /&gt;Meu  grande  sonho  vai-se  dissolvendo&lt;br /&gt;de  minha  alma  aos  íntimos  refolhos  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o  meu  castelo  ideal  de  tantos  anos&lt;br /&gt;vai-se  diluindo  ao  sol  dos  desenganos&lt;br /&gt;e  se  desfaz  em  lágrimas  nos  olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6059362480384177116?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6059362480384177116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6059362480384177116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6059362480384177116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6059362480384177116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/08/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-795560383079373406</id><published>2008-07-25T10:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-25T10:11:49.721-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  obras  artísticas  -  poesias. . .  pinturas. . .   -   representam  o  estado  emocional  do  seu  autor   no  momento   da  criação.  Nem  sempre,  porém,  de  cunho  individual. O  “ POEMA  NEGRO “  deixa  transparecer  amargura  no  fim  de  uma  luta  gloriosa  e  vitoriosa.  Catástrofe  de  fim,  pânico  e  desespero,  muita  cousa  de  Dante  o  divino  Dante,  e  um  pouquinho  de  Homero,  como  fala  o  poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POEMA  NEGRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  meus  poemas  têm  ruídos  de  estertores&lt;br /&gt;ritus  e  contorções,  espasmos  de  agonia,&lt;br /&gt;algo  de  sepulcral  sobre  a  fisionomia&lt;br /&gt;na  estranha  lividez  dos  últimos  palores  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São  câmaras  de  morte  enfeitadas  de  flores,&lt;br /&gt;vésperas  de  velório, esboços  de  elegia;&lt;br /&gt;cantos  de  pôr – do  - sol,  nénias  de  fim  do dia,&lt;br /&gt;na  cristalização  total das  grandes  dores  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catástrofes  de  fim,  pânico  e  desespero&lt;br /&gt;-          muita  cousa  de  Dante  e  um  pouquinho  de  Homero,&lt;br /&gt;últimos  quadros  da  alma  atormentada  e  exangue,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se  em  meus  versos  há  ressaibos  da  cicuta&lt;br /&gt;Que  me  dão  a  beber  ao  término  da  luta,&lt;br /&gt;é  que sinto  o  torpor  da  morte  no  meu  sangue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-795560383079373406?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/795560383079373406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=795560383079373406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/795560383079373406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/795560383079373406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/07/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_25.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8926586469782541206</id><published>2008-07-18T13:35:00.000-07:00</published><updated>2008-07-18T13:39:26.235-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A sensibilidade anímica   do  poeta;  o  aspecto  social;  as  atribulações  e  os  sofrimentos   da  vida  humana  estão  no  soneto  “O  CARREGADOR”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  CARREGADOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vergado  ao  peso  enorme  do  volume&lt;br /&gt;e  ruminando  o  fel  da  vida  amarga,&lt;br /&gt;eis  o  homem  cuja  vida  se  resume&lt;br /&gt;em  ser  paciente  azêmola  de  carga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doem-lhe  os  rins  e  sente  em  cada  ilharga&lt;br /&gt;a  pressão  de  um  punhal  de  afiado  gume&lt;br /&gt;-          Atlas  de  dorso  nu  e  espádua  larga&lt;br /&gt;que  canta  por  disfarce  ou  por  costume –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó  meu irmão  de  músculos  retesos,&lt;br /&gt;de  olhos  em  brasa  eternamente  acesos&lt;br /&gt;e  compleição de  lutador  romano,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu  não  invejo  o  teu  vigor  de  atleta,&lt;br /&gt;porque  na  alma  raquítica  de  poeta&lt;br /&gt;carrego  o  peso  do  tormento  humano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8926586469782541206?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8926586469782541206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8926586469782541206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8926586469782541206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8926586469782541206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/07/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_18.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3906804427103054790</id><published>2008-07-11T13:26:00.000-07:00</published><updated>2008-07-11T13:30:52.048-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  for  escrita  a  “ HISTÓRIA  DO  ENSINO”   em  Raul  Soares  o mestre  Edward  Leão  terá  um  lugar  de destaque. Foi  professor  do  Ginásio  São Sebastião,  desde a  sua  fundação nos  anos  40;  uma  iniciativa  louvável  do  Prof.  Alberto  Álvaro  Pacheco,  educador  de  Viçosa.&lt;br /&gt; Em  1945,  em conseqüência  de  algumas  turbulências  administrativas, assumiu  a  direção  do São Sebastião  o  médico  Dr.  Heitor  Soares  de  Moura,  figura  humana  admirável, descendente  do    Dr.  Raul Soares,  influente  político  mineiro  com  destacada  atuação  no  País  e  em  Minas  Gerais.&lt;br /&gt; Foi  a  fase  áurea  do  Ginásio  São  Sebastião,  transformado  em  Instituto  São  Sebastião, já  sob  a  direção  do  Dr.  Hugo  de  Aquino  Leão,  que  se  tornou  o  proprietário  do estabelecimento  de  ensino.  Os  cursos  Normal  e  de  Contabilidade  foram  incluídos  no  currículo  dando,  assim,  a muitos  pais,   condições  de  uma melhor preparação  escolar  para  os  seus  filhos  e  uma  ferramenta  de  trabalho  para  os  mesmos.  Além  de  que,  abriu  para  muitos   o  caminho  para  a  faculdade.&lt;br /&gt;O  mestre  Edward  Leão,  um  amante  da  música,  presenteou  o  Ginásio  São  Sebastião  com  a letra e música  do  hino oficial  da  saudosa  Casa  de  Ensino.  Uma  página  de  saudade  que  certamente  emoções  proporcionará  aos   ex – alunos  do  São  Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HINO  OFICIAL  DO  GINÁSIO  SÃO   SEBASTIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira   parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colegas  cantemos  alegres, ufanos,&lt;br /&gt;a  glória  sem  par  deste  facho  de  luz !&lt;br /&gt;Farol que  ilumina  e  desvenda  os  arcanos&lt;br /&gt;do  livro  que  ensina,  aprimora  e  conduz !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estribilho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ginásio  querido !  Jamais  esquecido,&lt;br /&gt;serás  na  memória  de  quem  te  conhece !&lt;br /&gt;És  límpida  fonte,  dourado  horizonte,&lt;br /&gt;aurora  que  fulge,  rosal  que  floresce !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudamos  as  cores  nos  teus  arrebóis,&lt;br /&gt;querido  Ginásio  de  São  Sebastião !&lt;br /&gt;rosário  de  gemas,  de  estrelas,  de  sóis&lt;br /&gt;Formando  diadema  de  luz  n’amplidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3906804427103054790?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3906804427103054790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3906804427103054790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3906804427103054790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3906804427103054790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/07/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_11.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2287181537847330245</id><published>2008-07-04T10:25:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T10:29:32.730-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O soneto  “Árida  Paisagem”  parece-nos  uma  auto -  análise.&lt;br /&gt;“No  áspero  deserto  da  vida  passaram  caravanas  de  ilusões, marchando a esmo como  estranhas  e  fantásticas  visões. “  E  afoito,  “ como  um  sonho  louco” acaba  sumindo  no  abismo  de  um  areal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRIDA  PAISAGEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De  minha  vida  no  áspero  deserto&lt;br /&gt;passaram  caravanas  de  ilusões,&lt;br /&gt;marchando  a  esmo, sob  o  céu  aberto,&lt;br /&gt;como  estranhas,  fantásticas  visões  .  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentavam  repousar no  abrigo  incerto&lt;br /&gt;que  a  ventura  constrói  nos  corações&lt;br /&gt;-          esses  oásis  que  se  vêem  perto&lt;br /&gt;no  lampejar  das  alucinações  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no  meio  delas,  beduíno  errante,&lt;br /&gt;com  clarões  de  apoteose  no  semblante,&lt;br /&gt;ia  a  galope o  príncipe  Ideal  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sublime  e  afoito  como  um  sonho  louco,&lt;br /&gt;fugia  na  distância,  pouco  a  pouco,&lt;br /&gt;sumindo-se  no  abismo  do  areal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2287181537847330245?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2287181537847330245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2287181537847330245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2287181537847330245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2287181537847330245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/07/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5014341039449047044</id><published>2008-06-28T06:30:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T06:36:32.626-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  força  da  renovação  se  faz  presente  na  vida  e  nas  atividades  humanas. Vibração  e  trabalho  são  diretrizes  básicas.  Da  terra  magnânima  novos  frutos  surgem  a  cada  dia.  E  o  homem,  pobre  mortal,  revive  na  família  como  um  prolongamento  da  sua  existência  levando  ao  infinito  “sua  eterna  aflição,  seu destino  maldito.”&lt;br /&gt;Em palavras  vibrantes  e convincentes  o  mestre  Edward  Leão  firma  conceitos  e  toca  a  nossa  alma  e  o  nosso  espírito  no  poema  “Renovação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RENOVAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  tudo há  vibração  de  vida  e  de  trabalho;&lt;br /&gt;Quer  no  choque  brutal  da  bigorna  e  do malho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no  estrídulo  ranger  das  limas  e  das  serras,&lt;br /&gt;no  contínuo  rodar  do  arado  sobre  as  terras,&lt;br /&gt;quer  na  mão  que  semeia  ou  na  que  colhe  os  frutos,&lt;br /&gt;nos  pés  que galgam  sós  os  alcantis  abruptos,&lt;br /&gt;nos  que  pisam de leve as lajes  dos  mosteiros,&lt;br /&gt;nos  que  caminham  nus  por  entre  os  espinheiros,&lt;br /&gt;nos  braços  que  erguem  pás  e  movem  as  charruas,&lt;br /&gt;nos  que,  pelo  dever,  vibram  espadas  nuas.&lt;br /&gt;Em  toda  parte  há  força,  há  vibração,  há  vida,&lt;br /&gt;músculos  em  ação,  energia  perdida,&lt;br /&gt;seiva  que   se  consome  e  sempre  se  renova,&lt;br /&gt;nessa  existência  velha  e  eternamente  nova.&lt;br /&gt;Vidas  em  transição,  em  curso,  em  movimento  .  .  .&lt;br /&gt;Tomba  da  haste  uma  flor,  nasce  um  novo  rebento,&lt;br /&gt;e  o  fruto  que  apodrece  inútil  sobre  a  terra&lt;br /&gt;é  somente  que  brota  e  que  outra  vida  encerra.&lt;br /&gt;Nesse  eterno  vaivém,  nessas  alternativas,&lt;br /&gt;Baloiçam  gerações  -  humanas  forças  vivas  -&lt;br /&gt;que se  gastam  na   mó – ciclópica  da  luta.&lt;br /&gt;Pobres  entes  em  choque,  em  trágica  disputa&lt;br /&gt;pela conservação  egoísta  do  ser :&lt;br /&gt;Homens  que  são  mortais  mas  que  hão  de  reviver&lt;br /&gt;na  prole  que  prolonga  e  leva  ao  infinito&lt;br /&gt;sua  eterna  aflição,  seu  destino  maldito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5014341039449047044?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5014341039449047044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5014341039449047044' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5014341039449047044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5014341039449047044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/06/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_28.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5959620558465952040</id><published>2008-06-21T06:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-22T15:08:47.215-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Procelas” o poeta bosqueja a sensação de alguém arremetido a esmo, em desvario, dançando ao som de uma flauta bárbara, comparando-o a um náufrago, subjugado pelo mar colérico e selvagem.&lt;br /&gt;O destino de todo ser humano tem muito de comum ao quadro que, com requinte, está explícito nas palavras do mestre Edward Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCELAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar bramindo, o mar uivando, o mar&lt;br /&gt;colérico a espumar como um demente&lt;br /&gt;arroja o náufrago ora para a frente&lt;br /&gt;ora para o outro lado a praguejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um felino titânico a gozar&lt;br /&gt;o suplício da vítima impotente:&lt;br /&gt;quer espremer-lhe a vida lentamente,&lt;br /&gt;aniquilando-a, aos poucos, devagar . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também o meu destino é como o oceano:&lt;br /&gt;brinca comigo num delírio insano,&lt;br /&gt;com crueldades torvas de felino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arremessado a esmo, em desvarios,&lt;br /&gt;eu danço nesta vida aos sons bravios&lt;br /&gt;da flauta bárbara do meu destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5959620558465952040?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5959620558465952040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5959620558465952040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5959620558465952040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5959620558465952040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/06/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_21.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3088319898851257393</id><published>2008-06-13T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T06:29:37.528-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinqüentenário  sempre  mexe  com  o  emocional  das  pessoas.&lt;br /&gt;Começo  do  fim,  dizem  os mais céticos.&lt;br /&gt;Com  o  avanço  da  ciência,  outra  é  a  perspectiva.&lt;br /&gt;O  cinqüentenário  pode  ser  considerado   o  marco  de uma fase  das  mais  produtivas  e  realizadoras  do  homem;  com  fundamentos  sólidos calcados  na   experiência  e   conhecimentos   acumulados.&lt;br /&gt;Provavelmente,  neste  século,  o  estigma  dos  cinqüenta  ceda  espaço para os cem nas  preocupações  existenciais  humanas.&lt;br /&gt;O  mestre  Edward  Leão  em  dois  sonetos  - “Crepúsculo” e  “Velho  Poeta” -   se  ocupou  do  assunto,   com  a  maestria  habitual .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREPÚSCULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproxima-se  o  meu  cinqüentenário,&lt;br /&gt;como  um  imperativo  da  existência:&lt;br /&gt;Traz  na  boca  o  sorriso  de  clemência&lt;br /&gt;de  um  patriarca valetudinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante  a  vida,  em  cada  aniversário,&lt;br /&gt;desde  a  fronteira  azul  da  adolescência,&lt;br /&gt;guardei  moedas  de  reminiscência&lt;br /&gt;do  coração  no  humilde  relicário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  permutando  os sonhos  por  lembranças&lt;br /&gt;fui-me  despindo,  aos  poucos,  de  esperanças,&lt;br /&gt;sabendo  envelhecer  como  uma  planta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque  o  segredo  da  felicidade&lt;br /&gt;é  transformar  o  sol  da  mocidade&lt;br /&gt;em  noite  de luar  tranqüila  e  santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;///  ## ///&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VELHO  POETA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma  de  luz  banhada  intensamente,&lt;br /&gt;boiando  à  flor  das  águas  do  destino,&lt;br /&gt;o  velho  poeta  é  quase  um  inocente&lt;br /&gt;na  ingenuidade  eterna  de  menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E,  novo  Homero  ancião,  cego  e  divino,&lt;br /&gt;tange  as  cordas  da  lira  e  a  toda  gente&lt;br /&gt;leva  o  clamor  de  um  canto  peregrino&lt;br /&gt;- Velha  cigarra  sempre  adolescente –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  sucessão  de  albores  e  negrume,&lt;br /&gt;de  sombras  e  auroras  boreais,&lt;br /&gt;seu  coração  é  um  frasco  de  perfumes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre  aberto  a  espalhar  na  imensidade&lt;br /&gt;os  aromas  eternos,  imortais,&lt;br /&gt;-  Velho incensório  azul  da  Humanidade  -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3088319898851257393?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3088319898851257393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3088319898851257393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3088319898851257393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3088319898851257393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/06/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_13.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-1798598750540797208</id><published>2008-06-06T14:19:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T14:24:20.001-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os  poetas  de  todas  as  nações,  raças,  idade  e  crenças  religiosas,  vivem harmoniosamente em um mundo  muito  especial, cheio de magia e belezas  mil -  O  MUNDO  DOS SONHOS E DAS FANTASIAS.  Cantam a  Natureza,  falam  de  alegrias  e  das  tristezas, rejubilam  com  a  felicidade,   sofrem  com  as  fatalidades.&lt;br /&gt;Viajando  por  este  mundo  imaginário  deparamos   o  poeta  maior  de  Raul  Soares -  Edward  Leão. Deixemo-nos  invadir pelo  seu  estilo  elegante,  pela  riqueza  das  imagens, pela linguagem  pura e   a  profundidade de  suas  análises  e  conceitos,  frutos  da  sua  cultura  invejável.  A poesia  de Edward  Leão  retrata  gente,  costumes,  anseios,  angústias,  paixões,  esperanças   .  .  .&lt;br /&gt; Um  tema  árido  e  incomum   -  FEIO  -,  motivou a criação  de  um  soneto de estrofes  bem  concatenadas  e  estruturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feio, hediondo  -  Quasímodo (1)  ou  Vulcano  (2)&lt;br /&gt;corpo mal  feito,  exóticas  feições,&lt;br /&gt;hei-lo a  integrar o aglomerado  humano,&lt;br /&gt;embora  incluído  entre  as  aberrações  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa  a  vida  a  enganar-se  e,  nesse  engano,&lt;br /&gt;tem  delírios  de  estranhas  proporções :&lt;br /&gt;Julga-se  um  mago,  um  semi – deus  indiano&lt;br /&gt;e  se  desdobra  em  transfigurações .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive  exilado  em  meio  à  humanidade  -&lt;br /&gt;constrangido  em  complexos  de  humildade,&lt;br /&gt;vai  bebendo  a  amargura  em alta  dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inveja  a  larva  que  há  de  ser  falena :&lt;br /&gt;-          Bem  mais  feliz  é  aquela  irmã  pequena&lt;br /&gt;Que espera a glória da metamorfose  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1)    Quasímodo  -  Indivíduo  deformado; mostrengo. Personagem  de  Notre – Dame de  Paris  (O  corcunda de  Notre – Dame),  de  Victor  Hugo. É  o  sineiro  da  catedral  de  Notre – Dame  que,  segundo  uma  concepção  cara  ao  escritor,  oculta,  sob  o aspecto  grotesco de suas  deformações  físicas,  a  mais  sublime  delicadeza de  sentimento.&lt;br /&gt;(2)    Vulcano,  o  deus do  fogo  e  do  metal  dos  Romanos,  filho  de  Júpiter  e  de  Juno,   marido  de  Vênus. Quando  nasceu,  era  tão  feio  que  a  mãe  o  precipitou  do  Olimpo  (nome  de  várias  montanhas  da  Grécia  antiga);  o  infeliz  caiu  na  ilha  de  Lemnos  (ilha  grega  do  Arquipélago,  hoje  Lemno)  e  ficou  coxo.  Estabeleceu  debaixo do  Etna  (vulcão da  Sicília)  forjas,  onde  trabalhava  com  os  Ciclopes (segundo  a  Fábula  gigantes  monstruosos,  com  um  só  olho  no  meio  da  testa. A  história  supõe que esse  nome  designa  os  primeiros  habitantes  da  Sicília).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-1798598750540797208?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/1798598750540797208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=1798598750540797208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1798598750540797208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1798598750540797208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/06/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3235675872755303108</id><published>2008-05-30T11:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T11:36:30.264-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O soneto  é  uma  composição  de  origem  italiana  com  fórmulas  definidas  de  apresentação. O  último  verso  deve  encerrar  a  essência  dos  pensamentos,  numa  expressão  perfeita, sendo  considerado  a  chave  de  ouro  da  composição.&lt;br /&gt;O  mestre  Edward  Leão  foi  no  gênero  um   competente  e  inspirado  poeta.&lt;br /&gt;Atendendo  à  solicitação  de  admiradores lançou  na  primeira  página  de  álbuns  os  sonetos  “ÀTRIO”   e  “PÓRTICO”  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁTRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um  livro  em  branco  é  um  coração  de  criança&lt;br /&gt;sem imagens,  sem  cor e  sem  tormentos.&lt;br /&gt;-          terra virgem  à  espera  de  rebentos  -&lt;br /&gt;-          mundo  povoado  apenas  de  esperança  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álbum  .  .  .  solo  feraz  onde  se  lança&lt;br /&gt;A  sementeira  dos  encantamentos&lt;br /&gt;Que  desabrocham  ao  sabor  dos  ventos&lt;br /&gt;nas  corolas  doiradas  da  lembrança  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  cada  folha  branca  em  que  se  escreve&lt;br /&gt;perde  a  alvura  puríssima  da  neve&lt;br /&gt;e  toma  a  cor  de  cada  inspiração  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó  tu,  que  vais  abrir  este  livrinho,&lt;br /&gt;abre-o,  mas  com  cuidado  e  com  carinho:&lt;br /&gt;Olha  que  estás  abrindo  um coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-   #  #  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÓRTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste  livro  de  versos  escolhidos&lt;br /&gt;pelo  gosto  sutil de  uma  rainha&lt;br /&gt;talvez  pareça  grande  audácia  minha&lt;br /&gt;lançar  meus  versos  tão descoloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  as  entradas  dos jardins  floridos&lt;br /&gt;nem  sempre  têm  o  encanto  que  convinha  .  .  .&lt;br /&gt;ao  contemplá-las  nunca  se  advinha&lt;br /&gt;o  esplendor  dos  tesouros  escondidos  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  embora  aqui  devesse  estar  um  poema&lt;br /&gt;-          arco  de  luz  numa  fachada  nobre  -&lt;br /&gt;de  fronte  real  esplêndido  diadema  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;só   pus  estas  estrofes.  Mas,  sou  franco,&lt;br /&gt;e  penso  que  esta  página  tão  pobre&lt;br /&gt;melhor  seria  que  estivesse  em  branco . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3235675872755303108?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3235675872755303108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3235675872755303108' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3235675872755303108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3235675872755303108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/05/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_30.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2782665188105671395</id><published>2008-05-23T13:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-23T14:05:10.889-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>A explosão  da  Natureza -  presente  na  primavera  -  a  estação  mais  bela  do  ano,  é  cantada  em  prosa  e  verso.  Em  o  poema  “A  PRIMAVERA”   o  poeta  confronta  a  “humana  mocidade” e o despertar  da  Natureza   para  concluir pela  harmonia  com  “hinos  de  glória  à  Vida  e  à   Mocidade”. É  uma composição com  muitas  estrofes,  ao  estilo  das  Escolas  Provençal  e  Palaciana  ou  Espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                          A  PRIMAVERA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa  noite  de  festas e  esplendores,&lt;br /&gt;em  turbilhões  de  luzes  e  de  cores,&lt;br /&gt;uma  jovem  de  exótica  beleza&lt;br /&gt;viu  surgir  de  uma  alfombra  a  Natureza,&lt;br /&gt;vestida  de estrelas  e  de  rosas,&lt;br /&gt;que,  vindo  de  regiões  misteriosas,&lt;br /&gt;como  uma  nova  e  esplêndida  Belkis,&lt;br /&gt;por  um  capricho, aquela  noite,  quis&lt;br /&gt;mostrar  ao  mundo  a  sua  majestade&lt;br /&gt;e  encher  de  inveja  a  humana   mocidade,&lt;br /&gt;que  se  dizia  irmã  da  primavera,&lt;br /&gt;eternizando  uma  infantil  quimera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a deusa  augusta,  soberana e altiva,&lt;br /&gt;diante  da  moça  palpitante  e  viva,&lt;br /&gt;assumindo  uma  olímpica  atitude,&lt;br /&gt;falou : -  mulher,  a  tua  juventude&lt;br /&gt;é  claridade  efêmera  e  fugaz.&lt;br /&gt;É  um  castelo  de  cartas;  se  desfaz,&lt;br /&gt;transformando-se  em  tristes  desenganos&lt;br /&gt;Ao  sopro  vil  dos  dias   e dos  anos.&lt;br /&gt;A  Primavera  volta,  e  as  flores  são&lt;br /&gt;milagre  eterno  de  renovação.&lt;br /&gt;A  tua  mocidade  vai-se  embora&lt;br /&gt;e  dura  sob  o  espaço  de  uma  hora.&lt;br /&gt;Estremeceram  frondes  nas  áleas.&lt;br /&gt;Ouviram-se  zumbidos  nas  colmeias.&lt;br /&gt;Encheram-se  os  espaços de  chilreios&lt;br /&gt;da  Natureza  aos  trêmulos  anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante  da  deusa  a  jovem  se  levanta,&lt;br /&gt;dando  a  palavra  ao  coração  que  canta.&lt;br /&gt;Despindo  a  timidez,  fala  à  Rainha:&lt;br /&gt;-          Sou  moça  e  bela  e  a  Natureza  é  minha.&lt;br /&gt;Tenho ilusões  que  são  o  meu  tesouro.&lt;br /&gt;Tenho  sonhos  que  valem  todo  o  ouro,&lt;br /&gt;toda  a  riqueza  imensa  do   Universo.&lt;br /&gt;Tenho  a  poesia  na  alma  e,  em  cada  verso,&lt;br /&gt;palpitam  mundos,  resplandecem  astros.&lt;br /&gt;Piso  de  leve  a  terra  e  nos  meus  rastros&lt;br /&gt;brotam  flores,  cintilam  colibris .  .  .&lt;br /&gt;eu  não  te  invejo,  ó  deusa,  eu  sou  feliz!&lt;br /&gt;Se  a  vida  não  é  mais  que  uma  quimera,&lt;br /&gt;a  mocidade  é  mais  que  a   primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diluíram-se  no  espaço  acordes  de  harpas.&lt;br /&gt;Vibraram  harmonias  nas  escarpas.&lt;br /&gt;E o som e a  luz,  tremendo  de  emoção,&lt;br /&gt;mandaram que  as  estrelas,  na  amplidão,&lt;br /&gt;Cantassem,  em  soberba  majestade,&lt;br /&gt;hinos  de  glória  à  ida  e  à    Mocidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2782665188105671395?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2782665188105671395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2782665188105671395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2782665188105671395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2782665188105671395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/05/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_23.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5141708496618390175</id><published>2008-05-15T11:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T11:06:58.245-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  primeira  página  do  livro  “Alma  Errante”  o  mestre  homenageou   Mário  Mendes  Campos,  J.  Cunha  Lages  e  Theodosio  de  Aquino,  “meus  mestres  e  meus  amigos”.&lt;br /&gt;   Dedicou  alguns  sonetos  a  diletos amigos  retribuindo  gentilezas.  “Idílio Doirado”,  ao  escritor  Edgard  de  Vasconcelos;   “A  Orquídea”,  ao  médico  Dr.  Carlos  Berla  e  “Sono”,  ao  poeta  Gonçalves  da  Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IDÍLIO   DOIRADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela  era  minha  e  tive-a  nos  meus  braços,&lt;br /&gt;chorei  com  ela  as  dores  do  meu  peito.   .   .&lt;br /&gt;cantamos  em  uníssono  perfeito&lt;br /&gt;como  se  presos  em  eternos  laços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hinos  de  glória  ecoavam  nos  espaços.&lt;br /&gt;E o meu  orgulho  esplêndido de eleito&lt;br /&gt;compunha  estrofes  no  conchego  estreito&lt;br /&gt;dessa  Musa  ideal  de  estranhos  traços  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela – a beleza  eterna  eterna,  imperecível  -&lt;br /&gt;livre  das  contingências,  intangível,&lt;br /&gt;segue  na  rota  de  ouro  das  auroras  .  .   .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  eu,  que  assistí  a  própria  derrocada,&lt;br /&gt;vivo  lembrando essa  ilusão  doirada&lt;br /&gt;no  turbilhão  dos  dias  e  das  horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       ##&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  ORQUÍDEA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planta  selvagem,  rústica,  esquisita,&lt;br /&gt;vivendo  à  custa de  árvores  adultas,&lt;br /&gt;com  raízes  aéreas,  insepultas,&lt;br /&gt;no  dorso  do  galho  que  se  agita  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Longe  do  mundo, alheia  às  turbamultas,&lt;br /&gt;prefere  a  condição  de  parasita&lt;br /&gt;na  solidão  olímpica,  infinita,&lt;br /&gt;das  florestas  inóspitas,  incultas  .  . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  reino  virgem da floresta  rude&lt;br /&gt;abre-se  a  flor  da  orquídea  rara  e  bela,&lt;br /&gt;magnífica  na  forma  e  na atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  do  mar  verde  esplêndida  sereia&lt;br /&gt;-  um  pouco  de  mulher,  algo  de  estrela –&lt;br /&gt;deslumbra  os  olhos  do  Homem,  que ela  odeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  ## -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  SONO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  sono  é  fuga,  exílio  delicioso&lt;br /&gt;espécie  de  balanço veneziano&lt;br /&gt;todo  coberto  de  um  etéreo  pano&lt;br /&gt;feito de  brisas,  leve  e  vaporoso  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  alma  liberta  do  casulo  humano&lt;br /&gt;vence  abismos  no  espaço  misterioso,&lt;br /&gt;cavalga  o  próprio  sol,  corcel  fogoso,&lt;br /&gt;colhe  estrelas  no  fundo  do  oceano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fração  de  morte,  fim  sem  sepultura,&lt;br /&gt;-  interlúdio  de  mágica  ventura  -&lt;br /&gt;em  que  o  homem  se  eleva,  e  sem  que  o  note,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rompe  as  cadeias  deste  cativeiro,&lt;br /&gt;como  um  pagem  armado  cavaleiro&lt;br /&gt;ou  Sancho  promovido a  D. Quixote&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5141708496618390175?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5141708496618390175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5141708496618390175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5141708496618390175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5141708496618390175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/05/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_15.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-1453863228310764744</id><published>2008-05-08T09:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-08T09:53:43.113-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário                               &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom filho,  extremado  chefe  de  família,  o  mestre   em versos  inspirados  homenageou  o  pai,  em  “ALTIVEZ”;  à  esposa e os filhos,  em   “BODAS  DE  PRATA”   e  os  netos  em “A  MEUS  NETOS”.  Dificilmente  o  leitor  sensível  às  coisas  simples  e  importantes  da  vida deixará  de  se   emocionar  com  a  leitura  destes  poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALTIVEZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( A  meu  pai )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto  da  hostilidade  a  fera  sanha&lt;br /&gt;tolher-me  o  passo  em  meio do  caminho&lt;br /&gt;em  vão  o  róseo  ideal  que  me  acompanha&lt;br /&gt;tenta  da  estrada  desfazer    o   espinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da  humanidade  irônica,  tamanha,&lt;br /&gt;um  riso  mau, sarcástico,  mesquinho:&lt;br /&gt;Eis  o  meu  companheiro  na  campanha&lt;br /&gt;rude  da  vida  que  travei   sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas  seguirei  impávido,  solene,&lt;br /&gt;calcando  a  inveja  cancerosa,  infrene,&lt;br /&gt;que  em  baixo de  meus  pés  formou  seu leito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  deste  mundo  o  estúpido  barulho&lt;br /&gt;jamais  há  de  abater  o  meu  orgulho&lt;br /&gt;-  única  flama  que  me  escalda   o  peito –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  ## -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BODAS  DE  PRATA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A  minha  esposa )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece  que  foi   ontem  e,  no  entanto,&lt;br /&gt;já  vinte  e  cinco  anos  se  passaram&lt;br /&gt;desde  que  as  nossas  vidas  se  enlaçaram&lt;br /&gt;num   só  destino  afortunado  e santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num  revezar  de  risos  e  de  pranto,&lt;br /&gt;tristezas  e  alegrias  se  alternaram.&lt;br /&gt;E  nossos  filhos,  um  a  um,  chegaram,&lt;br /&gt;enchendo  a  casa  de  celeste  encanto .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De  nossas   lutas  as  vitórias  todas&lt;br /&gt;se  resumem apenas  nestas  bodas,&lt;br /&gt;na  expressão  emotiva  desta  data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas,  minha  amiga,  em  nossa  fronte  agora&lt;br /&gt;fulgem  clarões  de  gloriosa  aurora&lt;br /&gt;no   esplendor  dos  cabelos  cor  de  prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ##-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  meus netos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  meus  netos  estiverem  grandes&lt;br /&gt;e a  morte   me  afastar  do  seu  convívio,&lt;br /&gt;talvez  um  deles  se  interesse  um  pouco&lt;br /&gt;por  cousas  velhas  e  papéis  inúteis,&lt;br /&gt;e  abra  este  livro,  então.  Rir-se-á  talvez  .  .  .&lt;br /&gt;mas  é  possível  que  em  sua alma  ecoem&lt;br /&gt;atávicas  ressonâncias  .    .    .&lt;br /&gt;e  estes  retalhos  lívidos  de  sonho,&lt;br /&gt;na  paisagem  nevoenta  da  saudade,&lt;br /&gt;talvez  palpitem  cheios  de  ternura&lt;br /&gt;no  trêmulo  murmúrio  de  uma  benção.&lt;br /&gt;E  teremos,  então,  vencido  o  tempo  e  a  morte&lt;br /&gt;e  cantaremos  como  dois  irmãos  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-1453863228310764744?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/1453863228310764744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=1453863228310764744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1453863228310764744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1453863228310764744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/05/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_08.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8711751441534317042</id><published>2008-05-02T15:08:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T15:10:06.442-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bêbado e  Meu Mistério são dois sonetos produzidos no verdor dos anos do poeta.&lt;br /&gt;Retratam as deficiências e as vicissitudes da existência humana.&lt;br /&gt;O Bêbado pode ser a história de um amigo ou algum conhecido. Ou, simplesmente, uma criação do imaginário do poeta. É atual. Fácil ali identificar-se muitas figuras do nosso dia-a-dia.&lt;br /&gt;Meu Mistério é um lamento, uma confissão, uma constatação dramática, bem a gosto da sensibilidade dos poetas Pode ser uma auto-análise ou uma viagem á alma sofrida de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BÊBADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um rapaz de modos elegantes,&lt;br /&gt;feições bonitas e fidalgos traços,&lt;br /&gt;que andava ás tontas, ensaiando os passos,&lt;br /&gt;trocando as pernas bambas, hesitantes. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quantas vezes, de olhos chamejantes,&lt;br /&gt;falando a sós e sacudindo os braços,&lt;br /&gt;vi-o na rua á moda dos palhaços&lt;br /&gt;fazendo esgares para os circunstantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube-o mais tarde: ele era um desgraçado&lt;br /&gt;que tinha uma tragédia no passado&lt;br /&gt;e queria esquecer o mal sem cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas trazia um demônio na memória&lt;br /&gt;que vivia apregoando a sua história,&lt;br /&gt;reproduzindo a sua desventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                -  X X –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEU MISTÉRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sorriso alegre que me enflora&lt;br /&gt;o lábio a contar que sou feliz&lt;br /&gt;é como o riso falso de uma atriz,&lt;br /&gt;dissimulando o tédio que a devora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a frase zombeteira que me ouvis&lt;br /&gt;deitar sorrindo pela boca a fora&lt;br /&gt;é o fingimento de quem sofre, embora&lt;br /&gt;não se revele no que o lábio diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, num contraste acerbo, enquanto o rosto&lt;br /&gt;tenta ocultar as sombras do desgosto,&lt;br /&gt; este destrói-lhe a primitiva cor . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este sorriso alegre que aparento&lt;br /&gt;é a ironia falaz do sofrimento,&lt;br /&gt;é contratura histérica da Dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8711751441534317042?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8711751441534317042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8711751441534317042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8711751441534317042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8711751441534317042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/05/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5468751162144547035</id><published>2008-04-27T07:03:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T07:09:26.797-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  “Beijos” e  “Eurico” o  poeta  extravasa  o seu  lirismo.  “Eurico” dedica à  cunhada  Hermengarda.  Pelagio,  referido  em  “Eurico”,  é  o  guerreiro  visigodo que depois da batalha de Guadalete (711)  refugiou-se com um punhado de companheiros nas  montanhas da Cantabria  (região da Espanha Tarraconense,  rebelde ao jugo romano até aos tempos de Augusto). Em  1718  desbaratou os  Moiros  em  Covadonga,  iniciando  a  guerra  de  Reconquista. Fundou o reino das Asturias.   Pelagio é uma das grandes figuras da história da Espanha ( séc. VII e  VIII).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BEIJOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu  vejo  sempre  o  céu  fitando  a  Terra,&lt;br /&gt;vejo  a  Terra  também  fitando  o  Céu,&lt;br /&gt;mas  não  desvendo  o  misterioso  véu&lt;br /&gt;que  esse  amor  infeliz,  há  tanto,  encerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho  mesmo  a  ilusão  de  que  esse  incréu&lt;br /&gt;disputa  a  amada  à  sorte  em  plena  guerra&lt;br /&gt;E  vejo por  trás  daquela  serra&lt;br /&gt;O  beijo  que  eles  dão  como  um  troféu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  vendo  no  horizonte  aquele  beijo&lt;br /&gt;de  corpos  tão  distantes  também  vejo,&lt;br /&gt;no  horizonte  visual das  ilusões,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lábios  humanos  sempre  se  encontrando&lt;br /&gt;em  beijos  longos  muitas  vezes  quando&lt;br /&gt;bem  longe  um do  outro  estão  os  corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  ###  -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EURICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É  grande  a  confusão  no  campo visigodo,&lt;br /&gt;as  hostes  de  Pelagio  em  face  do  perigo,&lt;br /&gt;voltam  para  impedir  o  avanço  do  inimigo,&lt;br /&gt;no  afã  de  combatê-lo  e  rechassá-lo  todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  o  homem  que  combateu  com singular  denodo&lt;br /&gt;Fica   ali, desta  vez,  das  lutas  ao  abrigo,&lt;br /&gt;guardando  uma  mulher  formosa,  a  sós  consigo&lt;br /&gt;para  evitar-lhe  a  dor  de  um  derradeiro  apodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecendo  Eurico  a  virgem  se  levanta,&lt;br /&gt;no  cavaleiro  fita  os  seus  olhos  de  santa,&lt;br /&gt;buscando-o  num  amplexo  apaixonado  e  forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  cavaleiro  audaz  recua  apavorado&lt;br /&gt;-          presbítero  infeliz  ao  voto acorrentado   -&lt;br /&gt;foge  à  sua  Hermenengarda  e  parte  para  a  morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5468751162144547035?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5468751162144547035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5468751162144547035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5468751162144547035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5468751162144547035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/04/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_27.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3408074194241967654</id><published>2008-04-19T06:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T06:13:52.352-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;   A leitura  do  mestre  Edward  Leão  faz-nos  concluir  que,  mesmo  que não fosse essa  a sua intenção,  ali  estão   muitos   fatos  de  sua  vida  e  de  sua  maneira  de  ser.  É  quase  que  uma  autobiografia.   Sem  a  preocupação  de  fixação  de  datas  e  pormenores  outros,  características    marcantes  em  um  estudo  biográfico.&lt;br /&gt;  As  atribulações  do  mestre,  o  seu  convívio  social,  a  sua  ternura  fraterna  e  familiar,  a  nostalgia  nas  recordações  de  uma  meninice  e  juventude  em  uma  existência  desprovida  de  riquezas  de  ordem  material,   estão  desenhadas  de  forma   inequívoca  na  sua  obra.&lt;br /&gt;   Em “Meu  Natal  Antigo”  o  poeta  retorna  aos  dias  ditosos  da  infância  “num  Natal  sempre  sereno”  imbuído  de   compreensão   à   humildade  familiar,  de  uma  vida  sem  ilusão,  compensada,  quando  dormia,  por  uma  carícia  suave,  muito  doce,   e  um  beijo  da  mãezinha  querida.”     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                         &lt;br /&gt;MEU   NATAL  ANTIGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me  ainda  dessas  noites  quentes,&lt;br /&gt;cheias  de  misticismo  e  sem  luar.&lt;br /&gt;As  mãos  enlaçadas  em  correntes&lt;br /&gt;andavam  lentamente  a  passear&lt;br /&gt;e  os  rapazes  em  grupos  nas  esquinas&lt;br /&gt;calavam-se  à  passagem  das  meninas.&lt;br /&gt;E  estas, por  sua  vez,  agradecidas,&lt;br /&gt;Meio  tímidas,  meio  comovidas,&lt;br /&gt;mandavam-lhes  olhares  penetrantes,&lt;br /&gt;varando   a  treva  como  negros  fios,&lt;br /&gt;agudos,  longos,  úmidos,  brilhantes&lt;br /&gt;-          lâminas  de  aço  ou  dardos  luzidios  -&lt;br /&gt;dirigidos  em  cheio  aos  corações.&lt;br /&gt;-          Casas  abertas,  bem  iluminadas,&lt;br /&gt;Lançando   à   rua  a  luz  dos  lampiões,&lt;br /&gt;Ostentavam  insônias  desusadas,&lt;br /&gt;inocentes  orgias  familiares&lt;br /&gt;só  permitidas  numa  noite  do  ano,&lt;br /&gt;em que  a  alegria  dominava  os  lares,&lt;br /&gt;revigorando a  fé  no  peito  humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais  tarde  .  .  .  o  sino  vibra  e  se  ilumina&lt;br /&gt;todo   o interior  da  igreja  centenária,&lt;br /&gt;há  séculos  de  pé, sobre  a  colina,&lt;br /&gt;como  uma  sentinela  solitária  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  sino da  Matriz  bimbalha,  alegremente  .  .  .&lt;br /&gt;sobe  pela  ladeira  acima  toda  gente&lt;br /&gt;em  direção  à  igreja.&lt;br /&gt;A  encosta  agora  alveja&lt;br /&gt;em  fileiras  de  luz,&lt;br /&gt;Tremeluzindo  em  postes  de  bambus,&lt;br /&gt;Em  que  se  colocaram  lamparinas,&lt;br /&gt;Pequeninas,&lt;br /&gt;excitantes,  bruxoleantes,&lt;br /&gt;lembrando  um   batalhão  de  esqueletos  bizarros&lt;br /&gt;todos  trazendo  à  boca,  acesos,  seus  cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me  ainda :  Eu  era  pequenino.&lt;br /&gt;Finalizada  a  missa  na  Matriz,&lt;br /&gt;cada  fiel  seguia  o  seu  destino,&lt;br /&gt;voltando   à  própria  casa  mais  feliz.&lt;br /&gt;E  no  semblante  alegre  das  crianças&lt;br /&gt;Perpassavam  risonhas  esperanças:&lt;br /&gt;Na   madrugada  alegre  que  chegava,&lt;br /&gt;Papai  Noel  de  certo  transportava&lt;br /&gt;Brinquedos,  guloseimas  aos  milhares&lt;br /&gt;para  os  sapatos  todos  dos  seus  lares  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu  Natal  foi  sempre  mais  sereno.&lt;br /&gt;Eu  sempre  compreendi,  desde  pequeno,&lt;br /&gt;a  humildade  de  nossa  condição.&lt;br /&gt;Por  isso nunca  tive  uma  ilusão&lt;br /&gt;nessa  noite  de  sonho  e  fantasia.&lt;br /&gt;Bastava-me  sentir, quando  dormia,&lt;br /&gt;( bem  mais  feliz,  talvez,  então,  eu  fosse)&lt;br /&gt;uma  carícia  suave,  muito  doce,&lt;br /&gt;um beijo  da  mãezinha  em  minha  face,&lt;br /&gt;como  se  um  anjo  sobre  mim  roçasse&lt;br /&gt;as  penas  leves,  brancas  de  sua  asa-  meigo  Papai  Noel  de  nossa  casa  !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3408074194241967654?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3408074194241967654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3408074194241967654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3408074194241967654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3408074194241967654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/04/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_19.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6028464413703052947</id><published>2008-04-12T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T05:30:46.410-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  alma  do  poeta  é  como  quê  um  mar  revolto.  As  ondas  se  sobrepõem  e  furiosamente  ocupam  todos  os  espaços  ensejando  ativa   participação de  todos  os  seres  vivos  no  grandioso   espetáculo  da  existência  humana  no Grande  Teatro  do  Universo.  As  dúvidas  de  um  Ser  Superior  se  acumulam  levando  a  um  infindável  número  de   indagações  -  profundas  muitas,  pueris  outras  -,   à  busca  ansiosa   da  verdade  o  mais  agradável  dos  sons,  na  lição  do filosofo  grego   Pláton,   e   da  libertação  total.&lt;br /&gt;Em   “Alma  Exilada”  o  Prof.  Edward  Leão  se  expressa   de  forma  tal  que  sentimo-nos   como  que  co-autores  do  inspirado  poema   que  nos  deixou.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMA  EXILADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que  esse  tédio,  essa  amargura&lt;br /&gt;que  envolve  a  alma  da  gente ?&lt;br /&gt;-          Por  que  essa  dor,  essa  agonia  ingente&lt;br /&gt;que  fere  e  que tortura ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  que  ter  dentro  da  alma  esse  deserto&lt;br /&gt;como  um  vácuo  infinito ?&lt;br /&gt;Por que  esse  caminhar  ambíguo,  incerto,&lt;br /&gt;trôpego,  de  precito ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó  que  enfadonho  e  mórbido   cansaço&lt;br /&gt;e  que  fadiga  atroz !&lt;br /&gt;Vendo  o  destino  a  se  esfumar  no  espaço&lt;br /&gt;sempre  a  correr  de  nós !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E  as  multidões  passando  sobre  a  Terra&lt;br /&gt;-          Tropel  de  nuvens  no  ar  -&lt;br /&gt;tudo  que  a  natureza  eterna  encera&lt;br /&gt;a  gemer  e  a  cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  vida  aos  turbilhões  palpita  e  estua&lt;br /&gt;fora  da  minha  vida.&lt;br /&gt;E  eu  a  pensar  que  a  Terra  é  morta  e  nua&lt;br /&gt;e  eu  não  tenho  guarida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço  o  rumor  de  muitas  vozes,  longe,&lt;br /&gt;num círculo  distante  .  .  .&lt;br /&gt;mas  vivo  enclausurado  como  um  monge&lt;br /&gt;tímido  e  hesitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  humanidade  move-se  apressada&lt;br /&gt;num  redemoinho  louco.&lt;br /&gt;Mas,  longe  .  .  .  e  a  minha  vista  está  cansada&lt;br /&gt;e  alcança  muito  pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me  só,  desprotegido  e  inerme,&lt;br /&gt;ante  o tédio  invasor.&lt;br /&gt;Sinto  o  hálito  do  mundo  na  epiderme&lt;br /&gt;e  esse  frio  interior  !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha  alma  é  pobre  pássaro  perdido&lt;br /&gt;-          Ave  de  arribação  –&lt;br /&gt;que  voa  sob  um  céu desconhecido,&lt;br /&gt;sozinho  na  amplidão  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6028464413703052947?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6028464413703052947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6028464413703052947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6028464413703052947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6028464413703052947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/04/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_12.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5413673381354827154</id><published>2008-04-05T04:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T04:52:21.160-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia, a  nostalgia  são  fermentos  que  fazem  crescer  e  extravasar  a  sensibilidade  do  poeta.&lt;br /&gt;Em “Pau  de  Sebo”, o  Prof.  Edward  Leão,  lembra  um  tempo  de  sonhos   “de  uma  alegria  simples,   leve  e  pura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAU  DE  SEBO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era  noite  de  festa  em  minha  terra.&lt;br /&gt;(Quanta    saudade  esta  lembrança  encerra !)&lt;br /&gt;regurgitava  alegre  a  velha  praça&lt;br /&gt;risonha  e  iluminada.  A  populaça&lt;br /&gt;tinha  risos  no  olhar  e  no  semblante,&lt;br /&gt;ostentando  um  prazer  contagiante,&lt;br /&gt;uma  alegria  simples,  leve  e  pura&lt;br /&gt;como  uma  onda  suave  de   ternura&lt;br /&gt;que  passasse  envolvendo  os  corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  crianças  em  alegres  explosões&lt;br /&gt;de  entusiasmo  infantil  tomavam  parte&lt;br /&gt;Naquela  festa  em  que  faltava  a  arte&lt;br /&gt;mas  sobrava  a  alegria.  Naquela  idade,&lt;br /&gt;pondo  no  movimento  a  agilidade&lt;br /&gt;e  a  força  elástica  do  corpo,  era&lt;br /&gt;como  se  fossem  sóis  de  primavera&lt;br /&gt;ou  andorinhas  loucas  a  brincar&lt;br /&gt;na  placidez  balsâmica  do  ar.&lt;br /&gt;As  atenções  eram  voltadas,  creio,&lt;br /&gt;para  um  mimoso,  esplêndido  torneio&lt;br /&gt;de  destreza   infantil.  Saltos,  corridas,&lt;br /&gt;estranhas  e  magníficas  partidas&lt;br /&gt;em  que  se  disputava  a  primazia,&lt;br /&gt;numa  renhida  e  cálida  porfia  .   .   .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De  repente,  porém,  a  multidão&lt;br /&gt;volta  a  sua  volúvel  atenção&lt;br /&gt;para  uma  vertical,  esguia  estaca,&lt;br /&gt;que  no centro  da  praça  se  destaca,&lt;br /&gt;tendo  na  ponta  um  prêmio   sedutor&lt;br /&gt;a  tremular  dos  ventos  ao  sabor.&lt;br /&gt;É  o  pau  de  sebo:  dizem.  E,  de  fato,&lt;br /&gt;aquele  poste  até  agora   intacto,&lt;br /&gt;com  o  aspecto  viscoso  e  reluzente&lt;br /&gt;de  monstruosa,  elástica  serpente,&lt;br /&gt;tem  a  polida  superfície  untada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa  agora  a  íngreme  escalada.&lt;br /&gt;Vários  meninos  ágeis,  adestrados,&lt;br /&gt;Ao  poste  liso,  unidos,  abraçados,&lt;br /&gt;tentam  subir  à  ponta  inacessível,&lt;br /&gt;ganhar  o  prêmio,  próximo,  visível,&lt;br /&gt;que,  como  um  lenço  baloiçando  ao  vento,&lt;br /&gt;parece  dar-lhes  ânimo  e  alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto  tempo  perdido  em  tentativas !&lt;br /&gt;Quanta  vez,  sob  aclamações  festivas,&lt;br /&gt;algum  deles  chegou  perto  do  fim,&lt;br /&gt;sentiu  ao  seu  alcance  o  galarim&lt;br /&gt;porque  lutava  .  .  .  Era  o  mais  forte,&lt;br /&gt;mais  ágil,  mais  veloz  ou  de  mais  sorte :&lt;br /&gt;Todos   diziam,  mas  eis  que  desliza,&lt;br /&gt;volta  ao  solo  e,  de  novo,  pisa.&lt;br /&gt;Outro  sobe  na  frente,  glorioso.&lt;br /&gt;Esse  será  talvez  vitorioso  .  .  .&lt;br /&gt;Mas,  o  mesmo  destino   já  o  espera.&lt;br /&gt;E  o  prêmio  será  sempre  uma  quimera,&lt;br /&gt;encantadora,  esplêndida,  doirada,&lt;br /&gt;ao  ambicioso  olhar  da  petizada  .  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós  vivemos  brincando  de  crianças&lt;br /&gt;No   pau  de  sebo  -  poste  de  esperanças&lt;br /&gt;com  a felicidade  lá  na  ponta  -&lt;br /&gt;e tentamos  subir  vezes  sem  conta ,&lt;br /&gt;doidos  buscando  essa  ilusão  falaz,mas  deslizamos  sempre  para  traz . . .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5413673381354827154?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5413673381354827154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5413673381354827154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5413673381354827154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5413673381354827154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/04/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6721254255535341270</id><published>2008-03-29T06:20:00.000-07:00</published><updated>2008-03-29T06:30:40.593-07:00</updated><title type='text'>A Rosa e a Estrela</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A Rosa  e  a  Estrela”   o  Prof.  Edward  Leão  dedicou   à   esposa,  uma  mulher  de  acrisoladas  virtudes;  uma  boa  companheira  e   mãe  extremada.&lt;br /&gt;    O  poeta, como já vimos em outra oportunidade,  teve  a  influência  da  Escola  Parnasiana.  Evidenciaram-se  como  cultores  do  parnasianismo  no  Brasil:  Olavo  Bilac,  Raimundo  Correia,  Alberto  de  Oliveira,  Francisco  Júlio   e  outros  renomados  poetas.   Como  uma  de  suas  características  os  poetas  brasileiros  não conseguiram,  como  os  portugueses,  aquele  indiferentismo,  aquela  impassividade  diante  da  emoção,  preconizada  pela  escola.  Preocuparam-se com a  forma,  as  rimas, a  versificação,  ficando  românticos,  sentimentalistas  no  assunto.   &lt;br /&gt;   No  poema  deparamos  uma  palavra   incomum:   Ancenúbio, considerado  um  neologismo  desnecessário,  engendrado  por  Castro  Lopes  ( médico  e  literato  brasileiro,  grande  latinista)  para  substituir  o  francesismo  nuance.  Não  ganhou  vulgaridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  ROSA  E  A  ESTRELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  nobre  e  velho  parque  abandonado,&lt;br /&gt;entre  ruínas  de  heráldico  passado,&lt;br /&gt;uma  rosa  vermelha,&lt;br /&gt;fúlgida  se  assemelha&lt;br /&gt;à  rainha  orgulhosa,&lt;br /&gt;esplêndida,  formosa,&lt;br /&gt;a dominar  à  força  de  beleza&lt;br /&gt;a  estesia  imortal da  Natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  meio de  raquíticos  vassalos,&lt;br /&gt;magnifica  e  sublime  a  domina-los,&lt;br /&gt;primeira  entre  os  primeiros&lt;br /&gt;tesouros  dos  canteiros,&lt;br /&gt;soberana  se  ostenta&lt;br /&gt;e  às  vezes  aparenta&lt;br /&gt;Lábios  sangüíneos  que  o  desdém  descerra&lt;br /&gt;ante  a  inveja  floral  de  toda  a  Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  vasto  firmamento  alto  e  profundo&lt;br /&gt;-          clâmide  azul  aberta  sobre  o  mundo –&lt;br /&gt;uma  estrela  fulgura&lt;br /&gt;-          claro  riso  da  altura,&lt;br /&gt;alacre  e  cristalino  -&lt;br /&gt;como um  farol  divino&lt;br /&gt;ou  um  cálice  de  bênçãos luminosas&lt;br /&gt;a  gotejar  no  cálice  das  rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela empana  o  fulgor  das  companheiras,&lt;br /&gt;pois,  é  também  primeira  entre  as  primeiras&lt;br /&gt;no  lúcido  cenário,&lt;br /&gt;seu  brilho  extraordinário&lt;br /&gt;Que  trêmulo  palpita&lt;br /&gt;é  uma  asa  que  se  agita&lt;br /&gt;pulverizando  pelo  espaço  em  fora&lt;br /&gt;claridades  balsâmicas  de  aurora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando   a  estrela  a  rosa  se  entristece&lt;br /&gt;e  diz-lhe  baixo  como  numa  prece:&lt;br /&gt;-          Formosa  estrela, o  teu  fulgor  radiante&lt;br /&gt;põe  ancenubios   de  oiro  e  de  diamante&lt;br /&gt;na  minha  tez  de  seda  e  de  veludo.&lt;br /&gt;Mas,  sinto  que  invade  um  tédio  mudo,&lt;br /&gt;um  desejo esquisito  de  brilhar,&lt;br /&gt;de  Ter  cintilações,  de  fulgurar&lt;br /&gt;e  de  resplandecer  como  uma  gema,&lt;br /&gt;ser  dos  jardins  um  lúcido diadema.&lt;br /&gt;O’   -  falena  de  luz  -  desce  no  espaço,&lt;br /&gt;vem  poisar  no  meu  cálido  regaço!&lt;br /&gt;Serás  o  espírito  -  a  alma  de  uma  flor,&lt;br /&gt;serei a  carne  -  o  corpo  de  um  fulgor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  muito  tempo  a  estrela  estremeceu&lt;br /&gt;e,  por  fim  tristemente,  respondeu:&lt;br /&gt;-          O’  flor,  eu vi  num  rápido  momento&lt;br /&gt;como é  universal  o  sofrimento,&lt;br /&gt;quantas  vezes  eu  quis  descer  à  Terra,&lt;br /&gt;pesquisar  o  mistério  que  se  encerra&lt;br /&gt;na  corola  das  flores  olorosas,&lt;br /&gt;ter  vida  e  Ter  perfume  como  as  rosas,&lt;br /&gt;ter  os  beijos do  sol,  quente  e  fecundo&lt;br /&gt;e andar  de  colo  em  colo  pelo  mundo.&lt;br /&gt;Mas,  ai,  querida  irmã,  como  é  infinita&lt;br /&gt;A  Dor  universal.  Em  mim palpita&lt;br /&gt;uma  ânsia  igual  a  que  te  faz  sofrer,&lt;br /&gt;sou alma  e  nunca  poderei  descer  -&lt;br /&gt;E’s  corpo  e  nunca  poderás  subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O astro  parou  instantes  de  luzir,&lt;br /&gt;depois  voltou  e  pálido,  apagado,&lt;br /&gt;como  um  rosto  depois,  de  ter  chorado,&lt;br /&gt;olhou  e  viu  em  pétalas  no  chão&lt;br /&gt;desfeita  a  linda  flor.  A  estrela,  então,&lt;br /&gt;sentindo  ainda  maior  a  sua  dor,&lt;br /&gt;exclama,  em  voz  tremente,  para  a  flor:&lt;br /&gt;-          Bem  mais  feliz  tu foste,  ó rosa  amiga,&lt;br /&gt;o  meu  destino  exige  que  eu  prossiga&lt;br /&gt;na  rota  do  infinito.  O  corpo morre  .  .  .&lt;br /&gt;e  tu morreste.  O  espírito  percorre&lt;br /&gt;todas  as  direções  da  Eternidade.&lt;br /&gt;Só  me  resta  de  ti  grande  saudade,&lt;br /&gt;pobre  amiga  gentil.  Eu  fico  ainda.&lt;br /&gt;A  minha  sorte   é  triste  e  eterna,  infinda:&lt;br /&gt;Serei   por  sempre  lúcida,  imortal,&lt;br /&gt;como  o  fantasma  da  Ânsia  Universal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6721254255535341270?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6721254255535341270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6721254255535341270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6721254255535341270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6721254255535341270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/rosa-e-estrela.html' title='A Rosa e a Estrela'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-978230396653294926</id><published>2008-03-24T13:50:00.000-07:00</published><updated>2008-03-24T14:04:33.575-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema “Alma Errante” deu nome a um dos livros do Prof. Edward Leão, impresso com muito gosto em agosto de 1932 pela Typographia Americana, do saudoso Nicolau Simas. Uma curiosidade: A Typographia Americana é certamente a mais antiga empresa em funcionamento em Raul Soares. Fundada em 1925, ainda hoje presta relevantes serviços á região, sob a direção de Evaldo Simas, que sucedeu ao pai. Agora, evidentemente, mais moderna e sob a denominação de Artes Gráficas Americana.&lt;br /&gt;Em “Alma Errante” deparamos dois momentos: “Horas de amor e de melancolia”: - uma generalização; e “eu vejo tudo e sinto a imensidade” : - uma individualização.&lt;br /&gt;Forte influência da Escola Parnasiana e da Escola Simbolista estão presentes. Transcende cultura em “subir no carro esplêndido de Apolo”, o deus grego e romano dos oráculos, da medicina, da poesia e das artes, dos rebanhos, do dia e do sol, também chamado Phebo, e em “qual novo Ahasverus arrastando o fado”. Ahasverus, também chamado Ahasvero, personagem lendária, mais conhecida pelo cognome de Judeu Errante.&lt;br /&gt;A psicologia contida na obra machadiana; as indagações e dúvidas sobre o íntimo das coisas e das pessoas, impregnam em muitos momentos a obra do mestre Edward Leão, a grande expressão cultural de Raul Soares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMA ERRANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvas longínquas . . . montes altaneiros&lt;br /&gt;- Rodovias do Sonho e da Ilusão -&lt;br /&gt;Abismos negros . . . báratros traiçoeiros&lt;br /&gt;em que se engolfa incauto o coração.&lt;br /&gt;Soberbos alcantis . . . despenhadeiros&lt;br /&gt;Fortes, cheios de ameaça e de atração,&lt;br /&gt;Espaço imenso . . . trilhos condoreiros&lt;br /&gt;- Caminho aéreo da imaginação -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninhos de águia na excelsa majestade&lt;br /&gt;dos mais augustos sólios da realeza&lt;br /&gt;Vzinhos naturais da tempestade&lt;br /&gt;Altos arranha - céus da Natureza.&lt;br /&gt;Vozes de aves, que em doce alacridade&lt;br /&gt;gorjeiam carmes lindos na devesa . . .&lt;br /&gt;Pios tristonhos . . . nenias de saudade&lt;br /&gt;na música dolente da tristeza . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serpentes líquidas, répteis coleantes&lt;br /&gt;- Artérias d’água abertas sobre a terra&lt;br /&gt;mares e oceanos, quérulos gigantes,&lt;br /&gt;plangendo a magoa que seu bojo encerra.&lt;br /&gt;Pepitas de ouro . . . minas de diamantes&lt;br /&gt;- Astros que a picareta desenterra -&lt;br /&gt;rubis sangüíneos . . . gotas borbulhantes&lt;br /&gt;das veias inorgânicas da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edênicas miragens policromas&lt;br /&gt;formam quadros de efeitos deslumbrantes,&lt;br /&gt;miscelânea de cores e de aromas&lt;br /&gt;Num cenário de múltiplos cambiantes.&lt;br /&gt;Trancos enormes, majestosas comas,&lt;br /&gt;ao sabor de galernos sussurrantes . . .&lt;br /&gt;feras ligeiras, sacudindo as pomas&lt;br /&gt;chamam os filhos prófugos, distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esplendidas manhãs . . . deslumbramentos&lt;br /&gt;de cor na luz mirífica do dia . . .&lt;br /&gt;Penumbras vesperais . . . . recolhimentos . . .&lt;br /&gt;Horas de amor e de melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vejo tudo e sinto a imensidade&lt;br /&gt;Desse infinito que me envolve a Vida&lt;br /&gt;- Teia de fios forte da Verdade&lt;br /&gt;pelas mãos da quimera entretecida -&lt;br /&gt;e sinto em mim indômita vontade&lt;br /&gt;de subir, voar, levando de vencida&lt;br /&gt;a força etérea, a lei da gravidade&lt;br /&gt;e toda a ciência velha, encanecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh ! Quem me dera erguer deste solo,&lt;br /&gt;desta galé fatal que me agrilhoa,&lt;br /&gt;subir no carro esplendido de Apolo,&lt;br /&gt;e pelo mundo jornadear à-toa.&lt;br /&gt;E tenho a sensação de que me evolo&lt;br /&gt;numa quimera eternamente boa,&lt;br /&gt;alado a transitar de polo a polo&lt;br /&gt;na delícia suprema de quem voa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do mundo real a que pertenço,&lt;br /&gt;desagregado da matéria ingrata,&lt;br /&gt;eu sinto o meu espírito suspenso,&lt;br /&gt;ruflando as asas rútilas de prata.&lt;br /&gt;Ascendo às grimpas desse espaço imenso,&lt;br /&gt;Onde minh’alma louca se arrebata&lt;br /&gt;e abrange o mundo num olhar intenso&lt;br /&gt;nesse delírio de nefelibata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minh’alma é inquieta, nômada, erradia,&lt;br /&gt;qual novo Ahasverus arrastando o fado,&lt;br /&gt;vai á mercê de doida fantasia&lt;br /&gt;correndo atrás de um sonho irrealizado.&lt;br /&gt;- Alma errante, sedenta de harmonia,&lt;br /&gt;busca no espaço um páramo encantado&lt;br /&gt;- Região de luz, de lenda ou de magia&lt;br /&gt;onde poisar teu sonho incontentado !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcha, minh’alma, cumpre o teu destino :&lt;br /&gt;Galga e supera os cumes de granito !&lt;br /&gt;Singra o azul como um facho peregrino&lt;br /&gt;- Asa de luz brilhando no Infinito -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-978230396653294926?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/978230396653294926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=978230396653294926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/978230396653294926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/978230396653294926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_24.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7172924899816596894</id><published>2008-03-20T06:12:00.000-07:00</published><updated>2008-03-20T06:19:43.008-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No  poema  “Felicidade”  o  mestre  filosofa,  analisa  e  perscruta  o  íntimo  da  alma  humana.  Conclui  que  a  felicidade  “não promana  de  externas  influências.  Nem  se  nutre  de  vãs  reminiscências.  Vive  conosco,   ignota,  ocultamente,  incógnita,  latente,  como  um bacilo  dentro  do  organismo.  Ri  do  nosso  ceticismo”.   Presente  está  no  equilíbrio  da   faculdade   humana.  É  individual.  Nem  sempre  o  prazer  de  alguém  se  encontra  onde  o  prazer  alheio  se  manifesta.  E  dominado  por  estranho  império  o  homem   pode  ser  levado  ao  choro  num  salão  de  festa  e  tem  vontade  de  rir  num  cemitério. &lt;br /&gt;   Convido  os   leitores  a  penetrar  no  mundo  mágico  do  pensamento  do  mestre  Edward  Leão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELICIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Num  êxtase,  minh’alma  se  liberta&lt;br /&gt;do  corpo que  a  detém.  Caminha  incerta&lt;br /&gt;e  vacilante  pela  treva  densa.&lt;br /&gt;Sente-se  só dentro  da  noite  imensa.&lt;br /&gt;Ouve  vozes  confusas. Vê  lampejos&lt;br /&gt;esquisitos  que  fulgem  como  beijos&lt;br /&gt;de  gênios   invisíveis.  As  estrelas,&lt;br /&gt;já  perdendo  o  fulgor,  quase  amarelas&lt;br /&gt;-   Topázios   engastados  em  turquesa  -&lt;br /&gt;Lançam  clarões  dormentes  de  tristeza&lt;br /&gt;no   torpor  cataléptico  do  mundo.&lt;br /&gt;Num  grande  sonho  mórbido, profundo,&lt;br /&gt;a   Natureza  dorme.  Minh’alma  forte,&lt;br /&gt;ante  esse  quadro  apático  de  morte,&lt;br /&gt;exulta  e  vibra  de  alegria  franca.&lt;br /&gt;É  como  a  asa  de  uma  pomba  branca,&lt;br /&gt;sozinha  a  palpitar  na  escuridão.&lt;br /&gt;Na  paz  nirvânica  da  solidão,&lt;br /&gt;dentro  da  sombra  e  dentro  do  mistério,&lt;br /&gt;recorda  Hamlet  em  pleno  cemitério,&lt;br /&gt;louco,  a  filosofar  entre  caveiras,&lt;br /&gt;analisando  as  vidas  passageiras&lt;br /&gt;consumidas  ali.  Assim minh’alma,&lt;br /&gt;perambulando  a  sós  na  noite  calma&lt;br /&gt;nos  intermúndios  do  Desconhecido,&lt;br /&gt;segue  um  desejo  louco  indefinido,&lt;br /&gt;de  buscar  através  das  negras  sombras,&lt;br /&gt;como  se  busca  um  fruto  nas  alfombras,&lt;br /&gt;em  vez  dos  ossos  lívidos  de  um  crânio&lt;br /&gt;que  se  arrancam  de  um  fosso  subterrâneo,&lt;br /&gt;a  forma  viva,  nítida,  real,&lt;br /&gt;dessa   incógnita  eterna,  universal,&lt;br /&gt;miragem  de  mil  modos  concebida,&lt;br /&gt;razão de  ser,  estímulo  da  vida,&lt;br /&gt;que  a  gente  pensa  sempre  ter deixado&lt;br /&gt;numa  curva  longínqua  do  Passado,&lt;br /&gt;mas  que  se  espera  ver  a  cada  instante,&lt;br /&gt;como  a  sombra  que  vemos  sempre  adiante,&lt;br /&gt;inatingível,  lépida,  ligeira,&lt;br /&gt;fugindo  na  vertigem  da  carreira  -&lt;br /&gt;ou  a  falena  de  oiro  refulgente&lt;br /&gt;atrás  da  qual   corre   eternamente&lt;br /&gt;sem  nunca  se  alcançar  .  .  .    Felicidade !&lt;br /&gt;-  Visão  antiga  envolta  na  saudade,&lt;br /&gt;incorpórea, invisível,  abstrata,&lt;br /&gt;sem forma  certa  e  sem  figura  exata  -&lt;br /&gt;ou   borboleta  esquiva,  fugidia&lt;br /&gt;-  bizarra  concepção  da  fantasia   -&lt;br /&gt;voejando  de  ilusão  em ilusão&lt;br /&gt;no  espaço  imenso  da  imaginação.&lt;br /&gt;O desvario  do  êxtase domino&lt;br /&gt;eis  que  lentamente  raciocino&lt;br /&gt;e  verifico  que  a   Felicidade&lt;br /&gt;não  é  uma  conquista  da  Vontade,&lt;br /&gt;mas  é  fenômeno   intimo,  inconsciente,&lt;br /&gt;que  não  se  pode  achar  no  meio  ambiente&lt;br /&gt;nem  se  produz  no  mundo  exterior,&lt;br /&gt;mesmo  no  encanto  magico  do  amor&lt;br /&gt;ou  no  apogeu  mirífico  da  glória&lt;br /&gt;ela  é  sempre  falaz  e  transitória.&lt;br /&gt;Promana  de  externas  influências&lt;br /&gt;nem  se  nutre  de  vãs  reminiscências.&lt;br /&gt;Vive  conosco,  ignota,  ocultamente,&lt;br /&gt;dentro  de  nós,  incógnita, latente,&lt;br /&gt;como  um  bacilo  dentro  do  organismo.&lt;br /&gt;Ela  se  ri  do  nosso  ceticismo.&lt;br /&gt;Como  no  oceano  a  pérola  se  esconde,&lt;br /&gt;ela  se  oculta  não  sabemos  onde&lt;br /&gt;dentro  do  nosso  ser.  No entanto,  inquieta,&lt;br /&gt;pobre  hermeneuta,  humílima  exegeta,&lt;br /&gt;a  nossa  conturbada  inteligência&lt;br /&gt;quer  decifrar  o  enigma  da  existência,&lt;br /&gt;mas  vai  sem  bússola  1a  mercê da  sorte,&lt;br /&gt;indo  esbarrar, exânime,  na  morte.&lt;br /&gt;O homem assiste  ás  lutas  sucessivas&lt;br /&gt;de  suas  próprias  forças  subjetivas&lt;br /&gt;e  não  pode  intervir.  Quer  ser  feliz.&lt;br /&gt;Cria  e  refina  os  gozos  mais  sutis,&lt;br /&gt;engolfa  o  espírito  na  ciência  e  na  arte,&lt;br /&gt;busca  a  Felicidade  em  toda  a  parte.&lt;br /&gt;Ai !   deixasse  ele  de  indagar  a  esmo&lt;br /&gt;e  procurasse-a  dentro  de  si  mesmo  !&lt;br /&gt;Pois  a   Felicidade  é  em  nós  que  existe&lt;br /&gt;e  sei  que  ela  simplesmente  consiste&lt;br /&gt;no  equilíbrio  de  nossas  faculdades,&lt;br /&gt;na  harmonia  e  na  paz  das  entidades&lt;br /&gt;várias  e  múltiplas  de  nosso  ser,&lt;br /&gt;nem  sempre  achamos  íntimo  prazer&lt;br /&gt;onde  o  alheio  prazer  se  manifesta.&lt;br /&gt;Pois  o  homem  chora  num  salão  de  festa&lt;br /&gt;E,  dominado  por  estranho  império,&lt;br /&gt;tem  vontade  de  rir  num  cemitério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7172924899816596894?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7172924899816596894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7172924899816596894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7172924899816596894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7172924899816596894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_20.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6888949903864439818</id><published>2008-03-14T18:31:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T18:42:54.163-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em “Heróis  e  Precursores”  o  Prof.  Edward  Leão  adotou  o  pseudônimo  “Erasmo  Lírio”.  Lirismo, poesia  e  solidariedade  humana,  encontram-se   no  bem  urdido  texto  do  incomparável   mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERÓIS E PRECURSORES&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O  avião prateado  passou  como  torpedo  aéreo,  ressonando  forte  no  seu  leito  de  nuvens.&lt;br /&gt;   Sonâmbulo dos  ares,  autômato  das  alturas, parecia  não  ter  destino  certo. Era  como  um  mundo  fechado,  em  movimento.  Nas  suas  entranhas  palpitavam  vidas  inseguras,  trêmulas,  no  espasmo  da  aventura.  O  planeta  artificial ,  no  equilíbrio  mecânico  do  seu organismo  metálico,  voava  indiferente  às  emoções  dos  passageiros.  Astro  motorizado, dirigido  pela  técnica  de  um  piloto  terrestre,  a  aeronave  era  bem  um  símbolo  do  panorama  cósmico do  século:  o pigmeu  inteligente  cavalgando  os  elementos  misteriosos  da  natureza,  fustigando-os  com  o chicote  do  seu poder  científico.  No  esfulizar    meteórico  daquela  máquina,  dois  extremos  conjugados no  âmbito  exíguo  de  uma  cabine   expõem  a  síntese  da  vida  de  uma  época.   Ali  dentro  se  cruzam  o  poder  supremo  e  a  impotência  absoluta;  o  animal  empunhando  o  facho  da  razão  -  o  homo  sapiens  -  forte  como o  rei,  na  soberania  imensurável  do  universo,  ostentando  a  coroa  dos  mundos,  com  a  arrogância  suprema  de  um  caudilho  dos  espaços,  e  trêmulo  de  medo,  mesquinho e  insignificante  na  covardia  dos  nervos  em  permanente  vibração,  à  mercê  das  circunstâncias,  frágil  boneco  de  carne  nas  mãos  do  imprevisto,  à  espera  dos  próximos  minutos  e  do  seu  cortejo  misterioso de  surpresas  incontroláveis.   Maravilha  do  século,  milagre  do  gênio  humano,  prodígio  da  técnica  e  da  mecânica,  vendo-o  assim,  no  vôo  rotineiro  por  rotas  aéreas  invisíveis  e abstratas,  convencionalmente  traçadas  a  lápis  ou  a  nanquim  num  retalho  de  papel  quadriculado,  evoco  a  figura  esquisita  daquele Alberto Santos  Dumont,  com  o  seu  chapéu   desabado  e  o  seu  colarinho  alto  de  duas  peças,  pilotando  a  sua  Demoiselle   em  plena  Cidade-Luz,  elevando  acima  da  Torre  Eiffel  o  nome  modesto  da  sua  pátria, que  não  quis  ou  não  pôde  auxiliá-lo.  E,  seguindo-o,  respeitosos  e  patrioticamente  inflamados  de  júbilo  os  seus frustrados  precursores,  Augusto Severo  e  Padre  Bartolomeu  de  Gusmão,  formando um  triângulo  de  asas   de   ouro  nas  alturas,  dentro do  qual  resplandece  como um  sol  de  glória,  o  nome  do  Brasil.&lt;br /&gt;   Como uma  estrela  candente,  fugitiva  e  rápida,  o avião  desaparece  nas  nuvens  longínquas.  Esvaem-se  no  espaço  as  imagens  que  se  formaram  em  minha  comovida  evocação.  Ouço  ainda  o  ruído  dos  motores,  como uma  prolongada  mensagem  de  progresso  que  acaba  de  passar.&lt;br /&gt;   À  distância,  a  silhueta  argentina  do  veículo  aéreo  se  assemelha  agora,  cintilando  aos  beijos  do  sol,  a  um  peixinho de  prata,  nadando nas  águas  cinzentas  de  um  oceano  de  éter.&lt;br /&gt;   Além,  num  aeroporto  qualquer,  corações  humanos  palpitam  à  sua  espera.   Dentro  dele  pela  radiotelegrafia  das  emoções,  outros corações  recebem  afetuosos  votos  de  boas-vindas,  na  linguagem  silenciosa  com  que almas  se  comunicam.&lt;br /&gt;   E  eu,  sem  saber  porque,  talvez  tocado  pela  centelha  divina  do  amor   ao  próximo,  volto  os  olhos  para  as   profundezas  do  firmamento  e  formulo  uma  prece  muda  ao   supremo  Senhor  de  todos  os  destinos,  pela  felicidade  e  segurança daquela  gente  que  passou  nos  ares  -  meus  muito  amados  irmãos  desconhecidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6888949903864439818?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6888949903864439818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6888949903864439818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6888949903864439818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6888949903864439818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_14.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3759453868294419939</id><published>2008-03-09T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-03-09T10:51:45.034-07:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob  o  pseudônimo  de  Fígaro, o  Prof.  Edward  Leão   relata  na  coluna  jornalística “Fio  de  Navalha”,  com  muita  graça  e  sutileza, as  atribulações  de  Bonifácio,  “Um  Chefe de  Família”,  e  a  sua  tempestuosa  e  enérgica   mulher  D.  Genoveva  e  uma  filha  fogosa  e  evoluída  -  Angélica.  Se   fictícias  ou  verdadeiras   as   personagens   não  tenho  condições  de  lhes  dizer.  O  que  se  pode  afirmar  é  que,  nos  dias  de  hoje,  ainda maiores  são  os  problemas  dos  bonifácios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 0 -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Bonifácio  estava, naquele  dia,  por  conta  de  “si  próprio”.  A  atmosfera  doméstica  estava  carregadíssima.  Nuvens  negras  e  ameaçadoras  sombreavam  a  fronte  de  D.  Genoveva,  prenunciando  tempestades.  E  ele,  o  coitado  do  Bonifácio, sabia  como  eram  aquelas  tempestades. Ao  contrário  do  que  acontecia  nas  casas  alheias,  quando torrentes  de  palavras  inundavam  o  silêncio  dos  lares  nas  horas  de  borrasca,  limpando o  ambiente   e  desanuviando  os  céus,  alí,  no  pacatíssima  recanto  onde  residia  o  Bonifácio ,  não  havia  palavras,  nem  gritos,  nem  explosões.  Era  o  silêncio,  o  silêncio  pesado e  profundo  dos  cemitérios  à  noite;  o  silêncio enervante  e  terrível  das  catacumbas   fechadas.  D.  Genoveva  era  assim.  Esmagava  o  Bonifácio  com  o  seu  silêncio,  com  a  impassibilidade  de  um  mutismo  completo  e  absoluto.&lt;br /&gt;    Naquele  dia,  o  Bonifácio,  sempre afoito  e  irrefletido,  dissera  incautamente  umas  palavras  perigosas:  balbuciara  a  medo  um  esboço  de  opinião  sobre  um  assunto  em que só  ela  devia  pontificar:  o namoro  da  filha,  a  Angélica,  cujos  modos  nem  sempre  condiziam  com  prenome  que  usava.  Ele  tivera  o  atrevimento  de  voltar  os  olhos, quando  passava,  para  o  vão  da  porta,  onde  ela  e  o  Inocêncio  conversavam.  Vira-os  aconchegados,  tão  juntinhos,  que  pareciam  xipófagos.  Estremecera.  Aquilo  não  estava  direito.  Era  preciso  avisar  a  Genoveva,  abrir-lhe  os  olhos  diante  do  perigo,  mostrar-lhe  os  riscos  daquela  liberdade  demasiada  que  abria  caminho  escorregadio  às  débeis  e  titubiantes  virtudes  da  filha.  D.  Genoveva  franziu  os supercílios  e  enrugou  a  testa  luzidia.  Bonifácio  tremeu dos  pés  à  cabeça. Virou  um  feixe  de  varas  verdes.  Por  que  fizera  aquilo?  Ele  mesmo reconheceu  imediatamente  a  gravidade  da  afronta  que  fizera  à  esposa.  E  saiu  como  um  cão  medroso  ante  o  olhar  repreensivo  do  dono.  D.  Genoveva  não  o  perdoaria  jamais.  Consignaria  para  sempre  no débito  de  sua  conta -  corrente  aquele  lance  de  audácia  heróica,  que  ela  interpretava  como o  maior, como  o  mais  insuportável  dos  desaforos.  E  ele  leu,  então,  trêmulo  e  emocionado,  nas  rugas  expressivas,  que  se  destacavam  na  fronte  da  mulher,  como  sinais  hieroglíficos,  as  seguintes  palavras  de  justa  censura: “A  Angélica  é  uma  moça  moderna;  não  pode  namorar  à  moda  antiga,  como  uma  caipirinha  qualquer.  Você  não  tem  o  direito  de  espioná-la”.  O  pobre  do  Bonifácio  acabou  de  sair.  Na  rua,  sentiu  uma  reação, um  assomo  de  revolta.  Teve  vontade  ir  ao  bar, de  beber  muito.  E  foi,  mas  não  bebeu,  porque  teve  medo  de  que  D.  Genoveva  lhe  lançasse  aquele  olhar  forte  como  chama  de  maçarico  que,  um  dia,  era  capaz  de  cremá-lo  vivo  para  que  ela,  depois,  lhe  varresse  as  cinzas  para  o  caixote  do  lixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3759453868294419939?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3759453868294419939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3759453868294419939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3759453868294419939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3759453868294419939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_09.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3875698724980191147</id><published>2008-03-06T11:59:00.000-08:00</published><updated>2008-03-06T12:09:15.953-08:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nos  anos  50  o  Prof.  Edward  Leão  escrevia    a  coluna  “Fio  de  Navalha”,  sob o pseudônimo  de  Fígaro,  dando-lhe  o  subtítulo  de  “Coisas  de  Ontem”.  Com  a  sua  notória  e  habitual  capacidade  e  competência de  narrador  relata  no  texto a seguir transcrito as  vicissitudes  do  povo  num  momento  conturbado  da  história  política  brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Finda  a  revolução  de  Outubro,  empossada  a  Junta  Revolucionária  e,  em  seguida,  o  Governo  Provisório,  o  país  foi  entrando  nos  eixos.&lt;br /&gt;Nos  municípios,  a  governança  comunal  caberia  a  prefeitos  nomeados  pelos   Interventores.  Espalharam-se  papeluchos  que  valiam  como  dinheiro.  Eram  uns  retângulos  de  cartolina  semelhantes  a  bilhetes  de  rifa.  O  povo  denominou-os   burrosquês   e  alguns  explicavam  a  sua  etimologia  curiosa:  “burros  os  que  aceitam”.&lt;br /&gt;   Dois  anos  se  passaram  sob  o  novo  regime.  Ditadura  suave, tolerante,  quase  democrática.  Em  muitos  municípios,  surgiram  prefeitos  rotulados  de  técnicos.  Eram  engenheiros  do  Estado,  encarregados  da  administração  de  comunas,  sob  as  vistas  de  um  departamento  especializado  criado  pelo  Governo  Estadual.  Poderes  centralizados;  orientação  discricionária.  Algum  progresso  promovido  pelos  administradores  -  funcionários,  que  eram  removíveis  e  demissíveis  ad - nutum.&lt;br /&gt;   9  de  julho  de  1932.    Revolução  em  São  Paulo.    O  grande  Estado  líder tomara  dianteira  na  luta  pela  constitucionalização  do  país.  Fê-lo  pelas  armas,  numa  arremetida  heróica,  pontilhada  de  lances  de  assombrosa  bravura.&lt;br /&gt;   O  Governo  Central  estava  forte, porém,  e  convocou  recursos  humanos  de  todos  os  outros  Estados  da  Federação  para  jugular  o  movimento.  Minas  se  colocou  à  frente  da  reação  e  mandou  os seus  soldados  para  o  Túnel.  Os  municípios  desguarnecidos  criaram  uma  espécie  de  guarda  municipal  (milícia),  arrebanhando  elementos  no seio  do povo.  Deu-lhes  armas  e  privilégios.  Os  milicianos, na  sua  maioria,  usavam  e  abusavam  desses  privilégios,  provocando  mesmo,  em  algumas  cidades,  sérios  conflitos  de  conseqüências  mais  ou  menos  graves.  Na  cidadezinha  em  que  morávamos, porém,  um  impacto feriu  o  silêncio  e  a  monotonia  da  vida  citadina:-  um ônibus,  cheio  de  soldados,  entrara  na   cidade,  e  um sussurro  fez  estremecer  os  simpatizantes  da  causa  paulista.  O  autor  destas  linhas,  que  também  ouvia  às  escondidas  o  único  rádio  existente  na  terra,  devia  estar  no  índex.  O  melhor  expediente  era  fechar  hermeticamente  as  portas  e  as  janelas  de  nossa  casa.  “Quem  não  é  visto,  não  é  lembrado”,  diz  o  antigo  rifão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3875698724980191147?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3875698724980191147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3875698724980191147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3875698724980191147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3875698724980191147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo_06.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8692315773685473548</id><published>2008-03-02T09:12:00.000-08:00</published><updated>2008-03-02T09:18:22.875-08:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do mestre Edward Leão</title><content type='html'>Comentário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob  o pseudônimo  de  Fígaro  o  Prof.  Edward  Leão,  na festejada  coluna  “Fio  de  Navalha” -  “Coisas  de  Ontem”,  publicada  no  jornal  “O  Imparcial”, exercita a sua  condição  de  historiador  relatando  episódios  revolucionários  dos  anos  30.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JGL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  veículo  fantasma percorreu  as  ruas  da  cidade,  recolhendo  pseudo – criminosos.  Todo aquele  que,  por  princípio,  por  simpatia  e  coerência, se  inclinava  para  a  causa  dos  paulistas  era  considerado  um  delinqüente  e  devia  ser  punido.  Muitos  cidadãos,  velhos  e  moços,  experimentaram  a  amargura  da  humilhação.  &lt;br /&gt;Naquele  dia  fatídico,  devia  realizar-se  uma  festa  com  fins  beneficentes  no  salão  do  prédio  recém -  construído  do  Hospital  São  Sebastião.  Severino  Buetemuller,  moço  cheio de  entusiasmo, inteligente  e  dinâmico,  preparara  tudo  para  que  a  festa  fosse  brilhante.  Aquele  engenheiro  nordestino,  que  chefiava  o  1º  Distrito  de  Terras  do  Estado,  desdobrava-se  numa  faina  impressionante, numa  operosidade  singular,  numa  capacidade  de  organização “mais  única  do  que  rara”,  quando  tomava  a  frente  de  qualquer  iniciativa.&lt;br /&gt;Todavia,  daquela  vez,  vimo-lo  descoroçoado  e  triste,  prenunciando  o  fracasso  da  grande  festa  e  lamentando  sinceramente  os  acontecimentos  do  dia,  embora  fosse  ela,  pessoalmente  e  sem  rebuços,  um  apaixonado  pela  causa  da  ditadura.  Era  um  grande  coração  que  cessou de  bater,  precocemente,  há  alguns  anos,  quando  chefiava  as  obras  gigantescas  da  construção  do  Porto de  Imbutiba,  no  Sul  do  Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-          x   –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º  de  janeiro  de  1933.  Um  telefonema  da  cidade  vizinha  que  nos  fornecia  energia  elétrica  transmitiu-nos  a  estarrecedora  novidade:  estávamos  às  escuras,  definitivamente  às  escuras,  irremediavelmente  às  escuras.  Não  seria  fornecido  nem  mais  um  único  quilowatt.  Só  se  viam  nas  ruas  pessoas  apressadas,  carregando  lamparinas,  lampiões,  garrafas  de  azeite  e  caixas  de  grizetas.  Mobilizavam-se  os  habitantes  da  cidade  contra  a  ofensiva  em  massa  do  inimigo  que,  de  há  muito,  fazia  incursões  de  reconhecimento  e  realizava  pequenas  escaramuças  em nossos  acampamentos :  as  trevas.&lt;br /&gt;Verdadeiros exércitos  de  sombras  iriam  ocupar  as  ruas  e  praças  daquela  cidade,  transformada,  de   um  momento  para outro,  em  cabeça  de  ponte,  em  cidadela  estratégica  para  os  tenebrosos  invasores.&lt;br /&gt;Mas,  como compensação,  na  hediondez  daquele  período  negro,  descia,  de  vez  em  quando  a  asa  branca  do  luar,  alvejando  a  paisagem  e  pulverizando  poesia  na  alma  dos  moços, gotejando  saudade  no  coração  dos  velhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8692315773685473548?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8692315773685473548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8692315773685473548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8692315773685473548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8692315773685473548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/03/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3983719089095333902</id><published>2008-02-27T12:17:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T12:28:13.849-08:00</updated><title type='text'>Tributo á memória do Mestre Edward Leão</title><content type='html'>Homenagens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward   Leão  teve  uma  vida  curta.  Nasceu  em  1898 e faleceu  em  1956. Personalidade  fascinante,  causeur  admirável,  orador  brilhante,  conferencista  dos  mais  cultos, historiador, professor  emérito,  jornalista,  músico;  um  intelectual  completo.  Como  costuma  acontecer  com tantos  valores no  País a  sua  vasta  obra  se  perdeu  nas  publicações  na  imprensa  interiorana,  de  Minas  e  de  outros  estados.&lt;br /&gt;     Divulgou  alguns  de   seus  versos  nos  livros  “Alma Errante”,  editado  em 1932,  e  “Tapera  Ensolarada”,  em 1955,  este  pouco  tempo  antes  de  seu  falecimento.&lt;br /&gt;    Na  coluna  “Poetas  Mineiros”,  na  “Folha  de  Minas”,  de  Belo  Horizonte,   “Tapera  Ensolarada”  mereceu  do  crítico  responsável  os  seguintes  comentários: “EDWARD  LEÃO -  Nasceu  em  26  de  abril  de  1898,  em  Tocantins,  Minas  Gerais. Desde  a  adolescência  manifestou  pendores  literários, que  vieram  a  se  concretizar  aos  vinte  anos,  com  a  publicação   da  plaquete  de  versos  “Alma  Errante”, dedicado  a  Mário  Mendes  Campos,  conterrâneo e  amigo  inseparável  do  poeta. Autodidata,  dedicou-se  ao magistério,  e,  depois  de  lecionar  em  cursos  particulares,  dirigiu  e  ministrou  aulas,  até  sua  morte,  no  Ginásio  São  Sebastião,  de  Raul  Soares.  Sua  produção  literária  encontra-se  esparsa  em   publicações  da  Zona  da  Mata, onde  se  fez  famoso  como  orador  primoroso.  Faleceu  em  Belo  Horizonte,  onde  foi  sepultado,  em  9  de  agosto  de  1956.  Nos últimos  tempos  de  vida,  surgiu  com  a  plaquete  intitulada  “Tapera  Ensolarada”.&lt;br /&gt;   O poeta  Gonçalves  da  Costa,  grande  amigo  e  admirador  de  Edward  Leão,  certa  vez  afirmou  que  a   obra  dele   “há  de  ficar  na  nossa  lembrança  e  constituirá  um dos maiores acervos da  cultura  e  sensibilidade  desta  terra.  Dotado  de  cultura  geral,  tinha  uma  expressão  fácil,  copiosa  e  envolvente.  Se  entrávamos  às  apalpadelas  num assunto  qualquer,  ele,  notando  logo  tal situação,  modestamente,  e  com  habilidade,  se  esgueirava  até  atingir  o  assunto,  dominava-o,  dissecava-o  até ao  âmago.” &lt;br /&gt;   Dilermando  Rocha,  o mais  festejado  poeta e escritor raul – soarense  dos  tempos  modernos, não  se  esqueceu  do velho  mestre  escrevendo  no  seu  livro  “Irmão  Preto”,  2ª   edição,  João  Scortecci  Editora,  1995,  página  61:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            ÁRABE  ERRANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   A  Edward  Leão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  essa  vida,  um  áspero  deserto,&lt;br /&gt;passam  as  caravanas  de  ilusões;&lt;br /&gt;vão  avançando,  sem  destino  certo,&lt;br /&gt;buscando  oásis  dentro de  visões.&lt;br /&gt;Tantas  vezes  me  dão  um  clima  aberto&lt;br /&gt;com  outra  vida,  sem  as  privações,&lt;br /&gt;mas  lá  eu  sofro,  pois  me  sinto  incerto&lt;br /&gt;entre falsos  amigos  e  traições.&lt;br /&gt;Sempre  quis  ser  -  somente  -  árabe  errante&lt;br /&gt;no  meu  chão  agreste  e  fiel amante&lt;br /&gt;do simum,  do  siroco  e  nas  paisagens&lt;br /&gt;deixe-me  seguir:  quero  tanto  o  pouco&lt;br /&gt;de poesia  que  há  em  tudo.  (Louco?)&lt;br /&gt;Nunca  tente, jamais,  matar  miragens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3983719089095333902?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3983719089095333902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3983719089095333902' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3983719089095333902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3983719089095333902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/02/tributo-memria-do-mestre-edward-leo.html' title='Tributo á memória do Mestre Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5320693764734566391</id><published>2008-02-23T05:04:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T11:12:51.028-08:00</updated><title type='text'>Prof. Edward Leão</title><content type='html'>NOTAS BIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NASCEU EM 26 DE ABRIL DE 1898 EM TOCANTINS (MG).&lt;br /&gt;FOI CASADO COM D. MARIA DE AQUINO LEÃO Leão, MULHER DE ACRISOLADAS VIRTUDES.&lt;br /&gt;TEVE DOIS FILHOS, AMBOS JÁ FALECIDOS : DR. HUGO DE AQUINO LEÃO, CAUSÍDICO BRILHANTE, GRANDE TRIBUNO, EDUCADOR, ESPORTISTA, POLÍTICO E JORNALISTA COMPETENTE, E JOSÉ D’AQUINO LEÃO, O NOSSO SAUDOSO MORENO LEÃO, SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA, ESPORTISTA, TORCEDOR APAIXONADO DO CLUBE ATLÉTICO MINEIRO E DA ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA RAUL-SOARENSE, A GLORIOSA ÁGUIA DOS EUCALÍPTOS, POETA DE RARA INSPIRAÇÃO, PIANISTA, JORNALISTA.&lt;br /&gt;O PROFESSOR EDWARD LEÃO CHEGOU A RAUL SOARES NA DÉCADA DE 20.&lt;br /&gt;FOI A EXPRESSÃO MAIOR DA INTELECTUALIDADE E DA CULTURA DE NOSSA TERRA.&lt;br /&gt;PROFUNDO CONHECEDOR DA LINGUA PÁTRIA FOI EM MINAS GERAIS UM DOS LUMINARES NO ENSINO DA LÍNGUA E LITERATURA PORTUGUESA.&lt;br /&gt;LECIONOU, TAMBÉM, A LINGUA FRANCESA, IDIOMA QUE DOMINOU COM MUITA MAESTRIA TENDO O PRIVILÉGIO DE CONHECER NO ORIGINAL AUTORES COMO FLAUBERT, DUMAS, ZOLA, DAUDET, VICTOR HUGO E OUTROS GRANDES AUTORES QUE ENRIQUECERAM A LITERATURA UNIVERSAL COM IMORREDOURAS OBRAS.&lt;br /&gt;A EXTENSÃO DE SEUS CONHECIMENTOS FIZERAM QUE LECIONASSE TAMBÉM OUTRAS MATÉRIAS : HISTÓRIA, GEOGRAFIA, BIOLOGIA . . .&lt;br /&gt;FOI PROFESSOR, INICIALMENTE, EM CURSOS PARTICULARES. ATINGIU O CLIMAX DO MAGISTÉRIO NO GINÁSIO SÃO SEBASTIÃO, POSTERIORMENTE TRANSFORMADO EM INSTITUTO SÃO SEBASTIÃO, CASA DE ENSINO FUNDADA PELO PROFESSOR ALBERTO ÁLVARO PACHECO, DA CIDADE DE VIÇOSA, QUE FUNCIONOU POR MAIS DE UMA DÉCADA NO PRÉDIO ONDE HOJE ESTÁ A USINA DA COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE RAUL SOARES, NA RUA BOM JESUS.&lt;br /&gt;O COMPLEXO DE ENSINO “INSTITUTO SÃO SEBASTIÃO” COMPREENDIA : GINÁSIO, ESCOLA NORMAL JANUA COELE E ESCOLA TÉCNICA DE COMÉRCIO VINTE DE JANEIRO.&lt;br /&gt;O RENOMADO MESTRE FOI TAMBÉM COMPOSITOR E POETA INSPIRADO.&lt;br /&gt;COMPÔS OS HINOS DO GINÁSIO SÃO SEBASTIÃO E DA ESCOLA NORMAL JUANA COELE.&lt;br /&gt;A SUA OBRA POÉTICA BASTANTE VASTA TINHA A INFLUÊNCIA DAS ESCOLAS PARNASIANA E SIMBÓLICA, NAS QUAIS PONTIFICARAM BILAC, CRIUZ E SOUZA, ALPHONSUS DE GUIMARAENS, O MÍSTICO DE MARIANA.&lt;br /&gt;AUTORIZADO DEPOIMENTO DO TAMBÉM GRANDE POETA GONÇALVES DA COSTA NOS DIZ QUE EDWARD LEÃO ERA “DOTADO DE CULTURA GERAL INVEJÁVEL, TINHA UMA EXPRESSÃO FÁCIL, COPIOSA E ENVOLVENTE. SE ENTRÁVAMOS ÀS APALPADELAS NUM ASSUNTO QUALQUER ELE NOTANDO LOGO TAL SITUAÇÃO, MODESTAMENTE, E COM HABILIDADE, SE ESGUEIRAVA ATÉ ATINGIR O ASSUNTO, DOMINANDO-O, DISSECANDO-O ATÉ O ÂMAGO.”&lt;br /&gt;SUA PRODUÇÃO LITERÁRIA ENCONTRA-SE ESPARSA EM TODAS AS PUBLICAÇÕES DA ZONA DA MATA, PRINCIPALMENTE NOS JORNAIS“RAUL SOARES”,“A TRIBUNA “, O IMPARCIAL”, E NO “JORNAL DO POVO”, O GRANDE JORNAL DE PONTE NOVA DO INESQUECÍVEL ANÍBAL LOPES.&lt;br /&gt;PUBLICOU OS LIVROS “ALMA ERRANTE”, DEDICADO A MARIO MENDES CAMPOS, CONTERRÂNEO E AMIGO INSEPARÁVEL, E “TAPERA ENSOLARADA”.&lt;br /&gt;FOI EFICIENTE SERVENTUÁRIO DA JUSTIÇA MINEIRA COMO TITULAR DO CARTÓRIO DO 1º OFÍCIO E DO REGISTRO DE IMÓVEIS DA COMARCA DE RAUL SOARES.&lt;br /&gt;“CAUSEUR” ADMIRÁVEL E ORADOR PRIMOROSO, CONFERENCISTA E HISTORIADOR, ENCANTAVA A TODOS PELA PROFUNDIDADE DE SEUS CONCEITOS, RIQUEZA DAS IMAGENS E PUREZA VERNACULAR.&lt;br /&gt;EVENTUALMENTE, FOI POLÍTICO, SUPLENTE DE VEREADOR À CÂMARA MUNICIPAL DE RAUL SOARES.&lt;br /&gt;O SEU FALECIMENTO, OCORRIDO EM 9 DE AGOSTO DE 1956, FOI MUITO SENTIDO NOS CÍRCULOS INTELECTUAIS E CULTURAIS. MINAS GERAIS PERDERA, UMA DAS SUAS FIGURAS MAIS ILUSTRES E FASCINANTES.&lt;br /&gt;UM DOS BELOS SONETOS DO POETA É “ O FICUS “ QUE TRANSCREVEMOS :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O FICUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POBRE ÁRVORE SEM FLORES E SEM FRUTOS,&lt;br /&gt;-MERO ORNAMENTO ESTÉTICO DAS RUAS -&lt;br /&gt;QUE A BEM DA FORMA SANGRA EM DORES CRUAS&lt;br /&gt;DA TESOURA DO ARTISTA AOS GOLPES BRUTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOS MESES DE VERÃO, QUENTES, ENXUTOS,&lt;br /&gt;QUANDO OUTRAS PLANTAS ESTÃO QUASE NUAS,&lt;br /&gt;FAZ GOSTO VER AS RAMARIAS SUAS, FORMANDO VERDES, SÓLIDOS REDUTO. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ PESSOAS ASSSIM COMO ESSA PLANTA;&lt;br /&gt;NÃO DÃO FRUTO NEM FLOR ATÉ A MORTE,&lt;br /&gt;MAS TEM CERTO PODER QUE NOS ENCANTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOFREM MUTILAÇÕES DE TODA SORTE,&lt;br /&gt;MAS, NUMA RESISTÊNCIA QUASE SANTA REVERDECEM DE NOVO A CADA CORTE .“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUBLICOU EM JORNAIS ALGUNS TRABALHOS SOB OS PSEUDÔNIMOS ERASMO LÍRIO E FÍGARO, CRÔNICAS DO COTIDIANO E RELATOS HISTÓRICOS DE RAUL SOARES.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5320693764734566391?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5320693764734566391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5320693764734566391' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5320693764734566391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5320693764734566391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/02/prof-edward-leo.html' title='Prof. Edward Leão'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3449919655036719066</id><published>2008-02-17T05:10:00.000-08:00</published><updated>2008-03-03T11:14:44.775-08:00</updated><title type='text'>Comportamento humano</title><content type='html'>Filosofia grega&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filósofos gregos tinham por hábito debater as questões pertinentes à organização das cidades e o comportamento de seu povo, sob todos os aspectos. Presentes no Pireu para orações à deusa (para um ateniense “a deusa” era usualmente Atena ante a referência aos Trácios e a menção expressa da celebração das Bendidéias em 350 levam os estudiosos a identificá-la com Bêndis, deusa tráçia que se confundia com Artemis).&lt;br /&gt;Reunidos Sócrates, Platão e os irmãos mais velhos Glauco e Adimanto, Nicérato, filho de Nícias, político e general ateniense, Polemarco  e os irmãos Lísias, famoso orador, autor de célebre discurso, o Contra Erastótenes, e Eutidemo, e, ainda, Trasímaco de Calcedônia e Carmantidas de Paianieu e Clitofonte, filho de Arístonimo. Presente também estava Céfalo, pai de Polemarco. Debateram entre outras as questões da “justiça” e “injustiça”.&lt;br /&gt;Questionamento de Sócrates motivou a Trasímaco dizer: “( ) E és tão profundamente versado em questões de justo e justiça, de injusto e injustiça, que desconheces serem a justiça e o justo um bem alheio, que na realidade consiste na vantagem do mais forte e de quem governa, e que é próprio de quem obedece e serve ter prejuízo; enquanto a injustiça é o contrário, e é quem manda nos verdadeiramente ingênuos e justos; e os súditos fazem o que é vantajoso para o mais forte e, servindo-o, tornam-no feliz a ele, mas de modo algum a si mesmos. E assim, ó meu simplório, basta reparar que o homem justo em toda a parte fica por baixo do injusto. Em primeiro lugar, nos consórcios que fazem uns com os outros, quando uma pessoa de uma destas espécies se associa com uma da outra, jamais se verificará, por ocasião da dissolução da sociedade, que o justo tenha mais do que o injusto, mas sim menos. Depois nas questões civis, onde quer que haja contribuição a pagar, o justo em condições iguais paga uma contribuição maior, e o outro, menos. Quando se tratar de receber, um não lucra nada, e o outro, muito. E, se algum dos dois ocupar um posto de comando, o justo pode contar, ainda que não tenha outro prejuízo, com ficar com os seus bens pessoais em má posição, por incúria, e com não ganhar coisa alguma com os do Estado, por ser justo. Em cima disto ainda, com criar inimizades com parentes e conhecidos, por se recusar a servi-los contra a justiça. Ao passo que o homem injusto pode contar com o inverso de tudo isto. Refiro-me àquele que há pouco mencionei, ao que pode ter grandes ambições de supremacia. Repara, pois, neste homem, se queres julgar quanto mais vantagem tem para um particular ser injusto do que ser justo. Mas a maneira mais fácil de aprenderes é se chegares à mais completa injustiça, aquela que dá o máximo de felicidade ao homem injusto, e a maior das desditas aos que foram vítimas de injustiças, e não querem cometer atos desses. Trata-se da tirania, que arrebata os bens alheios pela fraude e pela violência, quer sejam sagrados ou profanos, particulares ou públicos, e isso não aos poucos, mas de uma só vez. Se alguém for visto a cometer qualquer destas injustiças de per si, é castigado e recebe as maiores injúrias. Efetivamente, a quem comete qualquer destes malefícios isoladamente, chama-se sacrílego, traficante de escravos, gatuno, espoliador, ladrão. Mas se um homem, além de se apropriar dos bens dos cidadãos, faz deles escravos e os tornam seus servos, em vez destes epítetos injuriosos, é qualificado de feliz e bem aventurado, não só pelos seus concidadãos, mas todos os demais que souberem que ele cometeu essa injustiça completa. É que aqueles que criticam a injustiça não a criticam por recearem praticá-la, mas temerem sofrê-la. Assim, Sócrates, a injustiça, quando chega a um certo ponto, é mais potente, mais livre e mais despótica do que a justiça, e, como eu dizia a princípio, a vantagem do mais forte é a justiça, ao passo que a injustiça é qualquer coisa de útil a uma pessoa, e mais vantajosa.”&lt;br /&gt;Os conceitos de Trasímaco não convenceram aos demais pelo que foi impedido de retirar-se sem antes prestar contas das suas palavras.&lt;br /&gt;Sócrates enfaticamente afirma: “Eu, por mim, declaro-te qual é a minha opinião: não estou convencido nem creio que a injustiça seja mais vantajosa do que a justiça, ainda que alguém deixe àquela a uma pessoa à solta, sem a impedir de fazer o que quiser. Mas, meu bom amigo, que uma pessoa seja injusta, que possa cometer injustiças ou pela fraude ou em luta aberta, mesmo assim o seu exemplo não me convence que isso é mais proveitoso para ela do que a justiça. Esta mesma impressão é talvez a de outros dentre nós, e não minha apenas. Convence-nos, portanto, ó meu bem-aventurado, e de maneira suficiente, que erramos, quando damos maior valor à justiça do que à injustiça.”&lt;br /&gt;Para Sócrates os homens de bem não aspiram governar nem por causa das riquezas, nem das honrarias, porquanto não querem ser tratados por mercenários, exigindo abertamente a recompensa do seu cargo, nem de ladrões, tirando vantagem da sua posição. Também não desejam governar por causa das honrarias, uma vez que não as estimam. Força é, pois, que sejam constrangidos e castigados, se se pretende que eles consintam em governar; de onde vem que se arrisca a ser considerado uma vergonha ir voluntariamente para o poder, sem aguardar a necessidade de tal passo. Ora, o maior castigo é ser governado por quem é pior do que nós, se não quisermos governar nós mesmos. É com receio disso, que os bons ocupam as magistraturas, quando governam; e então vão para o poder, não como quem vai tomar conta de qualquer benefício, nem para com ele gozar, mas como quem vai para uma necessidade, sem ter pessoas melhores do que eles, nem mesmo iguais, para quem possam relegá-lo. Efetivamente, arriscar-nos-íamos, se houvesse um Estado de homens de bem, a que houvesse competições para não governar, como agora as há para alcançar o poder, e tornar-se-ia então evidente que o verdadeiro chefe não nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus subordinados. De tal maneira que todo aquele que fosse sensato preferiria receber benefícios de outrem a ter o trabalho de ajudar ele aos outros. Opunha-se, portanto, á Trasímaco segundo o qual a justiça seria a conveniência do mais forte.&lt;br /&gt;Instado a dar o seu depoimento sobre a afirmacão de Trasímaco: “melhor a vida do injusto do que a do justo”, disse Glauco, sem titubeio: “Considero que a vida do justo é a mais vantajosa”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3449919655036719066?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3449919655036719066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3449919655036719066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3449919655036719066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3449919655036719066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/02/comportamento-humano_17.html' title='Comportamento humano'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5939371826336426758</id><published>2008-02-11T07:41:00.000-08:00</published><updated>2008-02-27T04:37:40.407-08:00</updated><title type='text'>Cultura política</title><content type='html'>Democracia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A democracia, teve origem na crença de que, sendo os homens iguais sob certo aspecto, o seriam em tudo.”&lt;br /&gt;Aristóteles, filósofo grego&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Atenas foi à grande rival de Esparta. Essa cidade-estado da região da Ática ficou célebre por dois aspectos: pela vida cultural e pelo regime político democrático.&lt;br /&gt;   O regime político de Atenas era chamado de democracia. Palavra do grego antigo, “democracia” quer dizer mais ou menos “Poder de Deus”.&lt;br /&gt;   O regime democrático ateniense foi uma das coisas mais admiráveis criadas pelos  gregos. Enquanto outros povos se submetiam aos caprichos de reis ultrapoderosos, em Atenas a decisão pertencia a toda a coletividade de cidadãos.&lt;br /&gt;   Agora atenção: A democracia ateniense era uma democracia para poucos. Para começar, os escravos obviamente não tinham direito a voto, e havia milhares de escravos. As mulheres também não podiam votar. Também não votavam os metecos, que eram os “estrangeiros”, ou seja, todos os homens livres que não tinham nascido em Atenas.  A democracia ateniense era uma coisa muito bonita, mas restrita a uma minoria.&lt;br /&gt;    Todavia, tem que se reconhecer que a liberdade e a democracia em Atenas contribuíram bastante para o esplendor cultural da cidade. Atenas foi à cidade dos arquitetos, dos escultores, dos autores de teatro e poetas, dos grandes filósofos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:- Diccionario de Citas – C. Goicoechea/Labor - Nova História Crítica – Mário Schmidt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5939371826336426758?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5939371826336426758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5939371826336426758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5939371826336426758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5939371826336426758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/02/cultura-poltica_11.html' title='Cultura política'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7807451641895652874</id><published>2008-02-02T08:46:00.001-08:00</published><updated>2008-02-02T08:47:22.819-08:00</updated><title type='text'>Fé e caridade</title><content type='html'>Antonio Frederico Ozanam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a Antonio Queiroz fiquei conhecendo a figura admirável de Ozanam e  um pouco de sua incomparável obra em favor  dos pobres.&lt;br /&gt;     Antonio Queiroz foi um cidadão de peregrinas virtudes, um homem honrado, chefe de família exemplar, um homem de muita fé em Deus.&lt;br /&gt;     Ozanam - Antonio Frederico Ozanam - foi o fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo. Foi também um dos maiores de seu tempo, tanto na cátedra de Literatura  Estrangeira da Sorbonne, como nas barras do tribunal de Lyon.  Aconselhava Ozanam, para a Sociedade Vicentina, o trabalho sem a preocupação de aparecer. Jovem ainda (13 anos) venceu a primeira crise intelectual e decidiu dedicar-se aos estudos da Religião. Abraçou a causa vicentina advertindo alguns e a todos recomendando a santificação, tal como ele próprio era levado a fazer, pondo sinceramente seus desejos sob os auspícios da Mãe Celeste. Nasceu em 23 de abril de 1813, na cidade de Milão, sendo o 5º filho de João Antonio Ozanam e Maria Nantas. Freqüentou o Colégio Real de Lion. Nesse ambiente, Noirot influiu intensamente na sua formação. Aos 17 anos esteve pela primeira vez em Paris, para estudar Direito na Sorbonne. Conheceu, então,  o sábio Ampére, entrando em contacto com Lamartine, Chateaubriand e Ballanche. Estreitando laços de amizade  com Lallier e Lamache  formaram um grupo de moços que na Sorbone viria  batalhar em defesa da Fé Católica. Com os amigos organizou, a fim de melhor se prepararem para a luta, uma série de conferências sobre Filosofia da História,convidando Gerbet para realizá-la. Para que também os não-católicos pudessem conhecer o Credo Católico, imaginou organizar reuniões com liberdade de  exposição de idéias e de discussão, sob a presidencia de um juri para decidir sobre a vitória dos disputantes e, assim,adere à Conferência de História sob a orientação de Joseph Emmanuel Bailly. Posteriormente, pela crítica de seus próprios frequentadores, transformou-se a Conferência de História na Conferência de Ciaridade. Bailly, diretor da Tribune Catholique, é, então, escolhido conselheiro do movimento. Ozanam, vai a Itália e visita Milão, Assis, Bolonha, Florença e Roma. Léon Le Prévost, um dos companheiros de Ozanam, em 1834, sugeriu a adoção do patrocínio de São Vicente de Paulo e o nome de Conferência de São Vicente de Paulo. Por proposta de Ozanam, é invocada a proteção de Nossa Senhora para a Conferência e escolhido uma de suas festas (8 de dezembro) para que a Rainha do Céu seja especialmente honrada. Voltando a Paris para preparar a tese de doutoramento em Direito, pleiteou com outros companheiros, do Arcebispo de Paris, Mons. Quélen, a realização das conferências para estudantes em Notre Dame. Mais de cinco mil pessoas estiveram presentes na Catedral de Notre Dame vibrando com a palavra de Lacordaire. Importante e decisiva foi a  participação de Ozanam para tão grande êxito.  Defendendo tese na Sorbonne conquistou o título de Doutor em Direito. Com a tese sobre A Divina Comédia e a Filosofia de Dante Alighieri conquistou o título de Doutor em Letras pela Sorbonne. Foi, sucessivamente, Professor de Direito Comercial, em Lyon, e suplente da cadeira de Literatura Estrangeira da Sorbonne que conquistou defendendo a tese oral História dos Eclesiásticos Gregos e Latinos, deixando, então, definitivamente Lyon. No seu magistério na Sorbonne, Ozanam, desenvolveu em suas aulas os temas: Os Germanos antes do Cristianismo, o Cristianismo junto aos Francos, O Sacro Romano Império, os  Niebelunge. Em 1844 é emposado na cátedra de Literatura Estrangeira na Sorbonne,  sucedendo a Fauriel. Em viagem na Itália colheu material para a obra Os Poetas Franciscanos na Itália no Século XIII Século. Na Sorbonne desenvolveu estudos sobre a Civilização Cristã no V Século e a Origem da Civilização junto aos Germanos. Iniciou a obra A História da Civilização nos tempos barbáros, chegando a compor os volumes: Os Germânicos antes do Cristianismo e Cristianismo junto aos Francos, que apareceram em 1849. O 3º volume História da Civilização Cristã no V Século veio a luz em 1856, após a sua morte que ocorreu aos 40 anos, em Marselha, aos 8 dias do mês de setembro do ano de 1853.&lt;br /&gt;   Em agosto de 1997 Ozanam foi beatificado pelo Papa João Paulo II.&lt;br /&gt;   Poucos, bem poucos, são os leigos levados aos altares.&lt;br /&gt;   Adotou no  trabalho de criação da Sociedade de São Vicente de Paulo o preceito  “IL FAUT ENLACER LA FRANCE DANS UN RÉSEAU DE CHARITÉ””  tornando-o uma regra universal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7807451641895652874?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7807451641895652874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7807451641895652874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7807451641895652874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7807451641895652874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/02/f-e-caridade.html' title='Fé e caridade'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-1531843545526219575</id><published>2008-01-28T11:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T11:14:12.211-08:00</updated><title type='text'>Deus e o destino do homem</title><content type='html'>Santo Agostinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A forma inconseqüente e insana de agir na sociedade moderna, trouxe-me à mente a figura de Santo Agostinho. O grande pensador teológico, comparou o dinheiro mal usado como excremento do demônio.&lt;br /&gt;     Não é isso o que estamos, com muita tristeza, testemunhando em nossos dias, como comportamento político, social e familiar? Pouco, ou quase nada, se faz por amor. Espera-se sempre uma vantagem material. É  esquecida a lição  de Chamfort: “amour, folie aimable; ambition, sottise sérieuse (o amor é uma loucura simpática; a ambição, uma  séria insanidade).&lt;br /&gt;     Livros de qualidade incontestável como a notável Grande Enciclopédia da Larousse Cultural, Lello Universal, Séguier, registram que Santo Agostinho, doutor da igreja latina (Tagasta, hoje Souq – Ahras, Argélia, 354 – Hipona, Numídia, 430), romano da África, permaneceu muito tempo alheio à igreja, embora fosse filho de Santa Mônica, buscando nos prazeres carnais e nas seduções de maniqueismo uma resposta à sua inquietude. Sob a influência do bispo Ambrósio, em Milão, converteu-se, sendo batizado em 387. Voltando a África,  se desfez de seus bens para promover, com alguns companheiros, uma forma de vida cenobítica, experiência que manteve como bispo e que lhe permitiu elaborar, para uso dos religiosos, aquela que seria chamada a regra de Santo Agostinho. Ordenado  padre, depois eleito bispo de Hipona (396), cidade onde morreu durante o cerco dos vândalos.   Agostinho exerceu papel preponderante na Igreja do Ocidente. É imensa a sua obra escrita, destacando-se  A Cidade de Deus  (413-427). As  Confissões  (397), o tratado Da Graça e sua correspondência pessoal. Adversário das doutrinas heterodoxas (maniqueismo, donatismo, pelagianismo, etc.), Agostinho foi um pregador incansável (mais de 400 sermões) e ao mesmo tempo exegeta e teólogo. Seu pensamento está centrado em dois pontos essenciais: Deus e o destino do homem. Os grandes temas agostinianos (conhecimento e amor, memória e presença, sabedoria) dominaram a teologia ocidental até a escolástica tomistica.  É festejado em 28 de agosto. No século VII, com fundamento em suas pregações, foi  fundada  a Ordem dos Agostinhos, de religiosos mendicantes, e que o  papa  IV reuniu  em 1256 numa única corporação. Os frades Agostinhos tiveram muitos seminários em Portugal e Ultramar.&lt;br /&gt;    Uma passagem de São Paulo  - não passeis a vossa vida nos festins e nos prazeres da mesa . . . mas inspirai-vos em vosso Senhor Jesus Cristo e evitai satisfazer os desejos desregrados da carne -  teria levado Agostinho a  abandonar a vida de dissipação que levava.&lt;br /&gt;    O competente jornalista José Bento Teixeira de Salles na sua coluna História do Dia, publicada no jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte (MG), sob o título Insondável  Mistério relata-nos: “Certa vez, o sábio cristão (referia-se a Santo Agostinho) andava pela praia, meditando sobre a extraordinária grandeza do mistério da Santíssima Trindade. Como entender, na lição dogmática da Igreja, que o sondável mistério da trina unidade se resume na simplicidade da frase singela que aprendemos no Catecismo: ‘Três pessoas distintas em uma só verdadeira?’. Entregue a suas meditações sublimes, o Bispo de Hipona vê um garoto agachado, fazendo um buraquinho na areia da praia. Detendo-se, Santo Agostinho pergunta-lhe por que razão ele estava fazendo aquele buraco.&lt;br /&gt;Candidamente, o menino responde:&lt;br /&gt;-          Para ver se consigo por toda a água do mar neste buraco.&lt;br /&gt;O Santo retrucou:&lt;br /&gt;-    Fazer isso é mais facil que entender o mistério da Santíssima Trindade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pérolas de Santo Agostinho sobre o comportamento humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O pior dos homens é aquele que, sendo hipócrita, quer passar por bom; sendo infame, fala de virtude e de pundonor.&lt;br /&gt;* A verdade é doce e amarga. Quando é doce, perdoa; quando é amarga, cura.&lt;br /&gt;* Unidade nas coisas necessárias, nas  duvidosas liberdade, e caridade em todas.&lt;br /&gt;* Com caridade o pobre é rico; sem caridade o rico é pobre.&lt;br /&gt;* Humano é errar; perseverar voluntariamente no erro  é diabólico.&lt;br /&gt;*É muito mais importante aprender-se coisas úteis do que coisas admiráveis.&lt;br /&gt;* Creio porque é absurdo.&lt;br /&gt;* A simulação de humildade é soberbia.&lt;br /&gt;* Desconhecer o mal nem sempre é um mal.&lt;br /&gt;* Quando oramos, falamos com  Deus. Quando lemos, é Deus quem fala conosco.&lt;br /&gt;* O que sobra aos ricos é patrimônio dos pobres.&lt;br /&gt;* O mau é um malfeitor de si mesmo.&lt;br /&gt;* A busca ansiosa por novidades leva o homem a extremas angustias.&lt;br /&gt;* A vida feliz não pode ser outra que a eterna, onde não há muitos dias felizes, senão um só.&lt;br /&gt;* A virtude é a  arte de viver bem e com retidão.&lt;br /&gt;* Nada está tanto em nosso poder  como a nossa  vontade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-1531843545526219575?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/1531843545526219575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=1531843545526219575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1531843545526219575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/1531843545526219575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/deus-e-o-destino-do-homem.html' title='Deus e o destino do homem'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-3483366521372455985</id><published>2008-01-24T11:57:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T12:02:12.068-08:00</updated><title type='text'>Ícones da Igreja de Pedro</title><content type='html'>EXEMPLOS DE VIDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Editora Publicações de Ouro, do Rio de Janeiro, organizou uma primorosa coleção de livros sob o título Clássicos de Ouro Ilustrados. Na coleção temos entre outros os seguintes: História da Morte no Ocidente, de Philippe Aries,  abordando o comportamento humano diante da morte na sociedade cristã, sob o ponto de vista histórico e sociológico, abrangendo o período que vem desde a Idade Média até os nossos dias;  História, que num único volume nos traz as nove Histórias de Herédoto, abrange os dois séculos que precedem guerras e contam os principais episódios do conflito greco-persa, dando destaque as vitórias gregas.; Alexandre e César, de Plutarco, que através do confronto estabelece semelhanças e diferenças entre os heróis gregos e romanos, iguais em valor, que no império coexistiam em dois mundos, duas culturas, com tradições, valores e mitos distintos; de  Tolstoi foi  publicado  O que é Arte?,  com muitas ilustrações,  uma obra polêmica, na qual o autor expõe suas idéias e pensamentos.&lt;br /&gt;O preâmbulo se justifica para uma abordagem da obra de G.K. Chesterton sobre São Francisco de Assis, a espiritualidade da paz e São Tomás de Aquino, as complexidades da razão.&lt;br /&gt;São Francisco era um homenzinho físicamente frágil e ativo, magro como um barbante e vibrante como a corda de um arco, e, em seus movimentos, parecia uma flecha saindo do arco. Toda a sua vida foi uma série de saltos e carreiras: disparar atrás de um mendigo; ir depressa, despido para a floresta; entrar escondido no navio desconhecido, aparecer de repente na tenda do sultão e oferecer-se para  se jogar no fogo. Em termos de aparência, ele deve ter sido como uma folha outonal esquelética e fina, amarronzada, dançando eternamente no vento, mas a verdade é que ele era o próprio vento.&lt;br /&gt; São Tomás era um homem imenso e bem sólido, gordo, lento e de gestos controlados; muito amável e magnânimo, mas não muito sociável; tímido, mesmo se ignorarmos a humildade do santo; e distraído, mesmo sem levar em conta suas casuais, e cuidadosamente escondidas, experiências de êxtase ou de transe. São Francisco era tão agitado e até irrequieto que os eclesiásticos diante dos quais ele de repente aparecia julgavam-no louco. São Tomás controlava tanto suas emoções que os professores da escola que ele freqüentou regularmente o julgaram tolo. Na verdade, ele era o tio do aluno, não incomum, que preferia ser um tolo a ter seus sonhos pessoais invadidos por tolos mais ativos ou animados. Esse contraste externo alcança quase todos os aspectos dessas duas personalidades. O paradoxal em São Francisco era que, não obstante sua paixão por poema, desconfiava bastante dos livros. O que havia de notável a respeito de São Tomás era sua adoração pelos livros, sua vida dedicada aos livros. Ele levou exatamente a vida do estudioso de  Os Contos de Cantuária, de Geoffrei Chaucer, que preferia ter mil livros de Aristóteles, e sua filosofia, do que qualquer riqueza que o mundo pudesse lhe dar. Quando lhe perguntaram o que mais tinha a agradecer a Deus, ele respondeu simplesmente: “Entendi todas as páginas que li”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-3483366521372455985?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/3483366521372455985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=3483366521372455985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3483366521372455985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/3483366521372455985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/cones-da-igreja-de-pedro.html' title='Ícones da Igreja de Pedro'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7060447708794199610</id><published>2008-01-24T04:01:00.000-08:00</published><updated>2008-01-24T04:05:54.487-08:00</updated><title type='text'>Um incidente eleitoral</title><content type='html'>EMBATE  POLÍTICO  JUSTIFICA ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já  entrado em  anos,  Antunes  vivia  sozinho  em  uma  casinha  suburbana  daquela  cidadezinha  tranquila  e  pacata.&lt;br /&gt;   Participava   intensamente  da  vida  social,  política  e  religiosa.  Era  de  muita  valia  a  sua  ajuda  ao  operoso  vigário  Emanuel  nas  muitas  obras  sociais  que  se  estendiam  por  todo  o   município    de    extensão  territorial   enorme.  Imbuído  do  espírito  de  Ozanam  constituía-se  na  viga  mestra  da  obra  vicentina :  construção  e  reforma  de  casas  para  os  pobres;  ajuda  alimentar  com  a  distribuição  de  cestas básicas; medicamentos,  leite e  assistência  médica,  contando para  isso,  com  o  espírito  cristão  e  solidariedade  humana  do  médico  Orozimbo  Vieira  Marques  de  Souza ,  que  segundo  se  dizia  descendia  de  família  nobre.&lt;br /&gt;   Antunes  estava  umbilicalmente  ligado  ao  chefe  político   Macedo  participando  do  diretório  municipal  da  agremiação  presidida  pelo  amigo  e   com  forte  presença  nas  campanhas  eleitorais.    Apesar  de  muitas  tentativas  jamais  se  elegera  para  qualquer  cargo  público  o  que  o  deixava  muito  frustrado  e  revoltado.  A  sua  não-eleição  causava  até  estranheza  por  se  tratar  de  um  cidadão  probo  e  muito  prestimoso,   principalmente  para  os  segmentos  menos  favorecidos  da  população.  A  explicação,  para  alguns,  estaria  na  sua  incontinência,  irreverência  verbal  e  espírito  explosivo.    Pensava  em  voz  alta  e  as  suas  maledicências  certamente   repercutiam   junto  ao  eleitorado.  Falava  tanto  que  acabava  por  magoar  profundamente  até  aos  seus  mais  próximos  amigos  e  companheiros.  Verdade  deve  ser  dita  era  um  homem  íntegro,  a  sua  palavra  tinha  maior  valor  que  qualquer  documento  com  firma  reconhecida  e  registrado  em  cartório,  com  avalistas  e  tudo.&lt;br /&gt;   A  cidade  festejara,  recentemente,  a  posse  de  um  novo  Juiz  de  Direito,  cidadão  muito educado  e  de  cultura  invulgar  Estava-se  em  um  ano  eleitoral  razão  porque  o  Tribunal    Eleitoral  atendeu  com  presteza  a  solicitação  de  um  juiz  feita  pelo  prefeito  municipal  que  desejava  eleições  com  absoluta  normalidade.  A  verdade  é  que  a  cidadezinha  pacata  se  transformava  por  ocasião  de  eleições,  principalmente  as  municipais.  Os  ânimos  se  exaltavam  e  desentendimentos  ocorriam   até  entre  amigos  e  parentes  gerando  muitas  vezes  conflitos  incontroláveis.&lt;br /&gt;   Antunes,  homem  de  poucas  letras,  havia  sido  designado  para  representar  sua  grei  partidária  perante   a  Justiça  Eleitoral  pelo  seu  desembaraço  no  trato  com  as  pessoas  e,  até  quem  sabe,  pela  fama  de  não  levar  desaforo   para  casa. A    indicação  foi  considerada  por  alguns  dos  correligionários  muito temerária  atentando-se  para  o  fato  de  que  até  os  mais  doutos  encontravam  dificuldades  na  correta  interpretação  das  leis  e  normas  eleitorais.  O  que  se  dizer,  então,  de  um pobre  homem  semi-analfabeto.&lt;br /&gt;   Aquele  dia  um  apaixonado  cabo  eleitoral  levou  a  Antunes  algumas  fofocas  solicitando-lhe  providências  imediatas  junto  ao  juiz.  Na  ótica  do cabo eleitoral ,  o  seu  partido  estaria  sendo  prejudicado.&lt;br /&gt;   Antunes,  no  seu  habitual  estabanamento,  saiu  à  procura  do  Juiz.  Reclamou  muito,  em  altos  brados,   ao  ser  informado  que  deveria  esperar  já  que  o   meritíssimo  estava  presidindo  uma  audiência.  Concluída  esta  o  juiz,  paciente  e  educadamente,  passou  a  ouvir  as  queixas   de  Antunes. &lt;br /&gt;    Ao  término  da  exposição  disse-lhe  que  sua  reclamação  não  procedia.  À  luz  das  leis  e  normas  eleitorais  vigentes  não  havia quaisquer  infração  que  justificasse  medidas  punitivas  ou  coercitivas  às  ações  desenvolvidas  pelos  adversários  do  seu  partido.&lt;br /&gt;   Antunes,  não  aceitou  a decisão  do  juiz  e  se  pôs  a  falar muito  exaltado,  bem  ao  seu  estilo  desequilibrado  emocionalmente.  O  juiz,  então,  energicamente,  para dar um fim ao diálogo   que  se  tornava  bastante  desagradável,  chamou  a  atenção  de  Antunes,  advertindo-o :  -   Senhor  Antunes,  veja  bem  a  diferença  que  nos  separa.   Antunes,  deu  um  passo  atrás,  olhou  para  o  juiz  de  alta  a  baixo,   e  retrucou::  -  Um  metro,   Doutor  !  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7060447708794199610?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7060447708794199610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7060447708794199610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7060447708794199610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7060447708794199610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/um-incidente-eleitoral_24.html' title='Um incidente eleitoral'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-2779027912554094225</id><published>2008-01-20T15:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T15:13:32.739-08:00</updated><title type='text'>Mentira</title><content type='html'>COMPORTAMENTO  HUMANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A   história registra no correr dos anos a disseminação generalizada da mentira. No último século a prática passou a ser adotada de forma vergonhosa também por alguns antes considerados ilustres homens públicos. Os objetivos: o enriquecimento com dinheiros públicos e recursos alheios e a ampliação de poder sob todos os aspectos.&lt;br /&gt;    Percorrendo os pensadores ilustres da cultura mundial deparamos muitas  constatações, muitas conclusões e muitos ensinamentos.&lt;br /&gt;     Vittório Alfieri, em Virginia, alerta-nos para o fato de que “os mentirosos estão sempre dispostos a jurar”. Pode-se acrescentar sem nenhum receio de erro: Poucos porém, salvo os mais crédulos, levam-nos a sério.&lt;br /&gt;     Pierre Corneille, em Le menteur, segue as pegadas de Alfieri quando afirma que “o mentiroso é sempre pródigo em juramentos”.&lt;br /&gt;     Afirma Geoffrei Chaucer, que “um homem não mente sequer com a metade da audácia de uma mulher”. A generalização é bastante perigosa de vez que tem que se reconhecer que existem mulheres e MULHERES.&lt;br /&gt;    Para  Arturo Graf, em Ecce Homo, “não há no mundo um mentiroso tão perfeito que possa dizer uma mentira perfeita”.&lt;br /&gt;    F. Rückert, leciona: “aquele que mente uma vez, acostuma-se a mentir muitas vezes; já que para ocultar uma mentira faltam outras sete”.&lt;br /&gt;    Young, em  Thougts on various subjects, testemunha: “aquele que fala uma mentira, não  imagina a carga que assume, já que pode se ver forçado a inventar outras vinte para manter a primeira.” Realmente,  não é isto que ocorre ?&lt;br /&gt;    Em épines pour une fleur,  C. A . D’Houdetot, afirma com muita convicção: “a mentira não engana senão quem a diz”.&lt;br /&gt;    Goethe, com a autoridade de um dos maiores vultos da intelectualidade universal, humildemente diz: “todo o mundo pode reconhecer quando me equivoco, porém não quando minto”.&lt;br /&gt;    Tácito, em Annales II, deixou para a posteridade a lição: “a verdade se robustece com a investigação e a dilação; a falsidade, com a precipitação e a incerteza”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-2779027912554094225?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/2779027912554094225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=2779027912554094225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2779027912554094225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/2779027912554094225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/mentira.html' title='Mentira'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-6359069408595957325</id><published>2008-01-16T04:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-16T04:34:53.685-08:00</updated><title type='text'>Lições de Vida</title><content type='html'>Amizade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Personagens: Dionysio o Moço,  tirano de Siracusa, cidade da Sicilia, Itália, filho  e sucessor de Dionysio o Antigo, em 368 a. J.C.&lt;br /&gt;Damão e Pythias, filósofos pitagóricos, célebres pela amizade, que os unia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  fato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo Pythias, condenado à morte, pedido ao tirano Dionysio lhe concedesse algum tempo para arranjar os seus negócios, ofereceu-se Damão para morrer em lugar do seu amigo, se este não estivesse de volta no momento fixado. Chegou a hora do suplício e Damão ia ser executado, quando Pythias se apresentou.  Dionysio, comovido de tamanha dedicação, perdoou o condenado e pediu, mas em vão, aos dois filósofos, que o admitissem como terceiro na sua amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tema  para reflexão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Amizade é um  tema realmente muito interessante para reflexão e debate, ao estilo dos gregos da era de Sócrates, Platão, Aristóteles, Glauco e Adimanto, estes,  irmãos mais velhos de Platão .  .  .&lt;br /&gt;    Cícero tratou do assunto de forma magistral em sua obra De amicitis. Fala-nos que “O primeiro princípio da amizade,  é pedir aos amigos só o honesto, e só o honesto fazer por eles.”  Augusto Comte, em Pensées  et  précepts, afirma que: “Só os bons sentimentos podem unir-nos; o interesse jamais forjou amizades duradouras.” Fedro, em Fábulas adverte que: “O nome de amigo é corrente, porém a fé na amizade, rara.”&lt;br /&gt;    Nas mais diversas atividades humanas deparamos com exemplos edificantes da mais sólida amizade e do bem querer.&lt;br /&gt;    Na vida pública mineira um exemplo temos na amizade que uniu Milton Campos e Pedro Aleixo; entre os escritores, Fernando Sabino (1923-2004), Otto Lara Resende (1922-1992), Hélio Pellegrino (1924-1988) e Paulo Mendes Campos (1922-1991), que se intitulavam “os cavaleiros do apocalipse”, amizade essa perenizada em estátuas  inauguradas em 11 de outubro de 2005, pelo governador Aécio Neves, em Belo Horizonte, na Praça da Liberdade; em Raul Soares, um forte exemplo de amizade uniu Gerardo Grossi e Wilson Damião.&lt;br /&gt;   A sinceridade é o principal elemento de uma verdadeira amizade.&lt;br /&gt;   Chamfort, em Maximes et pensées,  afirma que “em  grandes coisas os homens se mostram como lhes é conveniente  mostrarem-se; nas pequenas se mostram como verdadeiramente  são.”&lt;br /&gt;    Um desvio de conduta que  impossibilita uma verdadeira amizade  é a  dissimulação.&lt;br /&gt;    Homero, na sua monumental obra Íliada, declara sem meios termos ser “odioso, como a porta do inferno, aquele que guarda em seu coração uma coisa e diz outra.”      Machiavelli, de Florença, que foi ao mesmo tempo um grande patriota e um grande escritor, no seu livro  Príncipe, uma de suas obras mais conhecidas, registra com muito vigor: “todos vêm o que tu aparentas; poucos notam o que tu és.”&lt;br /&gt;      No livro dos livros – A Bíblia Sagrada – interessantes e fortes conceitos estão presentes em alguns momentos, como em Mateus, cap. 10, versículo 36: “Et inimici eius demestici eius” (Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares). Justifica-se, assim, o ocorrido na família de Isaac e Rebeca, quando por um prato de lentilhas,  Esaú, a quem a Bíblia faz o pai dos Edomitas, vendeu ao irmão gêmeo Jacó, os seus direitos de primogenitura?&lt;br /&gt;Que inspiração o fato trouxe a Machado de Assis para  produzir uma das suas mais belas criações literárias ! . . . Na versão de Machado de  Assis, Pedro e Paulo são os nomes dos gêmeos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-6359069408595957325?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/6359069408595957325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=6359069408595957325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6359069408595957325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/6359069408595957325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/lies-de-vida.html' title='Lições de Vida'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7009848331206621610</id><published>2008-01-06T04:21:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T04:24:25.592-08:00</updated><title type='text'>Um ballet singular</title><content type='html'>LIRISMO  EM  UMA  TARDE   MÁGICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dia  desses,  em  um  fim  de  outono  - quase  inicio  de  inverno  -  no  Grande  Teatro da  Natureza  mais  um  ato  de  beleza  e  encantamento  e  de  simplicidade  tocante  e  envolvente  aconteceu  em  um  jardim  anônimo  e  desconhecido.&lt;br /&gt;   Borboletas  -  muitas  -  multi-coloridas,  qual  um  bando  de  guris  travessos  e  irreverentes,  produziam  inusitado  espetáculo  de  cores  e  coreografia.&lt;br /&gt;   Caminhando  lentamente  por  aquele   pequeno  e  querido  espaço,  o  velho  quedou-se  absorto  a  observar  os  matizes  das  cores  que  se  desenhavam  aos  seus  olhos  embevecidos,  como  moldura  à  evolução  ágil  e  alacre  dos  pequenos  lepidópteros.&lt;br /&gt;   Certamente,  o  estado  de  ânimo  de  que  se  achava  possuído  naquele  momento  colaborou  para  o  seu  maior  êxtase.&lt;br /&gt;   Timidamente,  também  fascinada  e  eletrizada  pela  cena,  a  criança  aproximou-se,  silente.&lt;br /&gt;O   inesperado  e  a  beleza  da  visão  a  empolgavam.&lt;br /&gt;    No  ballet  das  borboletas  aconteciam  volteios,  sem  atropelos,  sem  colisões,  apesar  da  incrível  rapidez  das  evoluções,  como  que previamente  treinadas  e  ensaiadas.&lt;br /&gt;    De  repente  a  criança  teve  a  sua  atenção  voltada  para  uma  borboleta  solitária.&lt;br /&gt;    Fora  do grande  baile,  a  coitadinha  arrastava-se  pelo  chão  com  muita  dificuldade.&lt;br /&gt;    Asa  caída.  Sem  equilíbrio.  A  frágil  borboletinha  lembrava  um  desfilante  de  escola  de  samba  em  uma  noite  de  muita  chuva;  com  a  fantasia  encharcada,  pesando  toneladas;  mal  podendo  sustentá-la;  passos  trôpegos  e  tolhidos.&lt;br /&gt;    Exclamação  de  espanto   e  de quase  dor, levou  a  criança  a  um  patético  apelo :    - Vô,   ajuda  ela  !  ajuda  ela !  .  .  .  Ela  tá  pedindo  !  .  .  .&lt;br /&gt;    Na  sua  caminhada  capenga,  a  borboletinha  alcançou  o  sapato  do  velho  e  encetou  uma  lenta  e  dolorosa  caminhada  pela  sua  perna,  sobre  a  calça.&lt;br /&gt;    À    medida   que   subia,  tornava-se   ágil   e   ativa  .  .  .     -    Vô,   ela   vai  te  beliscar ! .   .   .       &lt;br /&gt;    Parada  por  alguns  momentos,  quase  inerte,  à  altura  da  cintura  do  velho,inesperadamente  alçou  vôo,  aparentemente  recuperada,  desaparecendo  aos  meios  aos  volteios  das  borboletas.&lt;br /&gt;A  criança  entusiasmada,  festejou  :  -  Vô,  você  sarou  ela  !  .  .  . &lt;br /&gt;     O velho  sorriu, e  matutou  :  -  Como  seria  o  homem  mais  feliz  se se despojasse  de  mesquinharias  e  ambições  menores,  amarras  poderosas  que  o  tornam  escravo  de  convenções  impostas  de  onde,  por  quem  e  para  que  não  se  sabe  ao  certo,  alheando-lhe   à  beleza  das  coisas  simples  do  seu  dia-a-dia,  fontes  singulares  de  vida  e  realização  plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                        o  o  o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sorridentes   e  satisfeitos  -  o  velho  e  a  criança  -  de  mãos  dadas,  afastaram-se  daquele  sítio  mágico,  não  sem  antes  lançarem  um  último  olhar,  por  alguns  momentos,  como  a  se  despedirem  agradecidos  do  grande  espetáculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7009848331206621610?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7009848331206621610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7009848331206621610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7009848331206621610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7009848331206621610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/um-ballet-singular.html' title='Um ballet singular'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-549694387790273341</id><published>2008-01-03T16:27:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T16:29:29.868-08:00</updated><title type='text'>Pico da felicidade</title><content type='html'>DESTINO OU  FATALIDADE  ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O  dia  surge  irradiando  luz.  Tudo  é  alegria.  Contaminado por tal  espetáculo  Pedro  se  sente  um  homem  feliz.  Feliz  somente,  não  !  .   .    .  Felicíssimo. .  . Assustou-se  mesmo  por  se  sentir  tão  predisposto  à  alegria.  Dizem que quando    se   está   assim   algo   de   desagradável  está  por  vir.  Ora  !  .   .   .  Ora  !  .   .   .  Bobagem  !  .  .   .&lt;br /&gt;    8h.  -  Pedro  sai  para  o  escritório.  Assobia  uma  sonata, uma  valsa  ou seria uma tarantela?, confesso  que  não  consigo  lembrar-me   .   .    .  É  feliz,  enfim,  o  nosso  boníssimo  Pedro.  No   escritório  inicia  o    trabalho  com  disposição  e  entusiasmo.  Os  mais  complexos  problemas,  tornam-se  banais  nesse  dia  maravilhoso.&lt;br /&gt;    12h.  - Almoço. Tudo  corre  às  mil  maravilhas.Sim  senhores,  que  dia  !  .   .   .  que  dia  !  .   .    .&lt;br /&gt;     13h. - Pedro  retorna  ao  escritório.  Viaja  hoje.  Não  pode  perder  tempo. E o bilhete?  Qual  companhia?  Pluma,  Real,  Cruzeiro  do  Sul,  Aerovias.  Real;  sim,  Real.  Ótima  companhia.  O  telefone   à  mão  :  -   -  Alô  !   Um bilhete no avião  das  17h  para  São  Paulo.  Como?. . .  Como  ?   .   .   .  O  vôo  está  lotado? . . .  Que  maçada  !   .   .   .  Pedro  precisa  fazer  a  viagem  impreterivelmente  hoje.  (Telefone  para outra  companhia,  homem!. . .  )  -  Alô. Ahn. . . Como ?  .   .   .  Sim.  .  . Sim.  .  .  Ótimo  ! .  .  .  Que  sorte  !  .    .    .  O  Manoel,  sabe?, o Manoel, o   Manoel  do  Bazar  das  Novidades   desistira  da viagem.  Cederia  o seu  lugar.  Que  coincidência  estar  ele  na  Real  justamente  agora.  Tudo  resolvido.  Viajará  hoje.&lt;br /&gt;    15h30 -  .  .  . Onde  está  aquele  contrato  que  deverá  levar  ?  E a  pasta,  onde   o  colocou ?. .  . Negócios  .   .    .   Negócios .  .  .  &lt;br /&gt;     16h40 - O  aeroporto  está  movimentadíssimo. Como viajam  de   avião!. . . .   Aviões   partem.   Aviões  chegam.  Que  confusão  !  .    .    .  Lá  está  Pedro.  Que  elegância !  .   .   .  Sujeito feliz   .  .   .&lt;br /&gt;    -  Passageiros  da  Real  para  São  Paulo !  Queiram  se dirigir  ao  portão    5.  Tomem  os  seus  lugares  e  boa  viagem.&lt;br /&gt;Lá  vai  Pedro. &lt;br /&gt;Pedro  lança  um  olhar  para  o  horizonte.  Chi  !  .  .  .   O  tempo está  ficando  brusco.  Nada  acontecerá  meu  caro  Pedro.  O  dia  hoje  é  seu.  Não  tenha  receios  vãos.  Ei-lo  a  bordo  da  aeronave.  Avião  superconfortável. . .Não,  Pedro ?...  O  homem  está  absorto  na  leitura de  uma  revista.  Passageiros  todos  a  bordo.  Portas  hermeticamente  fechadas.  Tudo  rigorosamente  revisto.  Os  motores  roncam  e  o  pássaro  metálico  roda  pela  pista.  Alça  vôo.  Que  decolagem !  Piloto  formidável!  Não  acha,  Pedro ?  Diabo! . . . O  homem  não para de  ler.  Larga  esta  revista,  ó  homem !.  .  . Ahn!  .  .  .&lt;br /&gt;    Pedro   olha  pela  janela.  Assusta-se  com  as  nuvens  ameaçadoras  que  toldam  o  céu.  Um  dia  tão  feliz  ! .  .   .  Não  !  .  .  .  Não  pensa  asneiras, ó  Pedro.  Não  haverá   nada.  E  se  houver  ?  Ora,  se  houver  .   .   .Não  pensemos  nisso.&lt;br /&gt;O  avião  corta  o  espaço  tranquilamente.&lt;br /&gt;    17h5 - Eta  hora que não  passa  !  .  .   . Pedro  se  impacienta. Tenha calma,  homem  ! .   .   .Uff  !  .  .  .  Que  susto  !  .  .   .  Um  vácuo,  e  quê  vácuo  !  .  .  .  O  avião  parecia  despencar-se.  O pior,  no  entanto,  está  por  acontecer.  Veja  que  temporal  se  nos  avizinha. Pedro,  cadê  a  sua  sorte  ?  Pedro  se  assusta. Pedro  treme.  Pedro  sua.  Pedro murmura  : -  Não  viajo  mais  de  avião.  .  .  É  sempre  assim.  Da  última  vez  foi  a  mesmíssima  coisa.  O  avião  caminha  ( ou  voa,  como  queiram)  para  a  zona  conflagrada.  Trovões.  Relâmpagos.  O  danado   salta  como  um  animal  bravio.  Atinge  o  ponto  crítico  do  temporal.  Ou,  o  olho  do  furacão,  como  se  costuma  dizer.  Que  coisa  horrível.  Os  passageiros   temerosos  murmuram :  -  Vamos  rezar!  .  .  .  Não  acontecerá  nada! .  .  .Tudo  passará  !   .   .  . Reinará  a  bonança  !  .  .   .  Não  existe  o  provérbio  ?  .  .  .  Ora,  deixemos  de  lado  as especulações.&lt;br /&gt;    A  situação  piora.   Oh!  .  .   .  Que  houve  ?  !   O  avião  dá  como  um  giro  sobre    si    mesmo.  Ouve-se  um  barulho  tremendo.  Impacto  com  algo  invisível  !  .  .  .   Uma  montanha. . .  Pico  da  Felicidade !  .  .  .  Ironia  do  Destino  !  .  .  .  Gritaria  infernal ! .  .  .  Pandemônio: - Quebrei  a perna  !  .  .  .   - Estou  morrendo !  .  .  . - Onde  está  meu  filho  ?  . . .   Onde  está    Pedro ? . . .  Terá  morrido  ?  Não !  .  .  .  Lá  está  ele. Como  ri  !  .  .  .  Pedro,  que  é  isso  homem ?  Não  é  hora  de  gargalhar.  Você  precisa  chorar.  Pedro,  no  entanto,  explode  em  gargalhadas  sobre  gargalhadas.  Que  balbúrdia !  .  .  .  Fogo,  chuva, gritos,  mortes. . . Não  sofreu  nada  Pedro  ?  A  sua  resposta  é  uma   gargalhada  terrível.  Pedro  não  nos  ouve.  Algazarra   medonha.    Dura   minutos,  segundos,  horas.  Perde-se a noção do  tempo  !  .  .  .&lt;br /&gt;    .  .  . Agora,  tudo  cessa.  Já  não  há  mais  alarido.  Já   não   se  ouve   o   crepitar  do  fogo. . . Nem  gemidos . . . Nada .  .  .   Parece  um  cemitério. Parece?  .  .  .  E  esta  coruja  a  piar  lugubremente?  .  .  .  Sai  daí  bicho  !  .  .  . Silêncio  completo !  .  .  .  Silêncio  tumular  !  .  .  .&lt;br /&gt;     Um   novo  dia  nasce.Que  belo  dia  !  .  .  .Que  sol !  .  .  .  Pedro  nada  disto  admira.  Não  suportou  o  espetáculo    que  lhe  fora  proporcionado  pelo  Destino.  Não  foi  encontrado  tampouco. Saiu  a  correr  desabaladamente. . . Sem  destino. . .  A  gargalhar  . . .  a  gargalhar    .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-549694387790273341?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/549694387790273341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=549694387790273341' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/549694387790273341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/549694387790273341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/pico-da-felicidade.html' title='Pico da felicidade'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-8245003395801828355</id><published>2008-01-03T09:12:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T09:14:53.548-08:00</updated><title type='text'>Ganharás a vida com o suor do teu rosto</title><content type='html'>TRABALHO,  DÁDIVA  DIVINA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Aristeu,  um  pequeno  produtor  rural,  tinha  uma  luta  dura  no  seu  torrão.&lt;br /&gt;   Iniciava  a   jornada  diária de trabalho  bem  antes  do  nascer  do  sol e ao pôr do sol ainda estava  na  lida.&lt;br /&gt;   Ordenha  de  vacas  .  .  .  limpeza  de  curral  .  .  . o  milho  para  o  moinho  .  .  .&lt;br /&gt;   Da  sua terra  ele  tirava  alimentos :  arroz,  feijão,  milho,  leite, mandioca. De  seu  pequeno  pomar : laranja,  limão  e  outras  frutas.&lt;br /&gt;    Sobrevivia,  apesar  das  muitas  canseiras  e  desafios.&lt;br /&gt;    Eurípedes,  um  conhecido de  Aristeu,  há  muito  tempo  vinha  azucrinando  a  sua  paciência  e  colocando  dúvidas  em  sua  cabeça.&lt;br /&gt;    Dizia que Aristeu deveria  imitá-lo;  vender  o  sítio  e  aplicar  o dinheiro  em  uma  caderneta  de  poupança,  em  CDB’s  e  outras  coisas  das  quais  Aristeu  jamais  cogitara  e  nem  sequer  sabia  existirem.&lt;br /&gt;   Falava  Eurípedes  que  o seu  dinheiro  estava  no  banco  rendendo  polpudos  dividendos. As  suas  canseiras  no  duro  trabalho  do  campo,  sem  a  devida  remuneração  e  reconhecimento  da  sociedade,  se  tornaram  coisas  de  um  passado  renegado&lt;br /&gt;   Trabalho  duro,  é  coisa  para  burro,  dizia  Eurípedes.&lt;br /&gt;   De  tanto  ouvir  aquela  lengalenga  as  convicções  de  Aristeu  ficaram abaladas.&lt;br /&gt;   Afinal,  estava  sozinho  no  mundo,  sem  mulher,  sem  filhos  e  nada  justificava  tanta  luta  por  tão  pouco.  Para  quê  ?  .  .  .&lt;br /&gt;   Naquela  segunda-feira,  Aristeu  estava  no  Banco  do  Brasil,  para  pagar  o  ITR  de  suas  terras,   e  alí  se  encontrou  com Eufrásio,  um   amigo  de  longa  data  e  seu  vizinho,  proprietário  do  “Sítio da  Alvorada”.  A  luta  de  Eufrásio,  a  exemplo  do  que  ocorria  com  Aristeu,  também  era  muito  dura.  Contudo,  ele  não  esmorecia.&lt;br /&gt;   A  última  conquista  de  Eufrásio  fora  a  inauguração  da  sua  pequena  fábrica  de  aguardente.  A  cana  que  lhe  servia  de  matéria  prima  ele  a  colhia  do  canavial  que  havia   plantado  no  sítio,  assessorado  pelo  Dr.  Venâncio,  da  EMATER.&lt;br /&gt;   Eufrásio  fez  muita  festa  ao  se  encontrar  com  o  amigo  Aristeu  dizendo-lhe  que  estava  programado  para  o  domingo seguinte  um   almoço  em  sua  casa,  comemorativo  do  aniversário  de  seu  casamento.  Convidou,  então,  ao  amigo,  para  que  comparecesse,  participando de  sua  festa.  Seria  coisa  simples,  somente  com  a  presença  de  familiares  e  amigos  mais  chegados.&lt;br /&gt;   Aristeu  recebeu  o  convite  com  alegria  prometendo  comparecer.&lt;br /&gt;   No  domingo   aprazado  lá  estava  Aristeu  junto  ao  amigo  Eufrásio, a  família  e  demais  convidados.&lt;br /&gt;   Foi  uma  festa  de  alegria  contagiante.  Muitas  variedades  à  mesa  farta,  preparadas  com  muito  carinho  e  competência  por  Efigênia,  mulher  de  Eufrásio,  e  as  filhas  Edvalda  e  Conceição.&lt;br /&gt;   Terminando  o  almoço,  Aristeu  permaneceu  na  varanda  da  casa,  animado  em  um  bate  papo  que  se  estendeu  até  a  tarde.&lt;br /&gt;   O  assunto  predileto  foi  a  política  já  que  aconteceria  nos  próximos  meses  as  eleições  municipais.  Combinaram  reunir  forças  para  exigir  dos  candidatos  um  compromisso  firme  visando  melhorar  as  estradas  vicinais  que  por  ocasião  das  últimas  chuvas  tinham  sofrido  sérios  desgastes,  ainda  não  recuperados.&lt;br /&gt;   Ao  se  despedir,  já  bem  a  tardinha;  quase  noite,  Aristeu  foi  insistentemente  convidado  por  Eufrásio  para  que  antes  fosse  com  ele  conhecer  as  instalações  da  fábrica  de  aguardente  de  que  já  lha  havia  falado;  a  poucos  passos  da  casa.&lt;br /&gt;   Aristeu  aquiesceu,  e  lá  se  foram  eles  em direção  ao  galpão  da  fabriqueta.&lt;br /&gt;Foi  aí  que  Aristeu  decidiu  abordar  Eufrásio  sobre  uma  proposta  que  lhe  fizera  para  compra  de  seu  sítio  feita  havia  pouco  tempo.&lt;br /&gt;   Eufrásio  confirmou  o  interesse,  ainda  mais  que  agora  estava  a  necessitar  de  mais  terras  para  o  plantío  de  cana.&lt;br /&gt;   De  conversa  em conversa  acabaram  por  fechar  o  negócio.&lt;br /&gt;   Dias  após  estavam  no  cartório,  e  fizeram  a  escritura no Escrivão  Epaminondas, documento  este  imediatamente  registrado  por  Eufrásio  no  Cartório  de  Registro  de  Imóveis. Tinha  em  alta  conta  o  que  de  certa  feita  lhe  dissera  o  Tabelião  Reginaldo : Só  é  dono  quem  registra. Por  isso  jamais  adiava  a  providência  legal  asseguratória  de  seus  direitos  sobre  os  imóveis  que  adquiria.&lt;br /&gt;   Com  o  dinheiro  na  mão,  Aristeu  procurou  logo  um  estabelecimento bancário  para  aplicação  do  dinheiro  que  na  sua  concepção  lhe  traria  rendimentos  suficientes  para  uma  vida  tranquila  e  sem  as  canseiras  do  trabalho  no  campo  que  ele  passara  a  abominar.&lt;br /&gt;   Em  verdade,  a  vida  de  Aristeu  sofreu  muitas  transformações.  Passou  a  morar  em  um  apartamento,  no  Hotel  dos  Viajantes.  Comprou  roupas  e  sapatos  novos.      Completou  o  seu  visual  com  um  corte  de  cabelo  moderno  no  salão  uníssex,  do Adalberto.  Fez  desaparecer  os  cabelos  grisalhos,  com  o  Grecin,  recomendado  pelo  farmacêutico  Hermenegildo,  da  “Drogaria  Avenida”. Fez  as  unhas  na  manicura  Marly.  O  matuto  Aristeu  se  transformou  em  um  dandy.  Quem  o  conhecera  antes,  dificilmente  o  reconheceria  agora.&lt;br /&gt;    E  os  dias  se  passaram  .  .  .&lt;br /&gt;    Uma  notícia  na  televisão  deixou  Aristeu    perturbado  e  muito  apreensivo. &lt;br /&gt;    O  governo  havia  tomado  algumas  medidas  drásticas  na  área  econômica  para  acabar  com  a  inflação.&lt;br /&gt;   Aristeu  ficou  sabendo  que  os  rendimentos  das  aplicações  financeiras  seriam  reduzidos  a  tão  somente  meio  por  cento  ao  mês.  Inicialmente,  não  acreditou.  Rendimentos  de  mais  de  quarenta  por  cento  ao  mês  baixarem,  como  num  passo  de  mágica,  para  apenas  meio  por  cento ?  .  .  .  Não  podia  ser !  .  .  .&lt;br /&gt;   Acontece,  porém,  que  essa  era  a  realidade.&lt;br /&gt;   Nos  meses  seguintes,  entre  desesperado  e  absorto,   Aristeu  viu  as  suas  economias   minguarem  obrigando-o  a  deixar  o  apartamento  do  hotel  em  que  passara  a  morar  na  doce  fase  de  homem  rico.  Passou,  então,  a  ter  como  nova  morada  um  pequeno  quartinho  na  periferia  da  cidade,  em   companhia  de  um   amigo  com  o  qual  rateava  a  despesa  de  aluguel  e  manutenção.&lt;br /&gt;   Mas,  as  coisas  foram  piorando  de  tal  sorte  que  Aristeu  decidiu  procurar  pelo  amigo  Eufrásio,  dono  das  terras  que  haviam  lhe  pertencido.&lt;br /&gt;   Hoje,  Aristeu,  pode  ser  encontrado  novamente  no  “Sítio  da  Alegria”.       Trabalha  como  campeiro  de  Eufrásio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-8245003395801828355?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/8245003395801828355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=8245003395801828355' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8245003395801828355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/8245003395801828355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/ganhars-vida-com-o-suor-do-teu-rosto_5250.html' title='Ganharás a vida com o suor do teu rosto'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-884524878597131833</id><published>2008-01-02T11:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T11:42:33.003-08:00</updated><title type='text'>A estrela oracular</title><content type='html'>O  SOBRENATURAL  EXPLICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Estrela  Matutina  é  uma  cidade  dos  sonhos  .  .  .  uma  cidade-poema  .  .  .&lt;br /&gt;   O seu  nome  teve  origem  na  presença  no  seu  céu  de  uma  minúscula  estrelinha  de  cintilação  indescritível.&lt;br /&gt;   Não  são  poucos,  naquela  bela  cidade,   aqueles  que  acreditam  que  as  variações  na  luminosidade  da  estrelinha  seriam  indicativos  e  orientação  segura  para  o  dia  que  se  iniciava.&lt;br /&gt;   A  sua  não  aparição sinalizava,  com  toda  certeza,  catástrofes  penalizando  pessoas  e  negócios.&lt;br /&gt;   Um  verdadeiro  oráculo  .  .  .&lt;br /&gt;   Tornou-se  lenda.&lt;br /&gt;    De  manhã,   na  cidade-poema,  na  palavra  do  poeta  “sopra  com  vivacidade  a  brisa,  com  um  hálito  perfumado  de  brando  calor.”&lt;br /&gt;   Às  tardes,  um  alarido  alacre  de  atrevidos  pardais  mistura-se  com  os  toques  das   ave-marias.&lt;br /&gt;   Nas  noites  “o  silêncio,  quebrado  tão  somente  por  estrupido  cadenciado  da  cavalgadura  ou  pelo  grito  longínquo  de  algum  animal  noturno.”&lt;br /&gt;   A  gente  de  Estrela  Matutina  é  uma  gente  feliz  .  .  .&lt;br /&gt;   Há  calor  humano,  e  muita  solidariedade  entre  eles.&lt;br /&gt;   A  cadeia  pública,  sequer  chaves  ou  cadeados  tinha.  Não  precisava.  A  sua  existência  devia-se  apenas  a  necessidade  de  satisfazer  exigências  constitucionais  e  penais.  Cidade  sem  cadeia,  é  inconcebível. Não  poderia  existir. Assim  estava  escrito  no  processo  de  emancipação  do antigo  distrito  de  Cachoeira  Alta  que  virara  Estrela  Matutina.&lt;br /&gt;   Normalmente,   não  havia  presos,  nem  a  quem  prender.  Freqüentadores  da  cadeia,  com  uma  certa  freqüência,  só  dois : O  Xico  Pinguço,  Xico  com  “x” mesmo  como  ele  escrevia;  e  o  João  Caninha.  Os  motivos  é  fácil  imaginar  pelo  simples  enunciado  dos  nomes.  Chegavam  à  cadeia  entorpecidos  pelo  álcool,  levados  pelo  soldado  Eustáquio,  único  guardião  da  lei  naquelas  paragens.  Dormiam  por  algumas  horas,  lavavam  e  enxugavam  a  cara,  voltando  novamente  às  ruas  para  iniciarem  um  novo  ciclo  de  libações  alcóolicas.  O  etilismo  dominava-os,  como  um  mal  congênito.  Vez  por  outra, Eustáquio  também  rendia  sua  homenagem  ao  Deus  Baco.  Temia-se  em  tais  ocasiões,  o  caos  na  cidade.  Se  coincidam  os  porres,  o  lugar  ficava  “sem   a  ordem  legal  e  a  segurança”,  representadas  por  Eustáquio.  Felizmente,  as  bebedeiras  de  Eustáquio ,  além  de  muito  esporádicas  não  eram  em   excesso,  para  não  prejudicar  ainda  mais  aquela  manifestação  de  úlcera  que  o acometera  há  algum  tempo.&lt;br /&gt;   Xico  Pinguço  e  João Caninha  cultivavam  um  hábito  :  Jamais  deixavam  de  estar  presentes  aos  velórios.  Andavam  quilômetros,  se  assim  fosse  necessário, mas  registravam  presença.  Aos  sepultamentos,  nem  sempre  compareciam.  O  motivo ?  A  noitada  do  velório,  que  não  os  deixavam  em  condições  físicas  para  esta  proeza.  A  razão  é  que,  além  do  indefectivel  café,  bem  forte  para  espantar  o  sono,  tinha-se  sempre  com  fartura  saborosas  quitandas  caseiras,  preparadas    pelo   anfitrião,    se    me    permitem  assim  me  expressar,  e  também   .   .   .&lt;br /&gt;                                  .   .   .  a  branquinha  .  .  .  aquela  da  cabeça. .  .&lt;br /&gt;     Matutinense  que  se  prezasse  jamais  deixava  de  ter  em  casa   uma  boa  quantidade  de  garrafas  para  as  ocasiões  especiais :  noivados,  casamentos  e   .    .     .     velórios.&lt;br /&gt;   Certa tarde  Xico  Pinguço  estava  lá  para  as  bandas  de  uma  das  fazendas  de  Abdala  Rachid,  em  visita  a  um  amigo,  quando  tomou  conhecimento  de  um  acidente  terrível.  Um  boi,  parece  que  enlouquecido,  havia  atingido  o  peão  Sebastião  - o  Tião  -  amigo  muito  querido  de  toda  a  população,  e  as  conseqüências  das  chifradas  e  pisadelas  do  pesado  animal  foi  a  morte  do  pobre  trabalhador.  O  proprietário  das  terras -  o  Abdala  Rachid  - de  quem  já  lhes  falei,  era  um  homem de  muitas  posses.  Além  de  grande  fazendeiro  era  também  comerciante  e  industrial  de  sucesso.  Tinha  fama  de  grande  financista.  Modestamente,  porém,  dizia  que  sabia  apenas  medir  a  água  e  o  fubá.  Por  isso  tinha  enricado.  É  certo  que  não   faltavam  comentários  maliciosos  de  alguns  despeitados  -  e  como  os  há  sempre  -  que  punham  dúvidas  sobre  a  trajetória  de  Abdala  em  seus  negócios  em  busca  de  fortuna.            &lt;br /&gt;  Abdala  já  não  era  um  homem  jovem.  Insidiosa  moléstia  -  um  câncer  de  que    procurava  sempre  não  falar  -  minava  a  sua  saúde  fazendo  com  que  ele  já  não  tivesse  o  vigor  e  a  mobilidade  necessárias  ao  acompanhamento  de  seus  variados  interesses  empresariais. Completo  repouso,  recomendava  o  seu  médico  e  amigo,  o  competente  Dr.  Alberto  Filgueiras de  Nascimento  Alves.  Na  área  rural,  o  peão  Tião,  era  o  braço  direito  de  Abdala.  Por  isso,  poderão  imaginar  a  extensão  da  tragédia   que  representava  o  acidente  fatal   que  vitimou  o  peão.  Xico  Pinguço,  sempre  solícito  às  mais  variadas  tarefas,  nem  esperou  que alguém  lhe  pedisse  para levar  a  notícia  para  Abdala.  Partiu rápido.&lt;br /&gt;   Já  era  noite  fechada  quando    chegou  à  casa  de  Abdala  que  se  localizava  em  uma  das  ruas  das  mais  tranqüilas,  da  sempre  tranquila  cidade.        Xico   tentou  abrir  o  portão.  Estava  fechado.  Sem  outros  recursos  para  atingir  os  seus  objetivos,  Xico,  do  meio  da  rua,  passou  a  gritar  por  Abdala  que    demora  a  atender.  Aparentemente,  já  deveria  estar  a  dormir  ou,  talvez,  percebendo  a  voz  de  Xico,  retardava  propositadamente  o  atendimento  na  esperança  de  que ele  desistisse  e  fosse  embora.&lt;br /&gt;   Xico,  insistia   .   .   .&lt;br /&gt;   Assustado,  esfregando  os  olhos  e  resmungando  muito  Abdala  foi  até   à janela  que  geralmente  deixava  aberta  -  para  entrar  ar,  dizia.&lt;br /&gt;   Esculhambou  o  pobre  Xico  pelos  seus  excessos.  O  seu  berreiro  ecoava  por  toda  a  rua,   agressivamente  aos  ouvidos  de  todos,  trazendo  muitos  às  janelas    para constatar  o  que  estava  a  acontecer&lt;br /&gt;   Como  agravante,  a  iluminação  estava  deficiente naquela  noite.  Ocorrera  algumas  anormalidades,  ainda  não  sanadas  pelo  zeloso Adauto  eletricista.&lt;br /&gt;    - Que  algazarra  é  essa,  ó  Xico  ?  O  que  quer  você  a  horas  tão  tardias  ?,  com  muito  mau  humor  falava  Abdala.&lt;br /&gt;    -  O  Tião,  sô  Abdala,  o  boi  chifrou  .  .  .,  responde  o  Xico  chorando.&lt;br /&gt;    -  Como  é ?  Desembucha,  ó  homem   !   .  .  .&lt;br /&gt;   -   O Tião  sô  Abdala,  o  boi  malhado  chifrou  e  puff . . morreu.&lt;br /&gt;   -   Por  Allah,  Xico,  o  boi  morreu  ?  Que  prejuízo  .  .  .  lamentou  Abdala.&lt;br /&gt;   -   Não  sô  Abdala,  o  Tião  foi  que  morreu  .  .  .&lt;br /&gt;   Abdala  desesperou-se  e  lágrimas  rolaram  pelo seu  rosto em um pranto  convulso. E     com    as    mãos   em   prece,   extravasou   a   sua   dor :  -  Por   Allah  !  .   .   .         o  Tião  !  .  .  .&lt;br /&gt;   E  caiu  abatido  por  um  fulminante  enfarte  do  miocárdio.&lt;br /&gt;   Consta  que  na  manhã  daquele  dia  fatídíco  a  estrelinha  resplandecente  não  aparecera  no  céu  de  Estrela  Matutina  .  .  .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-884524878597131833?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/884524878597131833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=884524878597131833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/884524878597131833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/884524878597131833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2008/01/estrela-oracular.html' title='A estrela oracular'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-7402959023283383493</id><published>2007-12-31T11:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-31T11:59:01.578-08:00</updated><title type='text'>Artimanha de um vendedor</title><content type='html'>OS  FINS  JUSTIFICAM  OS  MEIOS ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Raimundo,  habitualmente  extrovertido  e  de  uma  alegria  contagiante,  andava  arredio  e  triste.  Não  conseguia  dissimular  as  preocupações.  Casara-se,  há  pouco  mais  de  três  anos, com Marianinha, a quem conhecera ha  seis  anos,  por  ocasião  da  coroação  dela  como  “Rainha  dos  Comerciários”,  após  uma  eleição  das  mais  acirradas.  Foi  amor  à  primeira  vista.  Do  amor  ao  casamento,  pouco  mais  de  dois  anos  decorreram.&lt;br /&gt;    Raimundo, recentemente,  passara  a  morar  na  periferia  da  cidade.  Ocupava  uma  casa  espaçosa;  bem  melhor  do  que  a  morada  anterior,  um  acanhado  apartamento  de  sala,  cozinha  e  dois  quartos.  Na  nova  casa  tinha  um  bom  quintal  com  área  de  lazer  para  as  crianças;  um  pequeno pomar  com  muita  laranja,  limões,  goiabas  vermelhinhas   e  sadias,  além  de  outras  frutas  nativas;  e  uma  excelente  área  para  horta  e  jardim  bem  aproveitada  por  Marianinha.&lt;br /&gt;     A  inconveniência  era  que  a  nova  casa  localizava-se  um  pouco  distante  do  seu  trabalho. Para  agilizar  a  sua  movimentação  viu-se  obrigado  a  comprar  uma  bicicleta; carro  ou   moto  não  eram  para  o  seu  bolso.  O  pagamento  da  bicicleta  foi  dividido  em  uma  pequena  entrada  e  prestações  a  perder  de  vista.&lt;br /&gt;    Preocupando-se  em  aprimorar  o  nível  cultural  matriculou-se  no curso  supletivo  do  Colégio  Gertrudes.&lt;br /&gt;    As  despesas  com  o  pagamento  de  aluguel;  a  compra  do seu  meio  de  transporte  e  o  custo  do  supletivo  refletiam-se  no  orçamento  doméstico.  Afinal  a   renda  do  Raimundo   estava  restrita  à  remuneração  do  emprego  na  “Casa  Imperial” :  salário  fíxo  e  um  percentual   variável   sobre  as  vendas  e,  eventualmente,  uma  comissão  incentivo,  tipo prêmio. Isso  acontecia  em  momentos  de  depressão  econômica  ou  para   atender  a  necessidade  de  maior  aporte  de  recursos  para  reforço  das  disponibilidades  de  caixa  da  empresa  ou  particularmente  do   seu  proprietário.&lt;br /&gt;    A  “Casa  Imperial”,  onde  Raimundo  trabalhava,  era  o  estabelecimento  comercial  de  maior  prestígio  na  região.  Estoque  realmente  completo.&lt;br /&gt;     Manoel  Pereira  de  Almeida  Assumpção,  o  Manoel  Português,    o  proprietário.    Iniciara-se  na  região  como  mascate  até  fixar-se  definitivamente  naquela  acolhedora  cidade.  Isso  há  mais  de  cinqüenta  anos.  Muito  amigo  de  Raimundo  fôra  o   padrinho  de  casamento  presenteando  o  casal  com  uma  viagem de lua de mel no litoral espirito-santense. Uma semana de sonho.  .  .  Inesquecível  para  Raimundo  e  Marianinha.&lt;br /&gt;    Muito  rígido  na  administração  do  seu  negócio,  o  que  explicava  o seu  sucesso,  o  Português  já  avisara a  Raimundo  que  a  antecipação  na  saída  à  tarde,  para  o  curso  supletivo,  deveria  ser  compensada  na  parte  da  manhã.  Raimundo  passou  a  ter  a  obrigação  de  chegar  ao  trabalho  meia  hora  antes   do  início  do  expediente  -  isso  no  mínimo ,  como   enfatizava  o  Português.  Deveria   fazer  a  limpeza  e  dispor  as  mercadorias  nas  prateleiras  e  nas  vitrines  de   modo  atraente  para  a  clientela.&lt;br /&gt;    Devo  lhes  dizer  que  Raimundo  trabalhava  para  Manoel  há  muitos  anos.  Foi  admitido  ainda  uma  criança  para  ajudar  a  mãe  no  sustento  da  casa.  A renda  da  mãe,  modesta  lavadeira,   era  insuficiente  ao  sustento  da  família, muito  numerosa.  O  pai  de  Raimundo,  um  homem íntegro  e  trabalhador,  muito  estimado  por  todos,  morrera  vítima  de  disparo  casual  de  arma  de  fogo.&lt;br /&gt;    Decorria  o  mês  de  fevereiro.  Havia  muita  esperança  no comércio  de  que  o  marasmo  existente  fosse  interrompido   durante  os  festejos  do  mês  de  março,  mês  de  São  José,  santo padroeiro, mesmo que  de  forma  passageira,&lt;br /&gt;    Essa  expectativa  era  partilhada  pelo  vigário  Silveira  por  necessitar  a  igreja  de  um  cabedal  maior  de  recursos  para  obras  sociais, tais como  o lactário,  para  o  leite  dos  velhos  e  das  crianças;  a  sopa  para  aqueles  pobres  e  miseráveis  sem  nenhuma  renda.  .   .&lt;br /&gt;    No  mês  de  março  sucediam-se  os  eventos  :  quermesses,  disputas  esportivas,  torneios  literários  .  .  .  culminando  no  dia  19,  dia  do  padroeiro.  Houve  época  em  que  os  festejos  eram  perturbados  pelas  chuvas  pesadas  e  intensas  que  caiam  na  região  -  as  chamadas  águas  de  março.  Há  muitos  anos, porém,  isso  não  acontecia.  A  seca  era  brava.&lt;br /&gt;    Chegara,  enfim,   o  tão  esperado mês  de  março.&lt;br /&gt;    .  .  .  Porém,  quanta  decepção  !&lt;br /&gt;    O   fluxo  de  gente  -  para  tristeza  do  comércio  e  do  padre  Silveira  -  foi  muito  aquém  do  ocorrido  em  anos  recentes.  A  consequência  :  Mínima  a  reação  nas  vendas  do  comércio  e  inexpressivas  as  espórtulas  para  as  obras  sociais  do  padre  Silveira.&lt;br /&gt;    A  cabeça  de  Raimundo  andava   à  mil,  na  busca  de  fórmulas  mercadológicas  que  resultassem  em  aumento  de  vendas.  Precisava  dramaticamente  aumentar  seus  rendimentos.&lt;br /&gt;     Num  fim   de  tarde, Raimundo  anteviu  a  oportunidade  de  um bom  negócio  na  pessoa  de  Libório  que  acabava  de  chegar.&lt;br /&gt;     Libório,  um  tipo  de  características  definidas  :  alto,  esguio,  bigodinhos  finos  sempre  bem  aparados,  olhos  espertos  e  um  sorriso  permanente  dependurado  nos  lábios.  Toda  a  cidade  conhecia  Libório e  suas  atividades  de  agiota  sem  alma  e  sem  coração.  Gostava  de  levar  vantagens  sempre,  em  tudo  e  a  todos  os  momentos.  Não  importavam  os  meios.&lt;br /&gt;     Atendido  por  Raimundo,  Libório  disse-lhe  que  desejava  comprar  roupas  -  camisa,  gravata,  meias  -  para  um  casamento  na  fazenda  do  Coronel  Limoeiro.  Seria  um  dos  padrinhos. &lt;br /&gt;     Solícitamente,  Raimundo  passou  a  mostrar  o  que  tinha  de  melhor,  à  altura  do  requintado  cliente  sugerindo-lhe  um  enxoval  completo,  inclusive  um  terno  de  fino  tropical  inglês  recebido  naquela  semana.  Coisa  fina,  de   uma  grande  confecção  do  Rio  de  Janeiro.&lt;br /&gt;    Libório  não  se  entusiasmou  com  a  sugestão. – Muitos  ternos  já  tinha.&lt;br /&gt;     Raimundo  insistiu  para  que  Libório  pelo  menos  examinasse  a  roupa  de  caimento  e  corte  impecáveis.&lt;br /&gt;    Tal  foi a  insistência  de  Raimundo  que  Libório  se  dispôs  a   vestir  o  tão  exaltado  e  elogiado  fato.  Dirigiu-se,  então,  ao  closet,    retornando  elegantemente  envergando  a  roupa.  Raimundo  derramou-se  em  elogios.  Insistiu  para  que  Libório  verificasse  o  corte  moderno  dos  bolsos, amplos e profundos, arquivo seguro para documentos,  dinheiro e objetos outros.  Sem  disfarçar  o  seu  aborrecimento  Libório  aquiesceu  levando  as  mãos  aos  bolsos. Neste  exato  momento   Raimundo  notou  uma  reação  no  rosto  de  Libório,  imperceptível  quase,  seguida  de  um  certo  descontrole.  Nada mais  falou.  Apressadamente,  Libório voltou  ao  closet  e  ao  retornar,  sem  mais  delongas,  disse a Raimundo,  que   se  convencera  da  conveniência  da  compra  pedindo-lhe,  então,  informar o  valor   para  pronto  pagamento,  e  coisa  inédita,  sem  regatear  no  preço,  e  dispensando  a  gentileza  da  entrega  em  sua  casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                      -    x    -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Já  em  casa  Libório  desfez  atabalhoadamente  o  embrulho  indo  pressurosamente  aos  bolsos.   Nada  encontrou  .  .  .&lt;br /&gt;    Raimundo,  ao  embrulhar a roupa,   tal qual um prestidigitador  exímio,  retirara  a  ‘ isca ’,  seu  trunfo  para  a venda:   um  relógio  de  ouro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-7402959023283383493?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/7402959023283383493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=7402959023283383493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7402959023283383493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/7402959023283383493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2007/12/artimanha-de-um-vendedor.html' title='Artimanha de um vendedor'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5600640523312452205.post-5322536192665791687</id><published>2007-12-30T08:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-30T08:40:46.334-08:00</updated><title type='text'>Exercício de meditação</title><content type='html'>A  GOTA.  .  .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A  gota  é  um  tema   .   .   .&lt;br /&gt;  De  fertilidade;  ensopa  a  terra  possuindo-a  e  penetrando-a  até   à  semente  que  guarda  em   suas  entranhas,  fazendo-a  germinar,  crescer  e  multiplicar-se;&lt;br /&gt;   De  amor   à  vida;  sob  a  forma  de  uma  vacina  miraculosa,  protege  o  corpinho  frágil  contra  o  ataque  virótico,  mutilante,  irreversível;&lt;br /&gt;    De  vida;  na  volúpia  dos  corpos  que  se  encontram  em  homenagem  ao  amor;  na  doce  entrega  consentida;&lt;br /&gt;    Maçante;  no  pinga – pinga  que  se  infiltra  na  fresta  do  forro  ensopando  o  tapete;  martelando  os  ouvidos  de  sua  vítima  insone  com  o  tilintar  de  sua  precipitação;&lt;br /&gt;     De  alegria;  na  lágrima  incontida  pela  vitória  alcançada,  buscada  com  empenho  e  energia;&lt;br /&gt;    De  tristeza;  na  lágrima  derramada  na  dor  pela  perda  sentida  no  momento  final  de  uma  existência;&lt;br /&gt;    De  decisão;  nos  momentos  em  que  precipita  uma  ação  .  .  .  “ foi a  última  gota”;&lt;br /&gt;    De  desprezo;  a  um  fato   ou  a  alguém   .  .  .  “uma  gota  d’água   no  oceano”;&lt;br /&gt;    De  apelo  comercial;  em  “A  Gota  Mágica”;&lt;br /&gt;    De  destruição;  na  união  de  muitas  gotas,  transformadas  em  corrente  poderosa,  enxurrada  enfurecida,  carregando  na  sua  fúria  veículos,  casas,  barracos,  animais  .  .  .&lt;br /&gt;    De  alívio e reconforto;  ao  saciar  a  sede  dos  homens  e  dos  animais;&lt;br /&gt;    De  repouso; na  chuveirada  que  higieniza  e  refresca;&lt;br /&gt;    De  grandeza;  na  imensidão  dos  rios  e  dos  oceanos, conjugação de  milhões,   bilhões,  trilhões. . .   de  gotas;&lt;br /&gt;   De  terror;  na  tempestade  consequente  de  milhares  de  gotas  enlouquecidas,  açoitadas  por  ventos  dominadores;&lt;br /&gt;   De   inspiração   poética; “destila gotas de orvalho a folha verde inclinada  .    .     .  “    &lt;br /&gt;   (Gonçalves  Dias,  o  grande  artista  do  verbo,  em  Séguier).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5600640523312452205-5322536192665791687?l=joseleal-literatura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/feeds/5322536192665791687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5600640523312452205&amp;postID=5322536192665791687' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5322536192665791687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5600640523312452205/posts/default/5322536192665791687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseleal-literatura.blogspot.com/2007/12/exerccio-de-meditao.html' title='Exercício de meditação'/><author><name>José Geraldo Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02219222535848053120</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_9-Cx8SIlRbU/R1L0Sq1BsGI/AAAAAAAAAAM/KZiTj_HpyCA/S220/joseleal_blog.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
